AGRONEGÓCIO
Brasil deve iniciar este ano embarques de etanol para SAF
Publicado em
9 de abril de 2024por
Da RedaçãoO Brasil deve iniciar neste ano a exportação de etanol para a indústria de bioquerosene de aviação (SAF, na sigla em inglês). Os volumes ainda serão pequenos porque, por enquanto, só há uma indústria de SAF no mundo voltada para essa rota tecnológica. Mas, na avaliação das usinas brasileiras, esse mercado deve engrenar a partir de 2027. Além disso, a expectativa de executivos do setor é a de que 20% a 30% de todo o SAF que será demandado até o fim desta década seja produzido a partir de etanol.
A Raízen estima que há potencial para que a indústria global de etanol forneça entre 9 bilhões e 12 bilhões de litros ao ano para a indústria de SAF até 2030, o que atenderia até 30% da produção esperada do bioquerosene.
O Brasil não deve ser o único fornecedor, mas pode ser o principal, pois responde por metade do comércio global de etanol. Ademais, a indústria de SAF prioriza fontes renováveis, o que favorece o etanol de cana brasileiro sobre o etanol de milho americano, observa Raphael Nascimento, diretor de novos negócios em trading da Raízen.
Ricardo Carvalho, diretor comercial da BP Bunge, estima que haverá espaço para que o Brasil forneça 5 bilhões de litros de etanol ao ano para a indústria de SAF daqui uma década. Como comparação, esse é o volume esperado de crescimento do consumo do combustível nacional com o aumento da frota brasileira, diz.
A substituição do querosene de origem fóssil pelo bioquerosene (que possui a mesma molécula, o que não demanda adaptação de motores) é a principal estratégia da indústria de aviação para reduzir suas emissões de carbono.
O acordo liderado pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, na sigla em inglês) prevê que todos os voos internacionais das empresas aéreas terão que reduzir suas emissões a partir de 2027. Isso significa que a indústria de bioquerosene já terá de estar garantindo a oferta necessária até lá. O setor, que responde por 2% das emissões de gases-estufa do planeta, aposta que o SAF garantirá 65% de sua descarbonização.
O etanol não é a única matéria-prima elegível para a produção de SAF e terá de competir com sete rotas, como a de óleos vegetais e usados (HEFA) na Europa, mais consolidada. Mas estudos da IATA indicam que o etanol tende a ser a opção mais competitiva. Um documento da organização de 2022 indicava que, na época, o biocombustível tinha o menor preço mínimo necessário para venda, junto com as gorduras (uma das opções de HEFA).
A primeira planta comercial de SAF baseado na rota do etanol (ATJ, sigla em inglês para “alcohol-to-jet”) foi inaugurada pela LanzaJet em janeiro na Georgia, nos EUA, e já deve começar a importar etanol brasileiro para atender sua demanda, segundo Carvalho, da BP Bunge.
Os EUA querem produzir 11 bilhões de litros de SAF até 2030 e devem ser o principal mercado de curto prazo de etanol brasileiro para SAF. Outro mercado potencial é o Japão, que estabeleceu no ano passado a meta de misturar 10% de SAF ao querosene fóssil até 2030. No Brasil, ainda não há investimentos anunciados em plantas de SAF via ATJ, mas empresas como Raízen e Copersucar já debatem internamente a possibilidade.
Para Carvalho, a construção de indústrias de SAF via ATJ vai começar a crescer no ano que vem, conforme se provar o conceito da planta da Lanzajet, mas o ganho de escala só deve vir em 2027.
Usinas brasileiras, como Raízen e BP Bunge, estão buscando certificação para fornecer etanol a essa indústria — todas, até agora, de cana. A paulista Zilor também quer avançar nesse mercado e já certificou 90% da cana de duas de suas três unidades. Com isso, assegurou capacidade de atender o setor de SAF com até 300 milhões de litros de etanol ao ano.
Fabiano Zillo, CEO da Zilor, acredita que a nova demanda do SAF pode cobrir uma eventual lacuna que se abrir com a migração de parte da frota de veículos a combustão para elétricos.
Na avaliação de Carvalho, o etanol de cana tem mais potencial para atender à demanda do SAF do que o de milho dada sua proximidade dos portos, o que facilita as exportações a mercados promissores, e pela maior facilidade de rastreio da biomassa, o que garante um volume maior de etanol elegível para atender o mercado.
Nascimento, da Raízen, defende que há espaço para aumentar a produção de etanol de cana para atender o novo mercado. Segundo ele, se a área de cana no Brasil, hoje em 10 milhões de hectares, dobrar, a oferta de etanol triplicaria, já que o foco das usinas não seria açúcar.
Ele também acredita que a cana não será a única fonte. “[O etanol de milho] ainda tem jornada para chegar ao mínimo de captura de carbono [e atender os requisitos da IATA]”.
Fonte: Globo Rural
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Crédito rural e renegociação de dívidas ganham destaque com juros elevados e linhas a partir de 2% ao ano
Published
28 minutos agoon
4 de maio de 2026By
Da Redação
A elevação da taxa Selic para 15% pelo Comitê de Política Monetária (Copom) reforça o cenário de juros elevados no Brasil e amplia o impacto sobre o crédito rural e o endividamento no agronegócio. Com isso, o país passa a ocupar a vice-liderança global em juros reais, atrás apenas da Argentina, segundo levantamento do Portal MoneYou.
A decisão do Banco Central tem como objetivo conter a inflação por meio do encarecimento do crédito e da redução da demanda na economia. No entanto, o movimento também afeta diretamente produtores rurais que contrataram financiamentos nos últimos anos para custeio de safra, aquisição de máquinas, implementos e expansão de áreas produtivas.
Selic elevada encarece crédito e pressiona produtores rurais
Com a taxa básica de juros em patamar elevado, empréstimos e financiamentos tendem a ficar mais caros. Em alguns casos, operações de crédito rural já contratadas podem sofrer reajustes, especialmente aquelas indexadas a taxas variáveis.
O aumento dos juros, apesar de contribuir para o controle inflacionário, também reduz o ritmo de investimentos no setor produtivo, já que encarece o capital e impacta diretamente a capacidade de expansão dos negócios no campo.
Nesse cenário, produtores rurais passam a avaliar alternativas como renegociação, alongamento de prazos e quitação antecipada de dívidas, dependendo das condições financeiras e da estrutura de cada operação.
Mercado privado amplia opções de crédito rural
Além das linhas oficiais, o produtor rural conta com soluções do mercado financeiro privado, que vêm ganhando espaço como alternativa ao crédito tradicional.
A ConsulttAgro, empresa especializada em captação de recursos para o agronegócio, atua com taxas a partir de 2% ao ano e prazos de até 20 anos para pagamento, voltados à aquisição de terras, maquinários e expansão produtiva.
A empresa mantém parceria com mais de 20 instituições financeiras, incluindo bancos, administradoras de crédito e fundos de investimento, com foco na estruturação de operações personalizadas para diferentes perfis de produtores.
Segundo representantes da consultoria, o processo de análise considera fatores como garantias, faturamento e necessidade do cliente, buscando adequar taxa, prazo e custo total da operação ao perfil de cada produtor rural.
Garantias e perfil do produtor definem condições de crédito
Especialistas do setor destacam que a estrutura de garantias é um dos principais fatores para a obtenção de melhores condições de financiamento. Dependendo da linha de crédito, podem ser exigidas garantias proporcionais ao valor financiado, variando conforme o risco da operação.
A recomendação é que o produtor apresente informações claras e organizadas desde o início da negociação, o que contribui para maior agilidade na análise e melhores condições de contratação.
Crédito rural privado cresce com demanda por alternativas
O aumento da demanda por crédito estruturado tem impulsionado empresas especializadas no setor. Em 2024, operações privadas voltadas ao agronegócio movimentaram R$ 1,6 bilhão, com valores que variam de R$ 150 mil a R$ 150 milhões por operação.
Além de aquisição de áreas rurais, essas linhas também atendem investimentos em infraestrutura, máquinas e expansão produtiva, ampliando o acesso a capital fora do sistema bancário tradicional.
Gestão financeira se torna estratégica no agronegócio
Com juros elevados e maior pressão sobre o custo do crédito, a gestão financeira ganha papel central na sustentabilidade das propriedades rurais. A escolha entre renegociar dívidas, alongar prazos ou buscar novas linhas de financiamento depende diretamente do planejamento de cada produtor.
Em um cenário de Selic elevada e crédito mais restrito, a busca por alternativas mais competitivas se torna uma estratégia essencial para manter a competitividade e garantir a continuidade dos investimentos no campo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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