AGRONEGÓCIO

Do uso da terra ao mercado: como as visitas às fazendas impactam nas negociações no agronegócio

Publicado em

No mundo do agronegócio, pode-se dizer que existem diversas estratégias voltadas à consolidação da venda dos produtos oriundos desse setor. Em razão disso, as visitas às fazendas mostram-se elementares no que diz respeito ao processo de negociação entre fornecedores, consultores, produtores rurais e agrônomos.

De fato, as visitas são mais do que uma simples formalidade, uma vez que possibilitam construir conhecimento mais profundo acerca das condições de produção, de qualidade dos produtos, bem como as práticas de manejo adotadas na fazenda.

Quando os compradores visitam as fazendas, eles têm a oportunidade de verificar, em primeira mão, a realidade do campo. Isso inclui a avaliação das práticas agrícolas, a qualidade do solo, o manejo dos recursos hídricos e o modo como os animais são tratados. Tais observações asseguram que os produtos estejam atendendo aos padrões exigidos pelo comprador.

Por conseguinte, além desses aspectos técnicos, as visitas também permitem construir um relacionamento pautado na confiança entre os produtos e os compradores. O contato presencial nas propriedades viabiliza que ambos os lados discutam detalhadamente todas as especificidades em questão, movimento que, a longo prazo, fortalece significativamente os laços e, por consequência, os negócios.

Leia Também:  Negociações para votação do PL das Fake News ainda estão em curso

Em síntese, é possível afirmar que a prática de levar compradores para conhecerem as fazendas pode ser uma estratégia de vendas extremamente eficaz. No entanto, para que as visitas sejam bem-sucedidas, é necessário um planejamento logístico adequado, uma vez que muitas propriedades rurais encontram-se localizadas em regiões de difícil acesso.

Desse modo, a escolha do veículo correto é fundamental. Considerar carros que adaptem-se ao tipo de solo do lugar, como uma Hilux ou um Jeep usado, pode ser uma solução prática e econômica para ter sempre à disposição o transporte adequado para cada visita.

Todavia, embora as visitas sejam extremamente importantes, existem outras estratégias que também desempenham um papel relevante no agronegócio. Feiras e exposições agrícolas, por exemplo, são excelentes oportunidades para mostrar produtos a um grande número de potenciais compradores de uma só vez.

Além disso, o marketing digital tem ganhado espaço, permitindo que produtores alcancem mercados distantes com maior facilidade. Websites bem estruturados, presença ativa nas redes sociais e catálogos virtuais são outras estratégias que também possuem certa eficácia nas vendas.

Leia Também:  Inverno Desperta Atenção nos Setores de Energia e Agronegócio diante de Picos de Frio e Seca Prolongada

Fonte: Conversion + Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Exportação recorde não impede queda do frango vivo no mercado interno

Published

on

O Brasil caminha para estabelecer um novo recorde nas exportações de carne de frango em 2026, mas o avanço das vendas externas ainda não foi suficiente para absorver o aumento da oferta. Com mais animais prontos para o abate, os preços do frango vivo recuaram em algumas das principais regiões produtoras, enquanto as cotações dos cortes permaneceram praticamente estáveis no atacado.

A pressão ocorre em uma cadeia que produziu 15,3 milhões de toneladas de carne de frango em 2025 e faturou cerca de R$ 50 bilhões somente com exportações, considerando a receita de R$ 9,8 bilhões convertida pelo câmbio de R$ 5,10. O Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores mundiais e lidera o comércio internacional da proteína.

No ano passado, o país exportou o volume recorde de 5,324 milhões de toneladas. Para 2026, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta embarques de até 5,5 milhões de toneladas, além de uma produção próxima de 15,6 milhões de toneladas. A disponibilidade no mercado interno pode alcançar 10,1 milhões de toneladas.

O avanço da oferta já aparece nos abates. No primeiro trimestre deste ano, o peso das carcaças chegou a 3,73 milhões de toneladas, crescimento de 6,9% em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Paraná respondeu por 35% da produção, seguido por Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo.

A ampliação dos abates ajuda a explicar por que os preços não acompanham o desempenho das exportações. A demanda internacional segue aquecida, mas o mercado doméstico precisa absorver cerca de dois terços de toda a carne produzida no país. O consumo estimado para 2026 é de 47,3 quilos por habitante, um dos maiores do mundo, mas ainda insuficiente para provocar uma reação mais forte diante da oferta atual.

Leia Também:  Perdas podem reduzir receita do agronegócio em Mato Grosso em mais de 16%

Levantamento mostra que o frango vivo foi negociado a R$ 5,20 por quilo em São Paulo. No oeste do Paraná, a referência ficou em R$ 4,60. Goiás e Mato Grosso do Sul registraram queda de R$ 4,65 para R$ 4,55, enquanto Minas Gerais e Distrito Federal passaram de R$ 4,70 para R$ 4,60 por quilo.

No Sul, as referências ficaram em R$ 4,75 no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Os preços mais elevados continuam concentrados no Nordeste e no Norte, variando de R$ 6,80 no Ceará a R$ 7,20 no Pará. As diferenças refletem custos logísticos, disponibilidade regional de aves e características próprias de cada mercado.

No atacado paulista, o peito congelado permaneceu em R$ 8,50 por quilo, a coxa em R$ 6,90 e a asa em R$ 11. Os cortes resfriados foram negociados por R$ 8,60, R$ 7 e R$ 11,10, respectivamente. A estabilidade, porém, não representa recuperação, porque as indústrias encontram dificuldade para elevar os preços diante da quantidade de carne disponível.

O principal instrumento para ajustar o mercado é o controle dos alojamentos. O termo corresponde ao número de pintinhos de um dia colocados nas granjas para engorda. Como as aves chegam ao peso de abate em aproximadamente 40 a 45 dias, um alojamento elevado hoje se transforma em maior oferta de carne poucas semanas depois.

A redução dos lotes permite diminuir gradualmente a quantidade de animais disponíveis e recuperar o equilíbrio entre produção, consumo e exportações. O ajuste precisa ser planejado porque uma redução excessiva também pode provocar falta de produto e aumento repentino dos preços no futuro.

A pressão não alcança todos os avicultores da mesma maneira. No sistema de integração, predominante nas principais regiões produtoras, a indústria normalmente fornece pintinhos, ração, medicamentos e assistência técnica. O produtor entra com as instalações, mão de obra, energia e manejo, recebendo conforme o desempenho do lote e as condições estabelecidas em contrato.

Leia Também:  Louis Dreyfus Company Investe em Planta de Biogás a Partir de Efluentes Cítricos

Por isso, a cotação do frango vivo não corresponde diretamente ao valor recebido por todos os integrados. Ainda assim, o excesso de oferta reduz a rentabilidade geral da cadeia e pode afetar o ritmo dos alojamentos, a remuneração dos contratos e a capacidade das empresas de repassar custos. O impacto é mais direto sobre produtores independentes, que compram os insumos e comercializam os animais por conta própria.

A disponibilidade de milho e farelo de soja ajuda a conter parte da pressão. Os dois produtos formam a base da ração e representam a maior parcela do custo de produção. Com oferta elevada de grãos, a alimentação das aves está menos onerosa do que em períodos de escassez, evitando uma deterioração maior das margens.

No comércio exterior, os embarques continuam funcionando como principal sustentação do setor. Nos primeiros 13 dias úteis de julho, o Brasil exportou 299,2 mil toneladas de carne de aves e miudezas, com receita equivalente a R$ 2,73 bilhões. A média diária cresceu 41% em relação a julho de 2025, embora o preço médio tenha recuado 1,3%.

O cenário indica que a avicultura brasileira permanece competitiva e deve ampliar sua presença internacional. No curto prazo, porém, o recorde das exportações terá de ser acompanhado por um controle mais preciso dos alojamentos. Sem esse ajuste, a expansão da produção continuará chegando ao mercado antes que a demanda consiga absorvê-la, mantendo os preços do frango vivo sob pressão.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA