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Cuiabá-Prev tem saldo positivo de R$ 621 milhões e registra evolução financeira

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A evolução patrimonial do Cuiabá-Prev, com aplicações financeiras no primeiro quadrimestre deste ano, atingiu R$ 28 milhões. Trata-se do mesmo valor registrado em 2024. Atualmente, o Cuiabá-Prev apresenta um saldo positivo em conta de R$ 621 milhões e é responsável pela gestão de mais de 17 mil aposentados, incluindo servidores ativos, aposentados e pensionistas.

Os dados foram apresentados em audiência de prestação de contas, realizada na terça-feira (20), no auditório Dante Martins de Oliveira, localizado na sede do Cuiabá-Prev, no bairro Lixeira.

Participaram do evento associações de classe e sindicatos ligados ao funcionalismo público. Foram debatidos aspectos financeiros referentes ao ano de 2024 e ao primeiro quadrimestre de 2025.

O secretário adjunto especial do Cuiabá-Prev, Fernando Jorge Mendes de Oliveira, atribuiu o resultado positivo à decisão do prefeito Abilio Brunini de manter a regularidade mensal dos repasses das contribuições sociais.

“Com os pagamentos em dia das contribuições sociais, conseguimos otimizar a gestão, investindo conforme a lei para potencializar os recursos administrados. A saúde financeira da previdência é essencial para atender a uma demanda que é crescente”, destacou.

As aplicações financeiras do dinheiro arrecadado pelo poder público, originado das contribuições sociais, são regidas pela Resolução nº 4.693 do Conselho Monetário Nacional. Os gestores são autorizados, dentro de limites percentuais, a investir em rendas fixa, variável e até em investimentos no exterior.

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Na audiência de prestação de contas, o secretário adjunto especial, Fernando Jorge Mendes de Oliveira, fez uma breve apresentação do histórico e da evolução do sistema previdenciário de Cuiabá. Além disso, destacou que, no dia 25 de cada mês, a atual gestão realiza o pagamento dos aposentados e pensionistas.

Reconhecimento

A presidente da Associação dos Aposentados e Pensionistas da Prefeitura de Cuiabá, Hermínia Ramos de Souza Nascimento, acompanhou a audiência pública e elogiou a responsabilidade da gestão do prefeito Abilio Brunini ao conduzir a previdência com legalidade, transparência e eficácia nos resultados.

“É de suma importância levar essas informações aos aposentados e servidores ativos. Percebemos uma dedicação da atual gestão em agir com transparência e alcançar os melhores resultados para tornar o sistema equilibrado e sustentável para as futuras gerações”, destacou.

O secretário municipal de Economia, Marcelo Bussiki, enfatizou que a transparência também é uma demonstração de respeito ao servidor público e à população. “Prestar contas do que está sendo feito com o dinheiro público deve ser sempre o compromisso de uma gestão que respeita e valoriza aqueles que ajudam a melhorar nossa cidade”, disse.

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Referência

O modelo de gestão do Cuiabá-Prev tem se consolidado como referência para outras entidades previdenciárias municipais, estaduais e nacionais. Recentemente, por meio da Diretoria Especial Executiva e de Investimento, o órgão conquistou o selo do Instituto Totum, uma exigência para profissionais que atuam na área previdenciária.

Da mesma forma, a previdência municipal possui certificações nacionais por atender aos requisitos de gestão de qualidade. Entre elas estão: o Selo ISO 9001, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), e o Pró-Gestão do Ministério da Previdência Social, por meio do Instituto de Certificação Qualidade Brasil (ICQ Brasil).

Somado a isso, o Conselho Municipal Previdenciário recebeu, por cinco anos consecutivos, o Selo Conselho Transparente, outorgado pela Controladoria-Geral do Município. A premiação atesta a conformidade com os princípios da transparência pública, beneficiando o servidor, o poder público e toda a sociedade.

#PraCegoVer

A matéria ilustra o secretário adjunto do Cuiabá Prev, Fernando Jorge Mendes de Oliveira, falando ao microfone. Ele veste camisa social verde. No fundo, há uma mesa com suporte verde e parte de madeira no apoio. Há também uma tela de apresentação com informações de dados do Cuiabá-Prev.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cana, açúcar e etanol: queda do etanol pressiona usinas enquanto El Niño pode mexer com mercado global de açúcar

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O mercado sucroenergético brasileiro atravessa um momento de contrastes. Enquanto o etanol ganha competitividade frente à gasolina nos postos de combustíveis, as margens das usinas seguem pressionadas pela forte queda dos preços do biocombustível. Ao mesmo tempo, o mercado internacional de açúcar acompanha com atenção os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre as safras asiáticas.

A análise faz parte do relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, que apresenta um panorama detalhado para os setores de cana-de-açúcar, açúcar e etanol no Brasil e no mundo.

Etanol acumula forte desvalorização e preocupa rentabilidade das usinas

De acordo com o levantamento, o principal destaque do segundo trimestre foi a expressiva queda dos preços do etanol hidratado. Entre o final de março e o início de junho, o indicador ESALQ registrou recuo de aproximadamente 24%, saindo de R$ 2,90 por litro para níveis próximos de R$ 2,20 por litro.

Nas bombas, o movimento também foi observado, embora de forma mais moderada. Em São Paulo, o preço médio do etanol hidratado caiu cerca de 14%, ampliando sua competitividade frente à gasolina.

Esse cenário reduziu a relação entre os preços do etanol e da gasolina para cerca de 60%, tornando o biocombustível uma alternativa economicamente mais atrativa para os consumidores. No entanto, para as usinas, a combinação entre preços menores e aumento da oferta limita a rentabilidade do setor.

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Segundo o Rabobank, a relação ideal para equilibrar o mercado brasileiro de etanol seria próxima de 63% durante a safra 2026/27.

Mistura maior de etanol na gasolina pode estimular demanda

Uma das notícias positivas para o setor é a expectativa de ampliação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, passando de 30% para 32%.

A medida deve entrar em vigor ainda neste ano e tende a ampliar o consumo doméstico do biocombustível, reduzindo a necessidade de importação de gasolina e fortalecendo a participação do etanol na matriz energética brasileira.

Além disso, os preços mais competitivos do etanol hidratado podem contribuir para aumentar sua participação no abastecimento da frota flex nacional.

Açúcar acompanha cenário global e monitora riscos climáticos

No mercado internacional, os preços do açúcar seguem pressionados pelas expectativas de maior oferta global. Entretanto, o cenário pode mudar caso as previsões climáticas para a Ásia se confirmem.

O Rabobank destaca que a possibilidade de um El Niño de moderada a forte intensidade no segundo semestre de 2026 aumenta as incertezas sobre a produção em importantes países exportadores, como Índia e Tailândia.

Caso ocorram perdas produtivas nessas regiões, o equilíbrio global da commodity poderá sofrer alterações relevantes, trazendo suporte às cotações internacionais.

Outro fator de atenção envolve os custos de produção. Mesmo em um cenário de redução das tensões geopolíticas no Oriente Médio, os preços elevados de fertilizantes e combustíveis podem comprometer investimentos em manejo agrícola em diversas regiões produtoras do mundo, afetando o potencial produtivo das próximas safras.

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Brasil segue como protagonista do mercado mundial

O terceiro trimestre representa tradicionalmente o pico da moagem de cana e da produção de açúcar e etanol no Centro-Sul brasileiro, principal região produtora do país.

Como maior exportador global de açúcar, o Brasil continua exercendo papel decisivo na formação dos preços internacionais. Segundo a análise do Rabobank, a tendência para os próximos meses é de maior convergência entre os preços do açúcar e do etanol, refletindo o equilíbrio econômico entre os dois produtos dentro das usinas.

Perspectiva para o setor

Apesar do cenário desafiador para as margens do etanol, o aumento da mistura obrigatória na gasolina e a forte competitividade do biocombustível no mercado interno trazem oportunidades para o setor.

No caso do açúcar, o mercado permanece atento ao comportamento climático na Ásia e aos impactos do El Niño sobre a oferta global. Qualquer alteração significativa na produção de países-chave poderá redefinir o equilíbrio mundial da commodity e influenciar diretamente as estratégias das usinas brasileiras nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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