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Safra de Soja no Mato Grosso: Produtores Enfrentam Riscos com Condições Climáticas Semelhantes a 2020/21

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) emitiu um alerta às tradings sobre a necessidade de antecipar o planejamento logístico e aperfeiçoar o sistema de recebimento das lavouras, a fim de evitar gargalos durante a colheita da safra de soja, que se assemelha ao ciclo produtivo de 2020/21 e preocupa os produtores.

De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), a semeadura da soja, que estava atrasada até a segunda quinzena de outubro, acelerou-se rapidamente. Em apenas uma semana, os agricultores ampliaram a área plantada de 8,8% para mais de 25%. Essa aceleração é uma medida estratégica para proteger a janela de plantio do milho na próxima safra, pois um plantio tardio da soja empurra a colheita do milho para um período de menor produtividade em março, retirando extensas áreas do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) e, consequentemente, da cobertura do seguro em caso de perdas.

Apesar do avanço no plantio, a chegada do fenômeno La Niña levanta preocupações devido à previsão de fortes chuvas em janeiro e fevereiro de 2024, meses cruciais para a colheita da soja no estado. De acordo com a National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), a alta umidade prevista poderá gerar desafios semelhantes aos enfrentados em 2020/21, quando condições climáticas adversas comprometeram a colheita em várias regiões de Mato Grosso.

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Estudos do IMEA indicam que entre o final de outubro e o início de novembro, os produtores deverão completar mais de 83% da semeadura, superando o recorde de plantio da safra 2020/21, que alcançou 80% no mesmo período. Contudo, a previsão de intensas chuvas na colheita aproxima ambas as safras em um paralelo crítico, pois estima-se que metade da área total de soja será colhida em apenas três semanas, entre a segunda quinzena de fevereiro e o início de março.

“O cenário de 2020 serve de alerta”, afirma Diego Bertuol, diretor administrativo da Aprosoja MT. “Naquele ano, perdas significativas ocorreram com safras apodrecendo no campo, filas nas tradings e descontos de qualidade de até 90% aplicados sem transparência. Precisamos aprender com essa experiência e nos preparar melhor para evitar que se repita.”

Para isso, a Aprosoja MT orienta as tradings a investirem na capacidade de recebimento, inclusive com extensão de turnos, para garantir a fluidez da colheita e evitar que o trabalho árduo dos agricultores seja desperdiçado por entraves logísticos. Além disso, a entidade recomenda que os produtores estejam atentos aos descontos de qualidade aplicados pelos compradores e, se necessário, recorram ao Programa Classificador Legal, que oferece mediação gratuita com profissionais habilitados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

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Os produtores que desejarem acionar o Classificador Legal podem entrar em contato pelo telefone do Canal do Produtor: (65) 3027-8100.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cuiabá mantém cenário de normalidade para meningite e reforça vacinação na rede municipal

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, divulgou nesta quinta-feira (30) a Nota Informativa nº 02/2026 com o panorama da meningite na capital. O documento, elaborado pelo Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS), indica que o município segue em situação de normalidade epidemiológica, apesar da confirmação de casos e óbitos neste ano.

Até abril de 2026, foram registrados sete casos confirmados de meningite, com três mortes. A taxa de incidência é de 1,01 caso por 100 mil habitantes, índice inferior à média nacional, que é de 1,4.

Em Cuiabá, os registros são predominantemente de meningites não meningocócicas, que apresentam menor letalidade em comparação aos tipos mais graves da doença.

A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, e pode ser causada por vírus, bactérias, fungos e outros agentes. No Brasil, a doença é considerada endêmica, com ocorrência contínua ao longo dos anos.

A transmissão ocorre principalmente por meio de gotículas respiratórias, como secreções do nariz e da garganta, além da via fecal-oral, por ingestão de água ou alimentos contaminados ou contato com fezes infectadas.

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Por atingir o sistema nervoso central, a doença pode evoluir rapidamente e causar complicações graves, podendo levar à morte.

Os casos registrados em 2026 atingiram diferentes faixas etárias, incluindo bebês, adultos e idosos. Entre as causas identificadas estão vírus, bactérias como Staphylococcus e fungos como Cryptococcus. Há registros de pacientes que receberam alta, óbitos e também casos em investigação.

No mês de abril, até a data de publicação do boletim, não houve novos registros da doença na capital.

Entre os principais sintomas estão febre alta, dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos e prostração. Sinais mais graves incluem rigidez na nuca, sensibilidade à luz, manchas na pele, convulsões e alterações respiratórias, que exigem atendimento imediato. Em bebês, irritabilidade e choro persistente também são indicativos de alerta.

A vacinação é a principal forma de prevenção contra a meningite, especialmente nos casos mais graves. Em Cuiabá, as doses estão disponíveis em 72 Unidades de Saúde da Família (USFs) distribuídas por toda a capital.

Algumas unidades contam com horário estendido, garantindo maior acesso da população:

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Região Leste (07h às 19h):
Bela Vista/Carumbé; Terra Nova/Canjica; Jardim Eldorado; Dom Aquino; Pico do Amor; Areão; Jardim Imperial.

Região Norte:
Jardim Vitória I (07h às 19h); CPA I e II (07h às 21h); Paiaguás (07h às 19h); CPA IV (07h às 19h); CPA III (07h às 19h); Ilza Terezinha Piccoli (07h às 21h).

Região Oeste (07h às 19h):
Despraiado; Ribeirão da Ponte; Novo Terceiro; Sucuri; Jardim Independência.

Região Sul:
Tijucal (07h às 21h); Parque Ohara (07h às 21h); Pedra 90 II, III e CAIC (07h às 19h); Parque Cuiabá (07h às 19h); Cohab São Gonçalo (07h às 17h); Santa Laura/Jardim Fortaleza (07h às 19h); Industriário (07h às 19h); Residencial Coxipó I e II (07h às 19h).

Zona Rural (07h às 19h):
Distrito de Nossa Senhora da Guia.

Em caso de suspeita, a orientação é procurar imediatamente uma Unidade Básica de Saúde, UPA ou policlínica. A notificação deve ser feita em até 24 horas à Vigilância Epidemiológica.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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