AGRONEGÓCIO

Epagri disponibiliza gratuitamente versão digital de livro para aprimorar produção de banana em Santa Catarina

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Cerca de 4 mil famílias agricultoras catarinenses têm a produção de bananas como principal atividade econômica. Santa Catarina é o quarto maior produtor e o maior exportador da fruta no país. São 700 mil toneladas produzidas anualmente, em 28 mil hectares. O valor bruto da produção da fruta no estado gira em torno de R$ 450 milhões ao ano.

Foi pensando nessa importante cadeia produtiva que a Epagri reuniu 40 anos de conhecimento acumulado em pesquisa e extensão no livro Produção de Banana em Santa Catarina, disponível para livre download.

Apesar de ocupar a segunda posição do país em produtividade de banana, com média de 24,5t/ha dos subgrupos Cavendish e Prata, esse índice ainda é considerado baixo tendo em vista o potencial produtivo dos principais cultivares plantados em SC, aponta a obra. Segundo os autores, os principais fatores que limitam a produção da fruta no Estado são: utilização de mudas de baixa qualidade; práticas de plantio e manejo inadequadas; manejo inadequado de pragas e doenças; limitações na correção da acidez e fertilidade do solo e na nutrição das bananeiras e práticas de colheita e pós-colheita não recomendadas.

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Essas limitações estão relacionadas à gestão da atividade realizada pelo bananicultor e podem ser superadas com a assistência técnica e adoção das recomendações de boas práticas. A obra, que contempla 14 capítulos em 320 páginas, reúne informações sobre importantes recomendações e técnicas para o cultivo da banana. Destina-se a bananicultores, técnicos da extensão rural, pesquisadores, acadêmicos, estudantes e demais profissionais que atuam nesta cadeia produtiva.

O livro ainda não está disponível no formato físico, somente digital. O arquivo PDF pode ser baixado gratuitamente neste link.

Fonte: Governo de SC

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Governo define regras para exportações do agronegócio para a Europa

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O governo federal detalhou as regras para uso das cotas tarifárias previstas no acordo entre Mercosul e União Europeia, definindo como o agro brasileiro poderá acessar, na prática, os benefícios comerciais já em vigor desde 1º de maio.

As normas, publicadas pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), nesta segunda-feira (04.05), estabelecem critérios operacionais para exportação e importação dentro do novo regime. O objetivo é dar previsibilidade à aplicação do acordo, que ainda depende de ratificação definitiva pelo Parlamento Europeu.

O sistema de cotas atinge diretamente produtos centrais da pauta agropecuária brasileira, como carnes, açúcar, etanol, arroz, milho e derivados, mel, ovos e bebidas como cachaça e rum. São cadeias que passam a disputar um volume limitado com tarifa reduzida ou zerada. Dentro da cota, o produto entra com vantagem competitiva; fora dela, continua sendo exportado, mas com imposto cheio, o que reduz margem.

Esse desenho tem efeito direto na formação de preço ao produtor. Cadeias que conseguirem acessar as cotas tendem a capturar melhor valor no mercado europeu, enquanto operações fora desse limite ficam mais expostas à concorrência internacional. Como a distribuição seguirá, em regra, a ordem de solicitação, empresas com maior organização comercial, tradings, cooperativas e agroindústrias, terão vantagem na captura desse espaço.

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Outro ponto central é a exigência do Certificado de Origem, documento que comprova que o produto atende às regras do acordo. Na prática, isso eleva o nível de exigência dentro da porteira. Rastreabilidade, regularidade de entrega e padronização passam a ser condição para acessar os mercados com melhor remuneração.

Além de definir o uso das cotas, o governo atualizou as regras de certificação de origem. Entre os avanços estão a criação de um modelo específico de Certificado de Origem para o acordo com a União Europeia, a ampliação do uso do certificado eletrônico para mercados como o europeu e a Índia, a autorização de assinatura digital e regras mais claras para autocertificação. Também foi regulamentada a transferência de cotas entre empresas do mesmo grupo econômico, o que tende a dar mais flexibilidade às operações.

Embora as cotas representem uma parcela pequena do comércio, cerca de 4% das exportações, elas se concentram justamente em produtos de maior valor agregado. Isso aumenta a disputa dentro do próprio Mercosul e tende a diferenciar produtores integrados a cadeias exportadoras daqueles que operam fora desses arranjos.

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Para o produtor rural, o efeito é claro: o acesso ao mercado europeu passa a depender menos do volume produzido e mais da capacidade de atender exigências técnicas e comerciais. Quem estiver inserido em cadeias organizadas e conseguir cumprir esses critérios tende a capturar melhores preços. Quem não estiver, continuará exposto ao mercado tradicional, com menor poder de barganha.

Fonte: Pensar Agro

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