AGRONEGÓCIO

Tecnoshow COMIGO movimenta R$ 9.340 bilhões em 2024

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Após cinco dias de evento e uma movimentação de R$ 9.340 bilhões em negócios, chega ao fim a 21ª edição da Tecnoshow COMIGO, que reuniu cerca de 135 mil visitantes e 690 expositores.

Em cerimônia de fechamento, realizada às 16h desta sexta-feira, 12/04, em Rio Verde (GO), o presidente do Conselho de Administração da Cooperativa COMIGO, Antonio Chavaglia, destacou que o encontro, mesmo após enfrentar fortes chuvas – o que não acontecia há cinco anos – resultou em mais um case de sucesso.

“Foram cinco dias bem trabalhados e com números positivos para o cenário que enfrentamos atualmente. Além disso, muitos dos negócios que começam aqui, terminam após a feira”, frisou, ao destacar a participação de 55 novas empresas e a presença de tomadores de decisão de diferentes partes do Brasil e do mundo.

Para atender aos visitantes e suprir as demandas internas da feira, 320 colaboradores da COMIGO participaram diariamente do evento.

Em prol do meio ambiente, a Tecnoshow COMIGO, além de reforçar o projeto de reciclagem de materiais descartados por visitantes, com 115 mil toneladas de lixo, também distribuiu 21 mil mudas nativas.

Uma feira que movimenta a economia local

Para além dos espaços da feira, como frisou o prefeito de Rio Verde, Paulo do Vale, a edição de 2024 resultou em um incremento de 80 milhões de reais ao comércio da cidade, alta de 8,5% quando comparada com a edição anterior e mais de 14 mil empregos diretos e indiretos.

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A rede hoteleira, durante os cinco dias de encontro, também foi 100% ocupada e o aeroporto da cidade contabilizou, no mesmo período, 280 pousos e decolagens.

“Há muito orgulho em se estar em um ambiente tão pujante. É esse agro que queremos e precisamos”, afirmou o prefeito.

Mais de 100 horas de conteúdo ao produtor

Ao contar com o suporte de três auditórios dedicados a conteúdo, foram contabilizadas mais de 100 horas destinadas ao conhecimento por meio de palestras e dinâmicas, que abordaram os mais diversos temas, como nutrição, mercado de grãos, pecuária, sucessão, tecnologia e inovação e cooperativismo. Ao todo, 6800 pessoas passaram por esses espaços.

No último dia do evento, a programação seguiu com destaque para o papel da mulher no agro. Pela manhã, Ana Amélia Paulino, Consolata Piastrella e Luciane Giacon debateram sobre o tema “A pecuária me fez empreender”, com mediação da jornalista e apresentadora do programacast Campo e Batom, Alessandra Bergmann.

O painel evidenciou que a força feminina dentro do agronegócio brasileiro é exemplo de eficiência e comprometimento com bons resultados. O encontro, ainda segundo a profissional, possibilitou que os participantes do evento tivessem acesso a grandes cases de sucesso, com conhecimento de dentro da porteira.

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Na linha de frente da comunicação entre o agronegócio e o público das redes sociais, a Relações Públicas e defensora do agronegócio, Camila Telles encerrou a programação de palestras do auditório 1 ao falar sobre o tema “Agro: o que muitos vivem e poucos conhecem”.

Segundo a influenciadora, é imprescindível que os profissionais de dentro da porteira se questionem continuamente sobre o que podem fazer, com o que há disponível, para melhorar a imagem do setor frente à sociedade como um todo.

“Pregar para convertido é fácil. Temos que frisar que todo mundo se alimenta, ou seja, consome o agronegócio. Por isso, precisamos repensar alguns posicionamentos, talvez algo mais sutil e amigável”, indicou.

Save the date

A 22ª edição da Tecnoshow COMIGO já tem data definida. A feira será realizada entre os dias 07 e 11 de abril de 2025, em Rio Verde (GO). “Já estamos nos preparando para voltar ainda mais fortes daqui um ano, com um evento que mobiliza o agronegócio como um todo, de dentro para fora”, comemora o presidente da Tecnoshow COMIGO, Antonio Chavaglia.

Fonte: Tecnoshow Comigo

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Café brasileiro terá que comprovar origem e rastreabilidade para manter espaço no mercado europeu

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O avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia pode ampliar oportunidades comerciais para o café brasileiro, mas também inaugura uma nova etapa de exigências para exportadores e produtores nacionais.

Mais do que qualidade, produtividade e competitividade, o mercado europeu deve passar a exigir comprovação detalhada da origem do café, rastreabilidade completa da cadeia produtiva e evidências concretas de conformidade socioambiental.

O alerta é da especialista em ESG e vice-presidente da Sustentalli, Eliana Camejo, que aponta uma mudança estrutural na forma como compradores europeus irão avaliar fornecedores brasileiros.

ESG deixa de ser diferencial e passa a ser requisito comercial

Segundo Eliana Camejo, parte da cadeia cafeeira ainda pode estar subestimando o impacto das novas regras europeias sobre exportações agrícolas.

Na avaliação da especialista, ESG não deve mais ser tratado apenas como pauta reputacional ou ferramenta institucional. Para o setor cafeeiro, a agenda passa a representar condição estratégica para manutenção de mercados, mitigação de riscos comerciais e agregação de valor ao produto.

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A tendência é que compradores europeus exijam informações cada vez mais detalhadas sobre a produção, incluindo localização da área produtiva, regularidade ambiental, histórico de desmatamento, segregação de lotes, documentação comprobatória e governança dos dados.

Mesmo empresas já consolidadas no comércio internacional podem precisar ampliar seus sistemas de controle e monitoramento para atender ao novo padrão regulatório europeu.

EUDR aumenta exigências para café exportado à Europa

A pressão sobre a cadeia produtiva tem como base o Comissão Europeia Regulamento Europeu Antidesmatamento, conhecido como EUDR.

A legislação inclui o café entre os produtos sujeitos às novas exigências de rastreabilidade e comprovação de que não possuem relação com áreas desmatadas após o marco regulatório estabelecido pela União Europeia.

Pelas regras divulgadas pela Comissão Europeia, a aplicação ocorrerá em duas etapas:

  • 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios operadores;
  • 30 de junho de 2027 para micro e pequenos operadores.

Na prática, importadores europeus passarão a responder legalmente pela chamada diligência devida, exigindo de fornecedores brasileiros informações robustas sobre toda a cadeia produtiva.

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Isso deve impactar diretamente produtores rurais, cooperativas, armazéns, exportadores, transportadoras, beneficiadores e indústrias ligadas ao café.

Cadeia cafeeira precisará investir em governança e rastreabilidade

De acordo com Eliana Camejo, o diferencial competitivo do café brasileiro tende a migrar da qualidade isolada do produto para a capacidade de comprovação das práticas adotadas ao longo da cadeia.

Segundo ela, empresas que conseguirem demonstrar origem, rastreabilidade, regularidade ambiental e governança terão vantagem na manutenção de contratos e no fortalecimento da confiança junto ao mercado europeu.

Por outro lado, agentes que mantiverem estruturas frágeis de controle documental e gestão socioambiental podem enfrentar perda de valor comercial justamente em um momento de maior abertura internacional.

O cenário reforça a necessidade de modernização da cadeia cafeeira brasileira, especialmente em sistemas de monitoramento, integração de dados, compliance ambiental e transparência das operações voltadas à exportação.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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