AGRONEGÓCIO

Produtores apostam em cultivares resistentes para recuperar a produção de kiwi no Rio Grande do Sul

Publicado em

Recuperação do kiwi após perdas causadas por fungo

A cultura do kiwi vem enfrentando um processo de recuperação na região administrativa de Caxias do Sul, especialmente no município de Farroupilha, após fortes impactos causados pelo fungo Ceratocystis fimbriata. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, o patógeno dizimou parte significativa das áreas produtoras, comprometendo a atividade nos últimos anos.

Segundo o levantamento, o Ceratocystis fimbriata tem sido o principal fator limitante para o desenvolvimento da fruticultura na região. O fungo afeta diretamente o vigor das plantas e reduz a produtividade, o que levou muitos produtores a abandonarem a cultura em períodos anteriores.

Cultivares tolerantes e manejo adequado impulsionam nova fase da cultura

Apesar das dificuldades, o cenário atual é mais promissor. A Emater/RS-Ascar destaca que, com o uso de cultivares mais tolerantes e o manejo sanitário adequado, tem sido possível obter frutos de qualidade e retomar gradualmente a produção.

O trabalho integrado entre instituições de pesquisa, órgãos públicos, empresas privadas e técnicos da Emater/RS-Ascar tem sido essencial nesse processo, incentivando os produtores a apostarem novamente na cultura do kiwi.

Leia Também:  Mercado de boi gordo registra fortes altas em novembro, mas dezembro deve trazer cenário mais tranquilo

Esses esforços têm resultado na introdução de materiais genéticos mais adaptados às condições locais, o que aumenta a resistência das plantas e reduz os impactos de doenças. O manejo sanitário, que inclui práticas como o controle de umidade e a eliminação de plantas infectadas, tem sido determinante para evitar novos surtos do fungo.

Kiwi se consolida como alternativa de renda e diversificação

Além do foco na recuperação, o cultivo do kiwi também é visto como uma importante alternativa de diversificação e geração de renda para agricultores familiares da Serra Gaúcha.

A Emater/RS-Ascar reforça que a atividade contribui para o fortalecimento da fruticultura regional e para a sustentabilidade econômica das propriedades, ampliando as oportunidades de mercado e agregando valor à produção local.

Com o apoio técnico e o uso de tecnologias mais avançadas, o setor aposta em uma nova fase de crescimento, buscando consolidar novamente o kiwi como uma fruta símbolo da diversificação agrícola no Rio Grande do Sul.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Leia Também:  Albaugh apresenta portfólio para soja, cana-de-açúcar e citros na Agrishow 2024
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

Published

on

O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

Leia Também:  Nespresso lança primeiro café aromatizado descafeinado Original Line no Brasil

O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

Leia Também:  Primeira-dama destaca incentivo a mulheres empreendedoras e fortalecimento social

Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA