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Mutirão eleitoral atende 67 pessoas do distrito Terra Roxa, em Juína

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Serviços de alistamento (1º título), transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados, cadastro da biometria, regularização de título cancelado, entre outros, foram oferecidos durante o mutirão realizado pela 35ª Zona Eleitoral no distrito de Terra Roxa, em Juína. A iniciativa ocorreu nesta quinta-feira (29.02), na Escola Rural Municipal Alvarez de Azevedo.

Na ocasião, foram atendidos 67 eleitores e eleitoras que residem no distrito, localizado a 70km da cidade de Juína. O mutirão foi realizado em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social, com o objetivo de facilitar o acesso da população aos serviços eleitorais e incentivar a regularização da situação eleitoral antes do fechamento do cadastro, que ocorrerá após 08 de maio de 2024.

A iniciativa também visou ampliar o percentual do cadastramento biométrico do eleitorado no município. Em Mato Grosso, a coleta biométrica já é realidade nos 141 municípios. Atualmente, cerca de dois milhões de pessoas estão biometricamente cadastradas, representando 82,37% do total. No entanto, ainda há 439.746 mil eleitores/eleitoras que não realizaram a coleta biométrica.

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No caso do município de Juína, do total de 33.974 eleitores e eleitoras, 60,31% (ou 20.490) já cadastraram a biometria. Ou seja, ainda faltam 13.484 pessoas para coletarem a digital.

Para alcançar a meta de 100% de biometria, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) intensificou esforços, nos últimos meses, para divulgar a importância da biometria à sociedade. Seguindo à orientação da Corregedoria Regional Eleitoral (CRE), foram feitas publicações no site do TRE-MT, redes sociais oficiais e parcerias com sites e emissoras de rádio e televisão. “Mesmo assim, este tem sido um desafio significativo e a realização de mutirões é uma forma de ampliar o alcance e facilitar o acesso da população, principalmente para aqueles que moram longe dos postos de atendimento disponíveis no estado”, ressaltou o chefe de cartório da 35ª Zona Eleitoral, Waldomiro Júnior Ormond dos Santos.

Jornalista: Nara Assis

#PraTodosVerem: Foto que mostra uma atendente da Justiça Eleitoral, dentro da sala de aula de uma escola, sentada em uma cadeira e de frente para uma mesa com computador e câmera fotográfica. Atrás dela, tem uma janela com cortinas azuis. À frente dela, está uma eleitora, sentada, no momento da captura da imagem para atualização no cadastro eleitoral. No canto esquerdo, está um homem sentado, com boné, que estende as mãos para uma criança indo em sua direção.

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Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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