AGRONEGÓCIO

Syngenta Seeds alia sustentabilidade e eficiência logística em projeto piloto com utilitários a etanol

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A Syngenta Seeds acaba de lançar um projeto piloto que substitui o uso de carretas pesadas a diesel por veículos utilitários movidos a etanol para o carregamento e deslocamento de suas sementes. A iniciativa está alinhada à estratégia de sustentabilidade da companhia para redução de emissões de gases do efeito estufa e à excelência operacional do negócio, ao promover maior agilidade e redução de custos.

Os utilitários escolhidos para o projeto piloto diminuem em 90% as emissões se comparados aos caminhões a diesel. Apenas nos primeiros dez dias de implantação da ação, a substituição das carretas por veículos menores reduziu a dispersão na atmosfera de gases do efeito estufa em 8,5 toneladas (CO2), o que equivale ao plantio de 60 árvores.

Inicialmente localizados nos sites de Matão (SP), Uberlândia (MG) e Formosa (GO), os veículos atendem todo o território de atuação da Syngenta Seeds no Brasil e estão equipados com limitador de velocidade, um componente de segurança para os condutores.

A ideia é expandir o projeto com o aumento da frota, mas não substituir totalmente o uso das carretas. Desta forma, os utilitários têm o objetivo de serem empregados na movimentação entre os sites, cargas menores de vendas realizadas com menos tempo de programação por parte do agricultor, as quais exigem maior agilidade de entregas.

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Conforme explica, Marcelo Beccar, diretor de Supply Chain da Syngenta Seeds Brasil e Paraguai, até a chegada dos novos carros era necessário realizar o carregamento por completo das carretas para poder enviá-las ao destino, o que tornava o processo lento, devido à grande capacidade de suas carrocerias, e mais poluente, por consumirem diesel. No atendimento das demandas urgentes e pouco volumosas, havia um impacto financeiro pelo alto custo do frete de veículos pesados.

“Este projeto piloto com uso dos utilitários a etanol, portanto, menos poluentes, reforça nosso compromisso de reduzir as emissões de gases do efeito estufa, em benefício do meio ambiente, e otimiza nosso desempenho logístico, agilizando os nossos atendimentos, com menos custos operacionais, o que se traduz em ganhos muito positivos para a Syngenta Seeds”, enfatiza Beccar.

Fonte: Syngenta

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

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O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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