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Biossoluções podem conter avanço do Greening

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De acordo com nota técnica emitida pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e a Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SEAB), um dos principais fatores que, inclusive, levaram ao decreto de emergência fitossanitária, está associado ao abrupto aumento da infestação do inseto vetor, o psilídeo dos citros (Diaphorina citri).

“O decreto de emergência fitossanitária é um instrumento drástico, mas nos dá possibilidade de tomar as medidas necessárias de forma mais efetiva na tentativa de controlar o problema, pois a citricultura é uma atividade muito importante para o estado”, disse Norberto Ortigara, secretário da Agricultura e do Abastecimento do Paraná.

Com a produção de 842 mil toneladas de frutos, a citricultura responde, sozinha, por um VBP (Valor Bruto da Produção) de R$ 827 milhões. Em São Paulo e Triângulo Mineiro, outros dois grandes polos produtores, a doença já compromete 21% da produção, segundo dados da Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus).

Biossoluções diminuem prejuízos do greening

A Huanglongbing (HLB), mais conhecida como greening ou “amarelinho” tem potencial destrutivo elevado, pois causa a queda prematura de frutos e a morte precoce da planta. Nos locais em que a infestação do psilídeo é acentuada, os produtores necessitam pulverizar inseticidas semanalmente durante o ano todo, o que pode levar à resistência do inseto, contaminação do solo e dos alimentos.

A boa notícia é que nos últimos três anos cresceu a oferta de biossoluções elaboradas a partir de micro-organismos vivos, a exemplo de fungos, bactérias e até mesmo substâncias bioativas de extratos vegetais. É o caso do PREV-AM, aprovado pelo Ministério da Agricultura para comercialização em 2020.

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Formulado com blends de terpenóides originários do metabolismo secundário das plantas, o produto controla exponencialmente a infestação de psilídeo. PREV-AM provoca a desnaturação da parede proteica e expulsa os fluídos corporais, matando a praga ainda na fase de ninfa. Já o inseto adulto perde a capacidade de voar e se reproduzir.

“Diferentemente da maior parte dos fitossanitários usados na agricultura, PREV-AM não ameaça a população de predadores naturais e polinizadores, a exemplo das abelhas, além de possuir baixa toxicidade à cultura e não deixar resíduos nos alimentos. Os frutos podem ser consumidos 24 horas após aplicação do produto”, explica Marlon Assunção, Global Crop Technology & Product Scouting Manager, da Rovensa Next Brasil.

Outra biossolução eficaz no controle do psilídeo é o BOVENEXT. Lançado no ano passado pela Rovensa Next Brasil, durante o Simpósio de Controle Biológico, ele coloniza o hospedeiro até a sua morte e ainda potencializa a contaminação tarsal. Os dois produtos podem ser utilizados juntos. PREV-AM age por contato e pode matar o psilídeo em 24 horas; o BOVENEXT leva os vetores do greening à morte de cinco a sete dias.

Como saber se as plantas estão com greening?

Segundo informações de Adriana de Cássia Mistroni da Silva, coordenadora Regional de Vendas da Rovensa Next Brasil, o sintoma inicial da doença aparece em um ramo ou um galho, que se destacam pela cor amarela.

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“As folhas apresentam coloração amarela pálida formando manchas irregulares, mosqueadas. Em alguns casos, observam-se ainda o engrossamento e o clareamento das nervuras da folha”, descreve a consultora. Com a evolução do quadro, há intensa desfolha, tomando toda a copa, inclusive com morte dos ponteiros.

Em plantas novas afetadas pelo greening, em alguns casos, não se observa folhas com o mosqueado típico. Nessas, o sintoma se caracteriza pelo amarelecimento generalizado das folhas. Os frutos apresentam aspecto deformado e assimétrico, além de tamanho pequeno e intensa queda.

“É comum a ocorrência de sementes abordadas, pequenas e de coloração escura. Também pode ocorrer maturação irregular interna do fruto, onde apenas um dos lados fica maduro. Na casca, podem aparecer pequenas manchas circulares verde-claras”, conclui Adriana de Cássia.

A confirmação do diagnóstico deve ser feita por teste de reação em cadeia da polimerase, conhecido pela sigla “PCR”. O greening não tem cura, assim, pode dizimar toda a plantação porque requer a destruição das plantas doentes.

A preocupação é nacional. Em São Paulo, por exemplo, há produtores migrando de cidades produtoras como Bebedouro, Descalvado e Limeira para o entorno de Ubirajara e Avaré, onde as condições climáticas são desfavoráveis ao desenvolvimento do psilídeo.

Fonte: Pec Press® – Comunicação Estratégica

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño ameaça a pecuária em 2026 e exige prevenção no manejo do gado no Rio Grande do Sul

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Pecuária sob risco com previsão de El Niño intenso

A pecuária bovina no Rio Grande do Sul entra em 2026 em estado de atenção diante da previsão de um El Niño de forte intensidade. Assim como ocorre na agricultura, o fenômeno climático deve provocar mudanças significativas no regime de chuvas e na variação de temperaturas, exigindo maior preparo dos produtores para evitar perdas produtivas e econômicas.

Segundo a pesquisadora e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Soraya Tanure, os impactos vão além dos eventos extremos mais evidentes, como enchentes. O efeito sobre o solo e o manejo animal pode comprometer diretamente a produtividade das propriedades.

Solo encharcado e perda de produtividade no campo

Com o aumento das chuvas, o solo tende a ficar saturado, dificultando a circulação dos animais e ampliando os danos estruturais nas áreas de pastagem. O pisoteio do gado em condições inadequadas é um dos principais pontos de alerta.

De acordo com a especialista, esse processo acelera a compactação e a erosão do solo, reduzindo a capacidade produtiva das forrageiras no médio e longo prazo.

“O pisoteio do gado em solo encharcado destrói a estrutura da terra, gerando compactação e erosão, o que compromete a produtividade das forrageiras a médio e longo prazo”, explica Soraya.

Esse cenário também eleva custos operacionais e reduz a rentabilidade da atividade pecuária.

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Estresse térmico e impacto direto na produção animal

Além dos efeitos sobre o solo, o El Niño também influencia o desempenho animal por meio do estresse térmico. As oscilações de temperatura afetam diretamente o ganho de peso dos bovinos de corte e a eficiência produtiva da pecuária leiteira.

As vacas em lactação são ainda mais sensíveis às variações climáticas, o que pode resultar em queda de produtividade em períodos críticos.

A combinação entre calor e umidade também cria condições ideais para a proliferação de parasitas, fungos e bactérias, aumentando o risco de doenças no rebanho.

Manejo e planejamento são fundamentais para reduzir perdas

Diante das previsões climáticas, especialistas reforçam que medidas preventivas devem fazer parte do planejamento contínuo das propriedades rurais, independentemente da ocorrência de fenômenos extremos.

“Considerando a crescente frequência de eventos climáticos extremos, torna-se cada vez mais importante investir em práticas de manejo adaptadas e em sistemas produtivos mais resilientes, capazes de garantir a sustentabilidade e a competitividade da pecuária gaúcha no longo prazo”, destaca Soraya.

Entre as principais recomendações estão:

  • Diversificação das fontes de alimentação animal
  • Fortalecimento da gestão forrageira
  • Planejamento e controle de indicadores da propriedade
  • Uso de ferramentas simples de gestão rural
  • Reserva de alimento e manejo rotacionado ganham destaque
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Com a previsão de maior intensidade do fenômeno na primavera, ainda há tempo para ações preventivas. Uma das principais estratégias é a formação antecipada de estoque de silagem e feno, garantindo suplementação durante períodos de maior precipitação.

O manejo rotacionado também é apontado como uma prática eficiente e de fácil adoção, ajudando a reduzir o pisoteio excessivo e a degradação do solo.

Sanidade animal exige reforço no controle preventivo

As condições mais quentes e úmidas tendem a intensificar a presença de parasitas como mosca-do-chifre e carrapatos, aumentando riscos sanitários no rebanho. Essas infestações podem causar anemia e favorecer doenças como a Tristeza Parasitária Bovina.

A especialista recomenda atenção redobrada com animais desnutridos, que ficam mais vulneráveis a infecções secundárias. Também é fundamental manter o calendário de vacinação em dia, incluindo doenças como rinotraqueíte infecciosa, leptospirose e diarreia viral bovina.

O avanço do El Niño reforça a necessidade de uma pecuária mais tecnificada, preventiva e adaptada às mudanças climáticas. O planejamento antecipado, aliado a práticas de manejo eficientes, será decisivo para reduzir impactos e garantir a sustentabilidade da atividade no Rio Grande do Sul.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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