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Cervejarias se unem e lançam Central de Negócios em Juiz de Fora

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Onze cervejarias artesanais de Juiz de Fora lançam no dia 4 de março, segunda-feira, a Central de Negócios Cerva Gerais. Apoiada pelo Sebrae Minas, a iniciativa tem o objetivo de ampliar o acesso a mercados, as vendas, a lucratividade e a eficiência produtiva de pequenos negócios do setor cervejeiro da cidade.

A Cerva Gerais é fruto do trabalho desenvolvido há 10 anos pelas empresas do setor com o suporte do Sebrae Minas para promover e valorizar a cerveja artesanal local. O primeiro passo foi estimular a cooperação e a mudança de mentalidade dos participantes para a formação do grupo. Em vez de concorrentes, os empresários passam a se ver como aliados.

“Embora o mercado seja promissor, garantir espaço ainda é um desafio para os pequenos negócios do setor. Porém, juntos essas empresas ganham musculatura para buscar mais oportunidades e manter-se competitivas, dividindo estratégias essenciais para continuarem no mercado e fortalecerem o polo cervejeiro de Juiz de Fora”, afirma o gerente do Sebrae Minas da Regional Zona da Mata e Vertentes, João Roberto Lobo.

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Ao longo dos anos, os donos das cervejarias participaram de encontros periódicos, além de consultorias e capacitações nas áreas de gestão, finanças, liderança, vendas, marketing e mercado. As empresas também marcaram presença em eventos do setor como, a Festa da Cerveja, na cidade, e o TremBier, em Tiradentes. Além disso, os empresários tiveram a oportunidade de participar de uma missão técnica para conhecer a Central de Negócios de cervejarias de Blumenau, em Santa Catarina, referência neste modelo de negócio no país.

Dentre os benefícios desse modelo de negócio em rede estão o aumento da força no mercado para concorrer com grandes empresas do setor, além de permitir que o grupo negocie com os principais fornecedores de insumos e consiga melhores condições de pagamento e redução acentuada no preço de CO2, gás de cozinha (GLP), maltes, levedura, lúpulos e energia elétrica, entre outros.

A Central de Negócios também transformou a relação entre os empresários, que passaram a compartilhar ideias e experiências. “Os donos das cervejarias passaram a trocar informações e implantar melhorias em seus negócios, além de pensarem em conjunto, levando em consideração as necessidades do grupo na hora de negociar”, explica Lobo.

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Tradição

Com 27 empresas, Juiz de Fora ocupa a terceira posição entre os municípios mineiros com o maior número de fábricas de cervejas e chopes, atrás apenas de Belo Horizonte (57 cervejarias) e Nova Lima (28 cervejarias).

A cidade também recebeu o reconhecimento do Arranjo Produtivo Local (APL) das Cervejarias da Zona da Mata, em 2017, pela importância da produção de cerveja artesanal.

Fonte: Assessoria de Imprensa do Sebrae Minas

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Acordo Mercosul-UE entra em vigor e abre mercado para agro brasileiro, com desafios distintos para café e frutas

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Após mais de duas décadas de negociações, o acordo entre Mercosul e União Europeia inicia uma nova fase com a entrada em vigor do chamado Acordo Interino de Comércio, marcando a abertura gradual do mercado europeu para produtos do agronegócio brasileiro. A partir de 1º de maio, o foco recai sobre o Pilar Comercial, permitindo a redução imediata de tarifas sem a necessidade de aprovação pelos parlamentos dos 27 países do bloco europeu.

O movimento representa uma janela relevante de oportunidades para o Brasil, mas com impactos distintos entre setores. Enquanto o café solúvel avança de forma mais gradual e sob forte pressão regulatória, o segmento de frutas tende a capturar benefícios mais rapidamente, embora ainda enfrente desafios logísticos e sanitários.

Acesso ampliado, mas condicionado à sustentabilidade

A abertura tarifária não garante, por si só, o aumento das exportações. Especialistas destacam que o acesso ao mercado europeu dependerá do cumprimento de exigências ambientais rigorosas, especialmente ligadas ao Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR).

Nesse cenário, produtores brasileiros precisarão comprovar, de forma estruturada, a rastreabilidade e a sustentabilidade de suas cadeias produtivas. A adaptação a essas regras deve ser um dos principais desafios no curto prazo, sobretudo para o setor cafeeiro.

Café solúvel: recuperação gradual e exigências mais rígidas

No caso do café solúvel, o acordo prevê redução tarifária progressiva ao longo de quatro anos. Já na fase inicial, há uma diminuição de 1,8 ponto percentual sobre a tarifa atual, hoje em 9%.

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O setor avalia que o novo cenário pode ajudar o Brasil a recuperar participação no mercado europeu, perdida nas últimas décadas. Atualmente, a União Europeia responde por cerca de 20% a 22% das exportações brasileiras de café solúvel, com volume próximo de 16 mil toneladas ao ano.

Mesmo em caráter provisório, o acordo já começa a gerar efeitos positivos. Empresas exportadoras iniciaram negociações com compradores europeus, que passaram a demandar informações detalhadas sobre o novo ambiente tarifário e as condições de fornecimento.

A expectativa é de crescimento gradual das exportações, acompanhando a redução das tarifas e o avanço na adequação às exigências ambientais.

Frutas: ganho mais imediato e expansão de mercado

Para o setor de frutas, o impacto tende a ser mais direto, embora varie conforme o produto. Algumas categorias, como a uva de mesa, passam a ter tarifa zerada já na entrada em vigor do acordo. Outras frutas seguirão cronogramas de redução tarifária que podem se estender por quatro, sete ou até dez anos.

A avaliação do setor é de que o cenário é positivo, com potencial de aumento da competitividade e ampliação da presença brasileira no mercado europeu.

Exportadores já iniciaram processos de adaptação, com ajustes na documentação e nos padrões exigidos pelos compradores internacionais. A tendência é de avanço mais rápido em relação ao café, especialmente pela menor pressão regulatória ambiental direta sobre algumas cadeias produtivas.

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Desafios estruturais e competitividade

Apesar da abertura comercial, especialistas apontam que o principal obstáculo não está na produção, mas na capacidade de organização e adequação às exigências do mercado europeu.

A necessidade de consolidar sistemas de rastreabilidade, comprovação de origem e conformidade ambiental exige investimentos e coordenação entre produtores, cooperativas e exportadores.

Cenário político e limites do acordo

Outro ponto relevante é que o acordo mais amplo entre Mercosul e União Europeia ainda não foi totalmente ratificado, especialmente no que se refere às cláusulas ambientais. No entanto, a entrada em vigor do pilar comercial reduz a capacidade de países críticos ao acordo de interferirem no curto prazo.

Na prática, isso significa que a redução de tarifas já passa a valer, mesmo sem consenso total dentro do bloco europeu.

Perspectivas para o agro brasileiro

A implementação do acordo inaugura uma nova fase para o comércio entre Brasil e União Europeia, com potencial de ampliar exportações e diversificar mercados. No entanto, o sucesso dessa abertura dependerá diretamente da capacidade do agronegócio brasileiro de atender às exigências regulatórias e fortalecer sua competitividade internacional.

A janela está aberta, mas o avanço efetivo dependerá da adaptação do setor às novas regras do comércio global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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