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Federarroz Alerta para Possível Redução da Área Plantada e Impacto das Chuvas na Produção de Arroz

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A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) alertou, em coletiva de imprensa nesta terça-feira (10), para a possível redução na área plantada de arroz no estado, devido ao excesso de chuvas no final do ano e à falta de apoio efetivo aos pequenos produtores da região Central. De acordo com a entidade, 31% da área prevista ainda não foi plantada na região.

O presidente da Federarroz, Alexandre Velho, ressaltou que o ano de 2023 foi marcado por desafios significativos, não apenas devido às condições climáticas e à comercialização, mas também por intervenções do governo federal. Velho destacou ainda o impacto das recentes enchentes, que sucedem dois anos de seca, e alertou que esse cenário afetará a colheita, inclusive a soja, para os produtores que cultivam ambas as culturas. “Será necessário manter altas produtividades, mas já indicamos que o custo de produção poderá aumentar devido à necessidade de recuperação estrutural nas propriedades, com a recuperação de canais de irrigação, drenagem e armazenagem”, explicou o presidente. Ele também apontou que muitos produtores da região Central ainda enfrentam problemas com a erosão do solo, sem terem recebido o apoio governamental prometido.

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A Federação também discutiu os efeitos da falta de luminosidade, causada pelas chuvas constantes, especialmente no final deste ano. O Instituto Riograndense de Arroz (Irga) havia anunciado que até 5 de dezembro, 5% da área prevista no estado ainda não havia sido plantada. Na região Central, a situação é ainda mais preocupante, com 40 mil hectares (31%) por plantar. Velho destacou que, diante desse cenário, não é provável que a estimativa de 948 mil hectares plantados se confirme. “A lavoura está complicada devido ao manejo de plantas invasoras, aplicação de uréia e irrigação, pois as chuvas têm dificultado as atividades no campo”, complementou. Esse atraso no manejo pode resultar em uma produtividade inferior à esperada.

O presidente da Federarroz também manifestou preocupação com os preços do arroz. Ele criticou a decisão do governo de lançar contratos de opção com preços muito baixos, o que, segundo ele, pode desestimular os produtores. “O preço proposto pelo governo está abaixo do custo de produção, o que torna o contrato inviável para os produtores gaúchos. O primeiro leilão da entressafra mostrou que apenas 4% da oferta foi vendida, o que demonstra o desinteresse do setor”, afirmou. O custo do arroz irrigado varia entre R$ 90,00 e R$ 100,00 a saca, dependendo da região, e o preço sugerido pelo governo para agosto de 2025 é de cerca de R$ 87,00, com antecipação para março, próximo a R$ 80,00, um valor que não cobre os custos de produção.

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Velho alertou que essa situação pode afetar negativamente o setor, que já passou por uma recuperação após a perda de áreas nos últimos anos. “O Rio Grande do Sul já plantou mais de 1,1 milhão de hectares no passado, mas há dois anos o número caiu para 840 mil hectares. A recuperação da área está em risco devido a essa falta de rentabilidade e a preços baixos no mercado”, concluiu.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha

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Mercado Externo

O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Mercado Interno

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.

As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.

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No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.

Preços

Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.

Indicadores
  • Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
  • Área colhida: 90%
  • Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
  • Milho silagem:
    • Área: 345.299 hectares
    • Colheita: 87%
    • Produtividade média: 37.840 kg/ha
  • Soja (RS):
    • Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
    • Colheita: 68%
    • Produtividade média: 2.871 kg/ha
  • Feijão 1ª safra:
    • Área: 23.029 hectares
    • Produtividade média: 1.781 kg/ha
  • Feijão 2ª safra:
    • Área: 11.690 hectares
    • Produtividade média: 1.401 kg/ha
  • Arroz irrigado:
    • Área: 891.908 hectares
    • Colheita: 88%
    • Produtividade média: 8.744 kg/ha
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Análise

A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.

O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.

No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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