AGRONEGÓCIO

Sebrae Promove Colaboração para Fortalecer Pequenos Negócios Rurais

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O Sebrae tem intensificado esforços para fortalecer os pequenos negócios rurais através de uma abordagem colaborativa e focada em soluções inovadoras. Durante o Encontro Estadual de Gestores do Agronegócio e Alimentos e Bebidas em Chapecó, o coordenador do Polo Sebrae Agro, Douglas Paranahyba de Abreu, provocou reflexões sobre o futuro do abastecimento global e o papel crucial do Brasil como líder na produção de alimentos.

Douglas destacou que, apesar do Brasil contribuir significativamente para a demanda global de alimentos, a concentração da produção entre poucos grandes produtores é um desafio. Menos de 10% das propriedades rurais são responsáveis por mais de 90% da produção nacional, enquanto milhões de pequenos estabelecimentos enfrentam dificuldades para obter lucros substanciais.

O Sebrae, por meio do Polo Sebrae Agro, iniciado em março de 2022, visa mitigar essas disparidades através do fortalecimento da cooperação entre os pequenos produtores. “Nossa estratégia é facilitar o acesso desses empreendedores a novos mercados e tecnologias, promovendo o trabalho em rede para maximizar recursos e disseminar as melhores práticas”, explicou Douglas.

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Iniciativas Estratégicas

O Polo Sebrae Agro atua como uma plataforma integradora, conectando instituições e programas para simplificar processos e garantir acesso universal às informações. Dividido em Núcleo Estratégico, Núcleo Executivo e Núcleo de Especialistas, o polo foca em curadoria de soluções agropecuárias, disseminação de informações e desenvolvimento de novas soluções. Entre os projetos destacados estão o Sebrae Horti-Fruti, que fortalece a comercialização de pequenas empresas, e o Agro NetZero, que busca equilíbrio de carbono em propriedades rurais de menor porte.

Douglas também enfatizou a disponibilidade de conteúdos de inteligência competitiva, como relatórios de mercado, boletins de tendências e estudos de caso, acessíveis através do site do Polo Sebrae Agro. A iniciativa visa não apenas apoiar os pequenos produtores na sustentabilidade econômica, mas também ambiental, como exemplificado pelo projeto de Balanço de Carbono em propriedades rurais.

“Ao lançar uma ferramenta de mensuração das emissões de gases de efeito estufa na COP 30, em 2025, nosso objetivo é posicionar a agricultura tropical brasileira como referência global em práticas sustentáveis”, concluiu Douglas, ressaltando o compromisso do Sebrae com o desenvolvimento socioeconômico e ambiental do setor agropecuário nacional.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Festival da Pamonha mantém grande público e impulsiona economia na comunidade Rio dos Peixes

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O penúltimo dia do 7º Festival da Pamonha da comunidade de Rio dos Peixes confirmou o impacto que o evento vem gerando na economia local e na valorização da cultura regional, reunindo milhares de visitantes e mantendo aquecida a cadeia produtiva do milho, principal base da festa. Com estimativa de até 5 mil pessoas por dia e o processamento de cerca de 40 toneladas ao longo da programação, o festival segue consolidado como uma vitrine para pequenos produtores e trabalhadores da região.

Neste terceiro dia, o movimento nas barracas reforçou o papel do evento como fonte de renda para dezenas de famílias. A estrutura ampliada e mais organizada foi percebida tanto por comerciantes quanto pelo público. A divisão dos espaços, separando pamonhas, lanches e doces, facilitou a circulação e melhorou a experiência de quem visita.

O secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, avaliou o momento como positivo e destacou que o festival vem superando as expectativas em público e consumo. Segundo ele, o evento já ultrapassa o caráter local e ganha relevância estadual e até nacional, atraindo visitantes de diferentes regiões. “Os participantes são 100% moradores e pequenos produtores da comunidade, o que reforça o impacto direto na geração de renda”, pontuou.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fellipe Correa, destacou o papel estratégico do festival para o fortalecimento da economia local. “Além de gerar renda e valorizar a tradição, o Festival da Pamonha reforça a dimensão territorial e turística de Cuiabá, que se estende pela Estrada da Chapada até o Portão do Inferno. Toda essa região, incluindo os balneários e a comunidade de Rio dos Peixes, integra um circuito importante para o turismo da capital. Nesse contexto, o festival se consolida como uma referência do turismo gastronômico cuiabano”, afirmou.

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Entre os expositores, a percepção também é de crescimento. O comerciante Rudnei dos Santos, que participa há quatro edições, classificou o dia como produtivo e destacou a organização como um dos diferenciais deste ano. Ele acredita que o fluxo ainda aumenta ao longo do dia e reforça que o festival é resultado de um trabalho coletivo. “A gente percebe que o público chega já sabendo onde encontrar o que quer, isso facilita muito”, afirmou. Experiente, ele também participa do concurso da melhor pamonha e atribui o sucesso ao cuidado com o preparo: “O segredo é fazer com amor”.

Para o público, a experiência vai além da gastronomia. O advogado Lucas Veloso, morador de Várzea Grande, retornou ao festival pela segunda vez e notou avanços na estrutura. “Eu já esperava algo bom, mas vi melhorias, principalmente na organização e na estrutura para comerciantes e visitantes. Isso incentiva a gente a voltar”, disse. Ele destacou ainda o interesse pelas apresentações culturais e a diversidade de sabores disponíveis.

A variedade, aliás, é um dos pontos mais comentados. De receitas tradicionais a versões mais criativas, como pamonha de pizza ou combinações com jiló e linguiça, o cardápio chama a atenção de quem chega. O professor Cláudio Vaz de Araújo, que conheceu o evento pela primeira vez durante uma viagem, elogiou tanto o sabor quanto a organização. “É fácil circular, escolher e experimentar. Dá vontade de voltar”, afirmou.

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Apesar da avaliação positiva, algumas observações surgem como sugestões para as próximas edições. A conectividade foi um dos pontos citados por visitantes e comerciantes. A dificuldade de acesso à internet no local impacta principalmente pagamentos via Pix e a divulgação em tempo real nas redes sociais. O próprio secretário reconheceu a limitação, explicando que a alta demanda, com mais de 700 acessos simultâneos, sobrecarregou o sistema disponível. A prefeitura, segundo ele, já estuda melhorias para o próximo ano.

Outras sugestões envolvem aspectos pontuais da experiência gastronômica, como a manutenção da temperatura e frescor das pamonhas em determinados momentos de maior fluxo, sem comprometer a avaliação geral, que segue positiva.

Além da alimentação, o festival também conta com suporte na área da saúde. Equipes da Unidade de Saúde de Rio dos Peixes oferecem vacinação, atendimento odontológico, aferição de pressão arterial e testes de glicemia, sob coordenação da gerente Magda Oliveira. Paralelamente, socorristas e profissionais de enfermagem, coordenados pelo bombeiro civil Anderjan Santana, atuam com atendimentos emergenciais e serviços básicos, garantindo mais segurança ao público.

A programação segue até esta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, quando será anunciado o resultado do Concurso da Melhor Pamonha. A expectativa é de que o último dia mantenha o alto fluxo de visitantes, encerrando mais uma edição marcada pela integração entre cultura, produção local e geração de renda.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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