AGRONEGÓCIO
FPA reage a veto presidencial e alerta para riscos ao agro com corte na proteção orçamentária de políticas essenciais
Publicado em
15 de janeiro de 2026por
Da Redação
Decisão do governo Lula de retirar salvaguardas do orçamento de 2026 preocupa o setor rural; Frente Parlamentar do Agro articula derrubada do veto para garantir previsibilidade em áreas estratégicas como Seguro Rural, Defesa Agropecuária e Embrapa.
Governo veta proteção orçamentária para políticas agropecuárias estratégicas
Em meio a um cenário de instabilidade no campo, marcado por eventos climáticos extremos, custos elevados e crédito rural mais caro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou integralmente a Seção III do Anexo III da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, que garantia proteção orçamentária a áreas essenciais como o Seguro Rural, a Defesa Agropecuária e a Embrapa.
A decisão, publicada na Lei nº 15.321, anula dispositivo aprovado pelo Congresso após intensa articulação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que buscava impedir o contingenciamento de recursos considerados fundamentais para a segurança e a competitividade do agronegócio brasileiro.
Segundo o governo, a manutenção das salvaguardas limitaria a flexibilidade da gestão fiscal, podendo comprometer o cumprimento das metas de resultado primário. Já o setor agropecuário avalia que o veto fragiliza políticas públicas essenciais e aumenta os riscos de produtores rurais diante da crescente imprevisibilidade climática.
FPA critica decisão e promete reação no Congresso
A Frente Parlamentar da Agropecuária reagiu de forma imediata à decisão presidencial. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), classificou o veto como “preocupante” e alertou para seus efeitos sobre o planejamento da próxima safra.
“O governo volta a vetar um ponto considerado essencial para a produção agropecuária brasileira. Isso abre margem para novos cortes em recursos do seguro agrícola”, afirmou Lupion.
O parlamentar destacou que, em 2025, o orçamento para o Seguro Rural já havia sido insuficiente, o que ampliou o risco financeiro dos produtores. O setor havia solicitado R$ 4 bilhões, mas apenas R$ 1,06 bilhão foi aprovado, reduzido para R$ 615 milhões após o contingenciamento — pouco mais da metade do necessário.
Seguro Rural perde espaço e expõe produtores ao risco climático
A preocupação com a queda na cobertura do Seguro Rural é um dos principais pontos levantados pela bancada. O vice-presidente da FPA, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), lembrou que apenas 8% da área plantada no país foi segurada em 2025, ante 17% em 2021.
“Nós já temos um seguro muito limitado no Brasil. Essa redução traz consequências graves ao setor. Vamos trabalhar pela derrubada do veto e pela criação de uma legislação mais ampla para o seguro rural”, afirmou.
A FPA argumenta que o enfraquecimento da política de subvenção ao prêmio do seguro agrava os impactos de perdas climáticas, afetando diretamente o crédito, a renda e a estabilidade do produtor rural.
Deputados afirmam que veto transfere ônus fiscal ao setor produtivo
Outros parlamentares da FPA também criticaram duramente a decisão. Para Tião Medeiros (PP-PR), o veto “fragiliza o setor produtivo e compromete políticas essenciais para o país”.
“É lamentável a falta de compromisso do governo federal com o agro, um setor que é referência mundial na produção de alimentos”, afirmou.
Já o deputado Sérgio Souza (MDB-PR) destacou que o veto transfere o ajuste fiscal diretamente para o campo:
“O agro não pode ser tratado como variável de ajuste. O governo retira a proteção de despesas essenciais para a segurança alimentar e a competitividade do Brasil. O ajuste fiscal é necessário, mas não pode ser feito às custas do produtor rural.”
Embrapa, Defesa Agropecuária e fiscalização também são afetadas
Além do Seguro Rural, o veto atinge ações da Embrapa, investimentos em pesquisa agropecuária e recursos para Defesa e Vigilância Sanitária Animal e Vegetal.
Essas áreas são consideradas estratégicas para manter o acesso do Brasil a mercados internacionais e preservar a imagem sanitária da produção nacional.
A FPA alerta que o contingenciamento desses programas pode comprometer o monitoramento de pragas e doenças, além de atrasar o desenvolvimento tecnológico no campo — pilares que sustentam a competitividade do agronegócio brasileiro.
Próximos passos: FPA prepara articulação pela derrubada do veto
Com a sanção da LDO e a publicação do veto presidencial, a decisão final sobre o orçamento do agro em 2026 dependerá agora do Congresso Nacional.
A Frente Parlamentar da Agropecuária já anunciou que irá se mobilizar para derrubar o veto assim que o Legislativo retomar os trabalhos em fevereiro, reforçando que a previsibilidade orçamentária é condição indispensável para a sustentabilidade e a segurança do campo.
“O agro é parte da solução para o equilíbrio fiscal e o crescimento do país — não o problema”, concluiu Sérgio Souza.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Empresas do agro têm até 31 de agosto para declarar “projetos do bem”
Published
12 horas agoon
19 de agosto de 2026By
Da Redação
Empresas do agronegócio que utilizaram incentivos fiscais da Lei do Bem em 2025 têm até 31 de agosto para enviar ao governo as informações sobre seus projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação. A prestação deve ser feita pelo Formulário de Pesquisa e Desenvolvimento, o FormP&D, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
O prazo não representa uma nova rodada de inscrições. Trata-se da obrigação de informar os investimentos e benefícios já utilizados no ano-base de 2025. A empresa deve apresentar os projetos desenvolvidos, as dificuldades tecnológicas enfrentadas, os resultados alcançados e os gastos vinculados a cada atividade.
Instituída pela Lei nº 11.196, de 2005, a Lei do Bem permite que empresas tributadas pelo Lucro Real reduzam as bases de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Para utilizar o incentivo, a companhia também precisa ter apurado lucro fiscal e manter regularidade tributária.
A exclusão adicional corresponde, em regra, a 60% dos gastos elegíveis com pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação. O percentual pode subir para 70% ou 80%, conforme o aumento do número de pesquisadores contratados. Há ainda uma exclusão adicional de até 20% para projetos que resultem em patente concedida ou cultivar registrado.
Isso não significa que 60% do imposto devido será abatido. Se uma empresa registrar R$ 1 milhão em despesas elegíveis, por exemplo, poderá excluir outros R$ 600 mil da base tributável. Considerando uma alíquota combinada de IRPJ e CSLL de 34%, a economia tributária nominal poderia chegar a aproximadamente R$ 204 mil, desde que exista lucro suficiente para aproveitar integralmente o benefício.
O agronegócio reúne atividades com potencial para enquadramento porque grande parte das tecnologias precisa passar por experimentação antes da adoção comercial. Projetos com fertilizantes, bioinsumos, genética vegetal e animal, máquinas, sensores, automação, inteligência artificial, agricultura de precisão, rastreabilidade e processamento de alimentos podem ser considerados.
Ensaios de laboratório, testes de campo, construção de protótipos, plantas-piloto e desenvolvimento de novas formulações também podem integrar um projeto. O elemento central, entretanto, é a existência de incerteza tecnológica. A empresa precisa demonstrar que buscou resolver um problema técnico cujo resultado não era conhecido no início do trabalho.
A simples compra de uma máquina moderna, a instalação de um programa disponível no mercado ou a atualização rotineira de um produto não caracteriza automaticamente pesquisa e desenvolvimento. Melhorias administrativas, mudanças estéticas e adaptações sem desafio tecnológico também não costumam ser aceitas.
No campo, a comprovação pode exigir atenção adicional. Um projeto pode envolver testes realizados em diferentes propriedades, safras, solos e condições climáticas. Por isso, a empresa deve manter relatórios técnicos, contratos, notas fiscais, registros de ensaios, horas dedicadas pelos pesquisadores e critérios usados para vincular cada despesa ao projeto.
A legislação exige controle analítico dos custos. Gastos com pessoal técnico, materiais utilizados nos experimentos, testes e determinados serviços contratados no Brasil podem ser considerados, desde que atendam às regras. Recursos públicos recebidos na forma não reembolsável não podem integrar a mesma base do incentivo.
O benefício é de utilização automática, sem aprovação prévia do MCTI. Isso não elimina a fiscalização posterior. O ministério analisa as informações técnicas, enquanto a Receita Federal pode verificar a apuração tributária e os documentos que sustentam os valores declarados.
Caso um projeto seja considerado uma melhoria comum, ou as despesas não estejam suficientemente comprovadas, a empresa poderá perder o incentivo e ser obrigada a recolher a diferença de impostos, acrescida de juros e penalidades.
A reforma tributária sobre o consumo não extingue a Lei do Bem. O novo sistema altera tributos incidentes sobre bens e serviços, enquanto o incentivo à inovação atua sobre IRPJ e CSLL. Para agroindústrias, fabricantes de máquinas, empresas de insumos, cooperativas e outras companhias do setor tributadas pelo Lucro Real, o mecanismo permanece como uma alternativa para reduzir o custo de projetos tecnológicos.
Em 2023, último resultado consolidado destacado pelo MCTI, 3.878 empresas utilizaram a Lei do Bem e declararam quase R$ 42 bilhões em investimentos. Para as companhias do agro que aproveitaram o incentivo em 2025, a prioridade agora é revisar os projetos e concluir o FormP&D até 31 de agosto.
SERVIÇO
Prazo: até 31 de agosto de 2026
Onde declarar: FormP&D do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
Como acessar: o primeiro acesso deve ser feito pelo representante legal da empresa, mediante identificação na plataforma Gov.br. Depois da validação cadastral, outros usuários podem ser autorizados a preencher o formulário.
Quem deve declarar: empresas que utilizaram os incentivos da Lei do Bem no ano-base de 2025.
Fonte: Pensar Agro
MPMT lamenta falecimento de promotora de Justiça do Amazonas
Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua: SUS realizou mais de 700 mil atendimentos
Prefeito formaliza crédito suplementar de R$ 35 milhões para serviços na Santa Casa
Prefeitura prorroga prazo para atualização cadastral dos contemplados
Ministro da Saúde participa de abertura da 5ª Edição do Fórum Saúde EMS Esfera
CUIABÁ
MATO GROSSO
MPMT lamenta falecimento de promotora de Justiça do Amazonas
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), por meio do procurador-geral de Justiça Rodrigo Fonseca Costa, manifesta profundo...
Gisela Cardoso confirma presença em roda de conversa da OAB-MT sobre violência contra a mulher e rede de apoio
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), por meio da Comissão da Mulher Advogada, realizará dia...
Réu é condenado por feminicídio tentado e estupro em Cuiabá
O réu Breno Júnior de Oliveira Castro foi condenado pelo Tribunal do Júri de Cuiabá, na terça-feira (18), pelos crimes...
POLÍCIA
FICCO/PB flagra esquema de combustíveis ligado a organização criminosa em Cabedelo/PB
João Pessoa/PB. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado na Paraíba (FICCO/PB), em ação conjunta com a Polícia Militar...
PF captura foragido condenado por tráfico de drogas em Macaé/RJ
Macaé/RJ. A Polícia Federal prendeu, nesta quarta-feira (19/8), um homem que estava foragido da Justiça. Ele fora condenado pelos crimes...
PF atua na prisão de quatro pessoas por tráfico de drogas no Paraná
Cascavel/PR. A Polícia Federal, em conjunto com o Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron), com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e...
FAMOSOS
Ana Hickmann e Edu Guedes entram em trend e revelam detalhes do casamento
Ana Hickmann e Edu Guedes entraram em uma trend emocionante e bem-humorada que tomou conta das redes sociais. A brincadeira...
Mocita Fagundes, nora de Glória Menezes lamenta morte da atriz. ‘Não consigo’
Mocita Fagundes, esposa de Tarcísio Filho, postou uma foto beijando a sogra Glória Menezes, que faleceu aos 91 anos nesta...
Luciano Camargo lamenta morte de Laura Cardoso após declarar admiração pela atriz
Luciano Camargo, de 53 anos, lamentou a morte de Laura Cardoso, que faleceu na noite de segunda-feira (17), aos 98...
ESPORTES
São Paulo vence Bolívar no MorumBIS e avança às quartas de final da Sul-Americana
O São Paulo derrotou o Bolívar por 3 a 1, na noite desta terça-feira (18), no MorumBIS, e garantiu uma...
Fluminense supera Independiente Rivadavia nos pênaltis e avança às quartas da Libertadores
O Fluminense está entre os oito melhores times da Copa Libertadores. A equipe carioca empatou por 1 a 1 com...
Internacional cede empate ao Remo no fim e chega a sete jogos sem vencer no Brasileirão
O Internacional ficou no empate em 1 a 1 com o Remo, na noite desta segunda-feira (17), no Estádio Beira-Rio,...
MAIS LIDAS DA SEMANA
-
Política MT6 dias agoALMT e TRE lançam campanha para combater desinformação nas eleições de 2026
-
Política MT5 dias agoProcessos sobre limites municipais iniciados na ALMT avançam para plebiscitos
-
Guarantã do Norte6 dias agoProjeto Nossa Energia
-
Esportes3 dias agoSantos goleia o Vasco, deixa o Z4 e conquista primeira vitória fora de casa



