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Senado avança com Marco Legal do Hidrogênio Verde: Brasil prepara-se para a era dos combustíveis limpos

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O Senado Federal aprovou o texto base de um projeto crucial para a regulamentação do mercado de hidrogênio verde, considerado um dos principais combustíveis do futuro. A iniciativa visa introduzir de forma competitiva o hidrogênio de baixa emissão de carbono na matriz energética brasileira, marcando um avanço significativo na política nacional de energia limpa. A votação ainda está em curso, com o plenário do Senado avaliando sugestões de alteração ao projeto.

Potencial Transformador do Hidrogênio Verde

O hidrogênio verde emerge como uma alternativa promissora na busca por uma economia global de baixo carbono. Projeções indicam que a demanda por este combustível poderá alcançar 680 milhões de toneladas métricas até 2050, um aumento substancial em relação aos 87 milhões de toneladas métricas registradas em 2020. Este cenário ressalta a importância da regulamentação clara e robusta para atrair investimentos necessários à transição energética.

Marco Legal e Suas Implicações

O projeto estabelece a Política Nacional do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono, que regulará o mercado nacional. Sob a responsabilidade da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a governança do setor promoverá o uso sustentável do hidrogênio através do Sistema Brasileiro de Certificação do Hidrogênio e do Rehidro, um regime especial de incentivos para a produção, que visa fomentar o desenvolvimento tecnológico e industrial, além de aumentar a competitividade das cadeias produtivas.

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Visão Global e Parcerias Estratégicas

Nathalia Lima Barreto, especialista em direito ambiental, destaca a relevância de parcerias internacionais para fortalecer a cadeia produtiva do hidrogênio verde no Brasil, alinhando-se aos objetivos de sustentabilidade global. Em um contexto onde países como a União Europeia buscam atingir a neutralidade climática até 2050, iniciativas como o Marco Legal do Hidrogênio Verde posicionam o Brasil de maneira estratégica no cenário internacional.

Aplicações Versáteis do Hidrogênio Verde

Embora ainda pouco conhecido, o hidrogênio verde mostra-se vital para diversas aplicações:

  • Transporte: Pode ser utilizado em carros, navios e aviação, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis.
  • Aquecimento: Alternativa segura para substituir o gás natural em sistemas de aquecimento.
  • Indústria: Matéria-prima essencial em setores como a produção de aço, cimento, papel, alumínio, entre outros.

O avanço do Marco Legal do Hidrogênio Verde representa um marco significativo na trajetória do Brasil rumo à sustentabilidade energética, promovendo inovação e redução de emissões no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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