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VBP das lavouras de Minas Gerais pode chegar a R$ 88 bilhões

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Conforme os dados da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o faturamento bruto das lavouras e da pecuária deve atingir R$ 129,6 bilhões no ano. Entre os produtos, um dos destaques é o café, cujo VBP tende a subir 5,2%.

A produção agrícola será responsável pela maior parte do faturamento. A estimativa é que o VBP chegue a R$ 88 bilhões, superando, então, em 5,4% o registrado em 2023. No ano passado, o VBP das lavouras de Minas Gerais ficou em R$ 83,5 bilhões.

A pecuária também tende a registrar resultados positivos em 2024. A estimativa é de um VBP 2,3% maior, chegando, assim, a R$ 41,5 bilhões. Em nível nacional, a expectativa é alcançar um faturamento de R$ 1,17 trilhão, resultando, então, em uma alta de 0,6%. Minas Gerais representa 11,06% do VBP da produção agropecuária do Brasil.

Conforme os dados da Seapa, o aumento de 5,4% no VBP das lavouras de Minas Gerais, é resultado do bom desempenho de importantes produtos como o café, a cana-de-açúcar, o milho, a batata e a banana.

Com base nos dados de janeiro, a previsão é de VBP de R$ 28,8 bilhões para o café total, representando uma alta de 5,2% sobre 2023. O VBP do café é o maior do Estado e responde por 32,7% do valor das lavouras.

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O faturamento do café arábica, principal espécie cultivada em Minas Gerais, tende a crescer 5,1%, chegando, então, a R$ 28,5 bilhões. Para o café conilon a perspectiva é de um faturamento de R$ 277 milhões, 16,2% superior.

Para a cana-de-açúcar, a previsão é de alta de 1,1%, com faturamento de R$ 13,9 bilhões. O produto é o terceiro com maior faturamento, atrás somente do café e da soja, e responde por 15,8% do valor bruto das lavouras.

De acordo com a Seapa, o milho apresentou aumento de 2,4%, para R$ 8,2 bilhões. A alta no VBP das lavouras de Minas Gerais também é impulsionada pela estimativa produtiva no faturamento da batata-inglesa (57,3%) e da banana (48,6%).

Queda na soja

Ao contrário dos produtos citados, a tendência é de recuo no VBP da soja. Os dados apontam para uma provável queda de 5,7% no faturamento, com o valor caindo para R$ 17,7 bilhões.

A redução é resultado da tendência de uma produção de soja menor em Minas Gerais. Conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a retração esperada na safra 2023/24 é de 8,9%, gerando, assim, uma colheita de 7,6 milhões de toneladas, ante às 8,34 milhões de toneladas registradas na safra passada.

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Pecuária

Assim como a agricultura, o VBP da pecuária de Minas Gerais deve crescer em 2024. O faturamento estimado, com base nos dados de janeiro, prevê um avanço de 2,3%, alcançando, assim, R$ 41,5 bilhões.

O resultado será puxado pelo desempenho favorável dos bovinos. É esperado incremento de 2,7%, chegando a R$ 12,2 bilhões. Alta também para o VBP da produção de frangos, 8,4%, e um valor de R$ 7,4 bilhões. O valor bruto da produção de ovos, R$ 1,7 bilhão, recuou 17,9%. O VBP dos suínos tende a ter o maior crescimento do setor, 84,1%, com faturamento bruto saindo de R$ 3,87 bilhões para atuais R$ 7,1 bilhões.

Já para o leite, produto que detém o maior VBP do setor pecuário, a previsão é de resultado negativo. A estimativa é faturar R$ 13 bilhões com a atividade, resultando, assim, em uma queda de 17,9%.

Fonte: Diário do Comércio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

ExpoBrangus movimenta R$ 12,58 milhões em negócios e reforça força comercial da raça no Brasil

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A ExpoBrangus 2026 encerrou sua programação com resultados históricos e reforçou o protagonismo da raça Brangus no mercado pecuário brasileiro. Considerada a principal exposição da raça no país, a mostra movimentou R$ 12,58 milhões em negócios ao longo do mês de maio, consolidando-se não apenas como vitrine genética, mas também como uma importante plataforma comercial para criadores e investidores.

Ao todo, os 11 leilões realizados durante a programação comercializaram 793 animais, gerando um faturamento de R$ 12.581.191,00 e média geral de R$ 10.748,41 por cabeça.

O desempenho confirma o crescimento da raça e a valorização da genética Brangus no mercado nacional.

ExpoBrangus amplia alcance e fortalece negócios da pecuária

Para o presidente do Núcleo Brangus Sul, Gabriel Barros, os números alcançados representam um marco na trajetória da exposição.

Segundo ele, a edição de 2026 evidenciou o potencial comercial do evento, ampliando sua relevância para além dos julgamentos e das avaliações técnicas.

“A ExpoBrangus passou a demonstrar de forma concreta a força comercial da raça, tornando-se uma parceira estratégica dos criatórios na promoção de seus leilões e na valorização da genética”, destacou.

Além das atividades realizadas no Parque de Exposições do Sindicato Rural de Uruguaiana (RS), a programação também contou com eventos em outros municípios gaúchos, ampliando o alcance da mostra e fortalecendo a integração da cadeia produtiva.

Recorde de animais inscritos reforça crescimento da raça

A edição deste ano também entrou para a história pelo número de exemplares participantes.

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Foram 474 animais inscritos para os julgamentos realizados entre os dias 17 e 21 de maio, estabelecendo um novo recorde de participação na ExpoBrangus.

O resultado demonstra o avanço dos programas de melhoramento genético e o crescente interesse dos pecuaristas pela raça, reconhecida por características como produtividade, adaptação climática, fertilidade e qualidade de carne.

Leilões de genética impulsionam faturamento

O desempenho financeiro da exposição foi impulsionado por uma ampla oferta de animais de alto valor genético, especialmente fêmeas selecionadas e lotes especiais.

Entre os destaques esteve o remate comemorativo dos 100 anos da Cabanha São Bibiano, de Uruguaiana, que registrou a venda de uma matriz por R$ 153 mil para um comprador de Portugal, evidenciando o interesse internacional pela genética Brangus produzida no Brasil.

Outro destaque foi a Liquidação Rincon del Sarandy, que também integrou a programação comercial da exposição.

Além dos animais, os leilões registraram forte movimentação na comercialização de embriões e material genético.

O remate Sigma/La Sultana apresentou expressiva demanda por embriões, enquanto a tradicional negociação de sêmen promovida pela Renascer, durante a Expoutono, reforçou o interesse do mercado por tecnologias voltadas ao melhoramento genético dos rebanhos.

Mercado sinaliza cenário favorável para a genética bovina

De acordo com o presidente do Sindicato dos Leiloeiros Rurais e Empresas de Leilão Rural do Rio Grande do Sul (Sindiler), Fábio Crespo, os resultados observados durante a ExpoBrangus servem como importante indicador para a próxima temporada de comercialização de genética.

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Segundo ele, tanto a ExpoBrangus quanto a Exposição de Uruguaiana tradicionalmente funcionam como referência para o mercado pecuário nacional, antecipando tendências e oportunidades para os remates da primavera.

O dirigente destaca que o ambiente de negócios registrado neste outono foi especialmente positivo para o segmento de genética bovina.

Brangus ganha espaço e atrai interesse crescente dos pecuaristas

Além dos resultados econômicos, Gabriel Barros ressalta que a exposição reflete o fortalecimento contínuo da raça Brangus no Brasil.

Segundo ele, a crescente presença de criadores, técnicos e investidores nas atividades da mostra demonstra a confiança do setor no potencial produtivo da raça.

“A força do Brangus pode ser percebida não apenas na qualidade dos animais apresentados, mas também no grande público que acompanha os julgamentos e as atividades da exposição”, afirmou.

Com recorde de participação, faturamento expressivo e forte valorização genética, a ExpoBrangus 2026 reafirma sua posição como uma das mais importantes vitrines da pecuária de corte brasileira e um dos principais eventos de negócios da genética bovina no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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