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Quarta audiência do Plano Diretor reúne moradores em debate no Dom Aquino

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A quarta e penúltima audiência pública para discussão da revisão do Plano Diretor de Cuiabá reuniu moradores, lideranças comunitárias, representantes da sociedade civil e autoridades municipais na noite desta terça-feira (5), no Ginásio Dom Aquino, no bairro de mesmo nome. O encontro marcou o encerramento das audiências realizadas no perímetro urbano da capital e reforçou a participação popular no processo de construção das novas diretrizes de desenvolvimento da cidade.

A primeira parte do evento foi conduzida pelo secretário municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, José Botura Portocarrero, responsável pela apresentação técnica do projeto do Plano Diretor. Durante a audiência, foram debatidos temas relacionados à mobilidade, expansão da cidade, infraestrutura, regularização fundiária, áreas de lazer e preservação ambiental. “Por muitos anos a cidade cresceu desordenadamente. É um grande desafio, mas agora é o momento de começarmos a cuidar da nossa casa”, ressaltou.

A proposta do Plano Diretor está disponível para consulta pública e envio de contribuições pelo link: https://cuiaba.mt.gov.br/storage/webdisco/2026/04/23/outros/2026-04-23-15-00-plano-diretor-2026-69ea6c6716c34.pdf

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, destacou a importância da participação popular ao longo de todo o ciclo de audiências públicas. Segundo ele, o envolvimento da sociedade é essencial para garantir que o Plano Diretor reflita as necessidades da população. “Acredito que é fundamental registrar a importância da participação da sociedade, que tem estado presente em cada uma das audiências públicas. Tivemos encontros mais conturbados e outros mais tranquilos, mas essa mobilização é essencial, pois estamos discutindo o futuro da cidade”.

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Abilio também reforçou que a população ainda pode participar das próximas etapas do processo, incluindo a audiência desta quarta-feira, no Distrito da Guia, e os debates posteriores na Câmara Municipal.

O secretário Portocarrero avaliou de forma positiva o resultado da audiência no Dom Aquino e ressaltou a presença de representantes das diferentes regiões da capital. “O balanço desta penúltima audiência pública é extremamente positivo, destacando-se a participação intensa de todas as comunidades das quatro regiões da cidade. Foram discussões muito interessantes, que fazem parte do processo democrático”, afirmou. Segundo ele, todas as contribuições apresentadas pela população poderão ser analisadas e incorporadas, parcial ou integralmente, à proposta final do Plano Diretor.

A presidente da Associação de Moradores do Bairro Dom Aquino, Marlene Guilhermina Rosa de Amorim, destacou a relevância da presença da comunidade nas discussões sobre o planejamento urbano da capital. Ela lembrou que o bairro possui cerca de 30 mil habitantes e apontou demandas relacionadas à manutenção, limpeza urbana e conservação de espaços públicos. “É fundamental que o prefeito ouça o povo e compreenda os desejos da população para o município. Esse envolvimento permite que o projeto da prefeitura esteja alinhado com o que as pessoas realmente precisam”, destacou.

“Considero excelente a iniciativa do prefeito de reunir vereadores, líderes comunitários e a população para discutir benefícios para a cidade e para os bairros”, disse o líder comunitário Maurício da Costa Vascaíno, que solicitou a implantação de uma área de lazer no bairro Cidade Alta. Segundo ele, o debate público fortalece o diálogo entre comunidade e poder público.

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O advogado Raul Costa Filho também ressaltou a importância da participação popular nas discussões do Plano Diretor e destacou o papel das audiências públicas no fortalecimento do sentimento de pertencimento da população em relação às políticas públicas. “É fundamental que o povo se sinta parte do processo, trazendo o sentimento de pertencimento às políticas públicas e aos governos Executivo e Legislativo”, observou.

A audiência no Dom Aquino deu continuidade ao ciclo de debates iniciado nos bairros Sucuri, Pedra 90 e CPA 1, onde moradores também apresentaram sugestões e reivindicações relacionadas ao crescimento urbano da capital. A descentralização das audiências públicas tem ampliado o acesso da população às discussões sobre o futuro da cidade e fortalecido o processo participativo da revisão do Plano Diretor.

Após a conclusão desta etapa, no Distrito da Guia, as contribuições apresentadas pela população serão sistematizadas pela equipe técnica da Prefeitura e encaminhadas para análise da Câmara Municipal.

Confira abaixo onde será o próximo encontro:

06 de maio | 19h
Distrito da Guia – Escola Municipal Benedita Xavier

Rua Luiz Firmino da Fonseca, 94
Distrito da Guia, Cuiabá – MT, CEP 78104-000

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Raízen reduz moagem de cana em quase 10% na safra 2025/26, mas amplia produção de açúcar e etanol de segunda geração

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A Raízen, uma das maiores produtoras de açúcar, etanol e bioenergia do mundo, encerrou a safra 2025/26 (abril de 2025 a março de 2026) com uma moagem de 70,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, volume 9,8% inferior ao registrado no ciclo anterior, quando foram processadas 78,2 milhões de toneladas.

Segundo a companhia, o desempenho foi impactado principalmente pelas condições climáticas adversas ao longo da safra, que reduziram a disponibilidade de matéria-prima e afetaram a produtividade agrícola dos canaviais. Além dos efeitos do clima, decisões estratégicas relacionadas à otimização dos ativos industriais também contribuíram para a retração do volume processado.

Clima reduziu oferta de cana

Em comunicado ao mercado, a Raízen informou que a principal razão para a queda da moagem foi o impacto das condições climáticas registradas durante o ano-safra.

A empresa estima que a menor produtividade agrícola provocou uma redução de aproximadamente 900 mil toneladas de cana disponível para processamento, refletindo os desafios enfrentados pelos canaviais em diferentes regiões produtoras.

A menor oferta de matéria-prima confirma os efeitos das adversidades climáticas sobre o setor sucroenergético brasileiro, que também atingiram outros produtores ao longo da temporada.

Estratégia operacional também reduziu o volume processado

Além do clima, a Raízen destacou que parte da redução da moagem decorreu de decisões estratégicas voltadas à otimização do portfólio de ativos.

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Entre as medidas adotadas estão:

  • venda de aproximadamente 2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar;
  • hibernação da usina MB, paralisada desde novembro de 2024 e sem operação durante a safra 2025/26;
  • hibernação da usina Santa Elisa, que interrompeu as atividades em julho de 2025.

De acordo com a companhia, desconsiderando esses efeitos extraordinários, a moagem teria alcançado 69,2 milhões de toneladas, o que representaria uma retração mais moderada, de 3,9% em relação à safra anterior.

Mix priorizou açúcar para aumentar rentabilidade

Mesmo diante da menor moagem, a Raízen manteve sua estratégia de direcionar uma parcela maior da cana para a fabricação de açúcar, aproveitando as condições mais favoráveis do mercado internacional.

Na safra 2025/26, o mix de produção ficou em:

  • 53% destinado ao açúcar
  • 47% destinado ao etanol

No ciclo anterior, a divisão havia sido equilibrada, com 50% para açúcar e 50% para etanol.

Segundo a companhia, a alteração do mix acompanhou sua estratégia de maximização de rentabilidade, sustentada pelos preços previamente fixados para o açúcar e pela qualidade da matéria-prima disponível durante a safra.

Produção de etanol de segunda geração avança

Outro destaque apresentado pela empresa foi a evolução da produção de etanol de segunda geração (E2G).

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A Raízen informou que os volumes produzidos cresceram na comparação anual, impulsionados pela estabilização operacional das unidades de:

  • Bonfim;
  • Univalem;
  • Barra.

O desempenho dessas plantas reforça a estratégia da companhia de ampliar a produção de biocombustíveis de maior valor agregado, utilizando resíduos da cana-de-açúcar como matéria-prima e contribuindo para a expansão da oferta de combustíveis renováveis de baixa emissão de carbono.

Perspectivas para o setor sucroenergético

O resultado da safra 2025/26 evidencia os desafios enfrentados pelo setor sucroenergético brasileiro diante das oscilações climáticas, que vêm afetando a produtividade dos canaviais em diversas regiões do país.

Ao mesmo tempo, a decisão da Raízen de ampliar a participação do açúcar no mix de produção demonstra a busca por maior rentabilidade em um cenário de preços internacionais mais atrativos, enquanto os investimentos em etanol de segunda geração reforçam a estratégia de diversificação e fortalecimento da matriz de biocombustíveis.

Mesmo com a redução na moagem, a companhia mantém o foco na eficiência operacional, na otimização de ativos industriais e na expansão de tecnologias voltadas à produção de energia renovável, consolidando sua posição entre as principais empresas do agronegócio e do setor sucroenergético brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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