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Produção de Trigo no Paraná Enfrenta Incertezas Pós-Geadas, Enquanto Mercado Internacional Monitora Safras

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As incertezas sobre o potencial produtivo do trigo no Paraná, após os recentes episódios de geadas, diminuíram o ritmo dos negócios no mercado e trouxeram uma variabilidade nas cotações nesta semana. De acordo com o analista Elcio Bento, da Safras & Mercado, a baixa oferta no mercado faz com que os vendedores permaneçam inflexíveis, especialmente diante das previsões de perdas tanto no Paraná quanto no Paraguai.

Atualmente, os preços pedidos pelos vendedores variam entre R$ 1.600 e R$ 1.650 por tonelada. Por outro lado, os moinhos que possuem estoques mais amplos mostram interesse de compra entre R$ 1.300 e R$ 1.450 por tonelada, ajustados aos preços da nova safra. “Os negócios realizados são pontuais, pois ainda é difícil mensurar as perdas causadas pelas geadas e pela estiagem no Paraná. Além disso, uma parte significativa do trigo ainda está no campo, sujeito a novas ondas de frio”, explicou Bento.

No Rio Grande do Sul, foi reportada a venda de trigo da safra anterior a R$ 1.300 por tonelada, no FOB da região das Missões. Até o momento, as lavouras gaúchas apresentam boas condições, com um potencial produtivo estimado em 4 milhões de toneladas. No entanto, Bento ressalta que essa perspectiva depende das condições climáticas nas próximas semanas.

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Cenário Internacional

No cenário global, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) atualizou suas estimativas para a produção mundial de trigo na safra 2024/25, elevando a previsão para 798,28 milhões de toneladas, ligeiramente acima das 796,28 milhões projetadas em julho. Para 2023/24, a estimativa ficou em 789,67 milhões de toneladas. Os estoques globais para 2024/25 foram ajustados para 256,62 milhões de toneladas, uma leve queda em relação às 257,24 milhões previstas anteriormente.

Nos Estados Unidos, a produção de trigo para 2024/25 foi revisada para 1,982 bilhão de bushels, abaixo dos 2,008 bilhões estimados em julho. Para a safra 2023/24, a produção foi fixada em 1,812 bilhão de bushels. Os estoques finais de trigo nos EUA foram projetados em 828 milhões de bushels para 2024/25, contra 856 milhões em julho, enquanto o mercado esperava 860 milhões.

Além do USDA, o Conselho Internacional de Grãos (CIG) também atualizou suas projeções, prevendo uma produção global de grãos em 2024/25 de 2,315 bilhões de toneladas, uma leve redução em relação aos 2,321 bilhões estimados em julho. A produção mundial de trigo foi revisada para 799 milhões de toneladas, uma pequena diminuição em comparação com as 801 milhões de toneladas projetadas no mês anterior. Para a temporada anterior, o CIG estimou uma produção de 794 milhões de toneladas.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de algodão do Brasil devem bater recorde em 2025/26 e reforçam liderança global no mercado internacional

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As exportações brasileiras de algodão devem encerrar o ciclo comercial 2025/2026 em nível recorde, com estimativa de aproximadamente 3,3 milhões de toneladas embarcadas, segundo projeções apresentadas durante a abertura do XXIII Anea Cotton Dinner, em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados.

O desempenho reforça o protagonismo do Brasil no comércio internacional da fibra, com o país consolidado como principal exportador mundial de algodão, superando concorrentes tradicionais como os Estados Unidos. O resultado é sustentado pela forte demanda de mercados da Ásia, Europa e Oriente Médio.

Produção brasileira mantém crescimento e produtividade elevada

A safra 2025/2026 de algodão no Brasil deve alcançar cerca de 3,9 milhões de toneladas de pluma, cultivadas em aproximadamente 1,9 milhão de hectares, com produtividade média próxima de 1.954 quilos por hectare, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

Para o ciclo 2026/2027, as primeiras estimativas indicam nova expansão, com produção projetada em 3,96 milhões de toneladas, reforçando a tendência de crescimento consistente da cultura no país.

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Brasil registra recordes de exportação e consolida liderança global

A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) destacou que o Brasil registrou recordes mensais de embarques em sete meses dentro do ciclo atual, mantendo ritmo forte de exportações e encerrando a temporada na liderança global do setor.

“O algodão brasileiro alcançou um novo patamar no mercado internacional. Tivemos sete meses de recorde de exportação, e junho deve seguir o mesmo ritmo. Hoje, o desafio já não é apenas produzir mais, mas garantir infraestrutura, competitividade e previsibilidade para sustentar esse crescimento”, afirmou o presidente da Anea, Dawid Wajs.

O avanço das exportações reflete não apenas o aumento da produção, mas também a consolidação da confiança internacional na qualidade da fibra brasileira.

Cenário global pode sustentar preços do algodão

No mercado internacional, o cenário de oferta e demanda segue apertado. A projeção aponta consumo global de aproximadamente 26,510 milhões de toneladas, acima da oferta estimada em 25,265 milhões de toneladas, o que pode contribuir para sustentar as cotações da fibra no mercado mundial.

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Mercado interno mais cauteloso e busca por qualidade

No Brasil, o mercado doméstico apresenta comportamento mais conservador. As fiações têm adotado postura cautelosa nas compras, priorizando qualidade da matéria-prima e reduzindo o apetite por contratos de longo prazo, especialmente em um ambiente de juros elevados.

Uso do algodão avança para além do setor têxtil

Durante as discussões do setor, também ganhou destaque a valorização das fibras naturais e a ampliação do uso do algodão em novas aplicações industriais. Além do vestuário, o produto vem sendo incorporado em segmentos como saúde, construção civil, defesa e materiais funcionais, ampliando seu potencial de inovação e agregação de valor na cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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