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Negócios travados no Brasil limitam grandes mudanças nos preços do milho

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Segundo a Safras Consultoria, a postura dos consumidores foi retraída nas negociações, apostando em preços mais fracos no curto prazo, sinalizando pouca preocupação em relação a níveis em estoques.

Os produtores, por outro lado, avançaram na fixação de oferta em várias praças do país, mas com cautela no nível de preços. Em várias localidades houve uma grande disparidade entre ideias de preços de compra e de venda.

No cenário internacional, a Bolsa de Chicago sinalizou uma semana mais positiva no que tange aos preços, com o foco de atenção para o relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos para o mês de março, que será divulgado na tarde de hoje. A expectativa é de que haja ajustes para baixo nos estoques finais de passagem da safra norte-americana e mundial na temporada 2023/24.

Preços internos

O valor médio da saca de milho no Brasil foi cotado a R$ 57,79 no dia 7 de março, alta de 0,01% frente aos R$ 57,78 registrados na semana passada. No mercado disponível ao produtor, o preço do milho em Cascavel, Paraná, caiu 1,72%, passando de R$ 58,00 para R$ 57,00. Em Campinas/CIF, a cotação subiu 1,56%, de R$ 64,00 para R$ 65,00. Na região da Mogiana paulista, o cereal foi cotado a R$ 60,00, alta de 1,59% frente aos R$ 59,00 registrados na última semana.

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Em Rondonópolis, Mato Grosso, a cotação da saca seguiu em R$ 43,00. Em Erechim, Rio Grande do Sul, o preço se manteve em R$ 57,00 na venda. Em Uberlândia, Minas Gerais, o preço na venda continuou em R$ 59,00 a saca. E em Rio Verde, Goiás, o preço caiu 1,75%, de R$ 57,00 para R$ 56,00 na venda.

Exportações

As exportações de milho do Brasil apresentaram receita de US$ 413,113 milhões em fevereiro (19 dias úteis), com média diária de US$ 21,742 milhões. A quantidade total de milho exportada pelo país ficou em 1,713 milhão de toneladas, com média de 90,162 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 241,20.

Em relação a fevereiro de 2023, houve baixa de 39,1% no valor médio diário da exportação, queda de 24,7% na quantidade média diária exportada e desvalorização de 19,1% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Fonte: Agência SAFRAS

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

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A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

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A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

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Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

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