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Condições climáticas atuam na oferta de frutas e hortaliças e influenciam preços

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As altas temperaturas registradas em importantes regiões produtoras de tomate, assim como as chuvas ocorridas em áreas de plantio de cebola influenciaram na oferta dos produtos nos principais mercados atacadistas, o que levou a um aumento nos preços de comercialização no último mês. É o que mostra o 3º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado nesta quarta-feira (20) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

No caso do tomate, o calor em janeiro acelerou a maturação do fruto, fazendo com que a oferta fosse aumentada no primeiro mês do ano. Por consequência, houve uma menor disponibilidade do produto em ponto de colheita em fevereiro, indicando um esgotamento da safra de verão, que costuma ser substituída pela safra de inverno somente em março/abril. Para a cebola, alta nos preços é esperada para o período, uma vez que o mercado é abastecido pela oferta no sul do país, notadamente em Santa Catarina, que é complementada pela cebola importada que influencia no aumento registrado.

O levantamento ainda mostra que a cenoura, em contrapartida, registrou queda nas cotações. O aumento na quantidade de raiz ofertada nas Centrais de Abastecimento (Ceasas) analisadas é um dos fatores que explicam a redução. Com a intensificação da colheita nos principais estados produtores, pode-se inferir que o deslocamento do produto foi menor, reduzindo custos.

Já no caso da batata, os preços se elevaram, mas em menor intensidade se comparado com janeiro deste ano e dezembro de 2023. Esse arrefecimento da alta é justificado pela maior oferta do tubérculo. Vale destacar que o clima atrasou o plantio do produto e com isso a entrada da safra das águas com maior intensidade tende a ocorrer de forma mais tardia. No início deste mês, os preços na maioria das Ceasas analisadas, apresenta comportamento descendente, um indício de que a safra das águas tem seu ritmo de colheita acelerado, aumentando a disponibilidade do tubérculo nos mercados.

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Frutas

Para as frutas analisadas pela Companhia, a maior alta ficou para a banana, com uma elevação na média ponderada de 20,41%. Ventanias e tempestades que prejudicaram os bananais da variedade nanica nas principais regiões produtoras, do norte catarinense ao Vale do Ribeira/SP reduzindo a oferta da fruta. Já a disponibilidade da prata é afetada pela entressafra pela qual passa a produção.

Para o mercado de laranja, fevereiro foi caracterizado pela elevação das cotações e oscilação da comercialização, em meio à continuidade da escassez da fruta nos pomares. Mesmo com a desaceleração dos pedidos da indústria, a colheita de laranja para o atacado e varejo continuou baixa, pressionando ainda mais as cotações – em meio à boa demanda em virtude do calor.

Cenário semelhante foi verificado para a maçã, com instabilidade nas vendas e alta nos preços. A colheita da variedade gala foi intensificada no mês, em meio a dificuldades, em alguns momentos, com chuvas nas regiões dos pomares, o que atrasou as atividades. Já para a variedade fuji a colheita deve ser iniciada na segunda quinzena de março. Em março e abril espera-se que aumente a disponibilidade de frutas já classificadas e, tanto da variedade fuji quanto gala e, assim, ocorra suave queda de preços em algumas centrais de abastecimento.

Por outro lado, mamão e melancia tiveram movimento de queda nos preços. Para o mamão, a demanda esteve fraca e a oferta aumentou bastante na primeira quinzena de fevereiro. Essa maior disponibilidade pode ser explicada pelas as chuvas no sul baiano e norte capixaba, aliado ao calor na região, o que pode ter acelerado o amadurecimento da fruta. Já no pós-carnaval, a oferta diminuiu gradualmente, assim como a demanda melhorou levemente.

A melancia também registrou movimentos diferentes ao longo do mês passado. Na primeira parte de fevereiro, a colheita foi mais contida nas praças gaúchas, pois o calor causou perda de qualidade e queimadura nas cascas, aumentando a necessidade de irrigação e, assim, implicando elevação dos custos de produção. Já na segunda parte do mês as chuvas voltaram, auxiliando no desenvolvimento das frutas e aumentando a oferta.

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Exportações – No acumulado do de janeiro e fevereiro de 2024, foram enviadas ao exterior 156,3 mil toneladas de frutas, volume estável em relação ao registrado nos dois primeiros meses de 2023, e o faturamento foi de U$S 176,9 milhões, superior 13,7% em relação ao primeiro bimestre de 2023 e de 20% em relação ao mesmo período de 2022.

Destaque

Nesta edição, o destaque do Boletim traz informações sobre o Encontro Nacional da Associação Brasileira das Centrais de Abastecimento (Abracen) e da Confederação Brasileira de Associações, Sindicatos, Lojistas de Ceasa e Afins (BR-Brastece), realizada no início de março no Rio Grande do Sul.

Durante o evento, o Ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, e o Secretário de Abastecimento, Cooperativismo e Soberania Alimentar do MDA, Milton José Fornazieri, reconheceram a importância das Ceasas no combate à fome, sendo uma ferramenta estratégica para concentrar o abastecimento em um só local, facilitando o escoamento da produção e o consumo de alimentos a preços justos, além de ser um ambiente de acesso a alimento de qualidade para aqueles que se encontram em situação de insegurança alimentar e nutricional. Neste sentido, o ministro anunciou a disponibilização de 4 milhões de reais para implantação de novos bancos de alimentos nas Ceasas que não possuem tais equipamentos e outros 4 milhões para equipar e renovar os bancos já existentes.

Os dados estatísticos da Conab são levantados em dez Centrais de Abastecimento do país. Outras informações sobre os preços das principais frutas e hortaliças comercializadas no setor atacadista podem ser encontradas no boletim publicado na página da Companhia.

Fonte: Conab

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

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Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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