AGRONEGÓCIO

O futuro promissor do etanol está perto

Publicado em

Segundo ele, o setor tem um futuro brilhante por vários motivos. Um deles é o fato de que as montadoras, em geral, compreenderam que, no Brasil, a eletrificação, por algum tempo, será dos veículos híbridos por uma limitação da recarga e de baterias. “E neste sentido, o etanol terá um papel a desempenhar extraordinário”, comentou Plínio.

O consultor lembrou também que a Nissan disse, em 2016, que o Basil tem 42 mil postos de hidrogênio na forma de etanol. “O etanol é o melhor carregador de hidrogênio. Então, no futuro quando tiver mobilidade, o Brasil já resolveu a distribuição do hidrogênio com a distribuição do etanol”, resumiu Plínio.

E reafirmou que o setor tem futuro brilhante pelo hidrogênio, pelos carros híbridos e citou também outras iniciativas que vão construir este novo caminho, como a Renovabio, “que cria uma meritocracia de eficiência ambiental” e o projeto Combustível do Futuro. Nas futuras leis, Plínio espera que seja adotada a forma de medir a emissão de carbono que leva em consideração do berço ao túmulo, observando todo o ciclo de vida de um produto. Isso beneficia o setor que compensa uma parte das emissões de carbono – que são muito menores do que os combustíveis fósseis – com a plantio da cana-de-açúcar.

Leia Também:  Dia de Campo Feijão Paraná 2026 Apresenta Novidades em Cultivo e Tecnologias para Produtores

Também presente na live, o presidente do Grupo EQM, Eduardo de Queiroz Monteiro, citou o futuro promissor do etanol que inclui também produtos como o SAF, um querosene de aviação feito a partir do álcool, e o combustível fabricado a partir do etanol que será usado por embarcações.

Eduardo lembrou a capacidade que o setor tem de aproveitar outros subprodutos da fabricação do açúcar e do álcool. “O biogás está sendo transformado em biometano”, contou. O biometano pode ser usado pela própria empresa ou comercializado. Ele afirmou que os empresários do setor, no Nordeste, estão buscando, obstinadamente, uma solução para o corte manual da cana-de-açúcar. A dificuldade da mecanização do corte no Nordeste ocorre porque há muitas áreas de declive, onde estão os canaviais.

Ainda durante a live, ele citou um diferencial das usinas da região. “Estamos próximos dos portos”, afirmou. Isso facilita as exportações.

Expansão do setor

Plínio citou também que, até 1975, o setor sucroalcooleiro produzia 70 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por ano. Hoje, são colhidas 710 milhões de toneladas. Segundo o consultor, contribuíram para esta expansão a diversificação, o aproveitamento energético, o aumento da produtividade e a sustentabilidade. “O setor hoje é um exemplo na área de sustentabilidade”, comentou.

Leia Também:  Compras de fertilizantes somam 24,2 milhões de toneladas e batem recorde

Também participante da live, o presidente do grupo Maubisa, Maurílio Biagi Filho, afirmou que quando começou a trabalhar no setor todas as canas eram importadas. “Para sobreviver, teve que trazer tecnologia. Foram quase 40 tecnologias que buscamos no exterior e tropicalizamos”, lembrou.

A tecnologia, o Proálcool, os carros flex e o fato de que o setor passou por uma desregulamentação depois da extinção do IAA também foram citados por empresários como fatores que contribuíram para a expansão do setor, que também passou por anos difíceis nas últimas cinco décadas.

Além dos executivos já citados, participaram da live: o presidente-executivo da União Nacional da Bioenergia (Udop), Antonio Cesar Salibe; o presidente do Conselho do Grupo Viralcool, Antonio Eduardo Tonielo e o diretor da Consultoria Canaplan Luiz Carlos Corrêa Carvalho. O evento foi conduzido pela jornalista Luciana Paiva, editora do Cana Online, que está fazendo um livro sobre o setor sucroalcooleiro.

Fonte: Movimento Econômico

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Área de cana-de-açúcar para colheita cresce 3,1% no Centro-Sul e Mato Grosso do Sul ganha protagonismo na safra 2026/27

Published

on

A produção de cana-de-açúcar no Centro-Sul brasileiro inicia a safra 2026/27 com uma área maior disponível para colheita e uma nova configuração entre os principais polos produtores. Levantamento da Serasa Experian revela que a área apta para colheita alcançou 9,17 milhões de hectares, crescimento de 3,1% em relação aos 8,9 milhões de hectares registrados no ciclo anterior.

O estudo, elaborado por meio de imagens de satélite e tecnologias de geoprocessamento, mostra que a expansão da área produtiva foi acompanhada por mudanças no ranking dos municípios com maior área cultivada, resultado principalmente da renovação dos canaviais, prática que permite recuperar o potencial produtivo das lavouras.

Nova Alvorada do Sul lidera produção no Centro-Sul

Entre as principais mudanças da safra está a ascensão de Nova Alvorada do Sul (MS), que passa a ocupar a primeira posição entre os municípios com maior área de cana-de-açúcar disponível para colheita no Centro-Sul.

Outra novidade é a entrada de Nova Andradina (MS) entre os 12 maiores polos produtores da cultura, substituindo Guaíra (SP) no ranking elaborado pela Serasa Experian.

Apesar da mudança de posições, a concentração da produção permanece praticamente estável. Os 12 municípios líderes continuam respondendo por cerca de 10,4% de toda a área cultivada na região Centro-Sul, percentual semelhante ao observado na safra anterior.

Leia Também:  Renegociação de dívidas do crédito rural termina hoje, sexta-feira, 31
Renovação dos canaviais explica mudanças no ranking

Segundo a Serasa Experian, a movimentação entre os municípios produtores está diretamente relacionada ao ciclo de renovação das lavouras.

Durante esse processo, parte dos canaviais é retirada temporariamente da produção para replantio, permitindo a recuperação da produtividade das áreas. Após a reforma, essas lavouras retornam ao sistema produtivo, alterando a participação de cada município no volume total disponível para colheita.

Um exemplo é Nova Andradina, onde aproximadamente 12,1 mil hectares estavam em reforma na safra 2025/26. Com a conclusão desse processo, mais de 10 mil hectares voltaram à produção na temporada 2026/27, impulsionando o município entre os principais produtores do país.

São Paulo mantém liderança, mas Mato Grosso do Sul amplia participação

O levantamento confirma que a produção de cana continua fortemente concentrada em quatro estados brasileiros.

São Paulo permanece como principal produtor nacional, reunindo 57,1% da área disponível para colheita, o equivalente a 5,24 milhões de hectares.

Na sequência aparecem:

  • Goiás: 12,4%;
  • Minas Gerais: 12,2%;
  • Mato Grosso do Sul: 9,3%.

Juntos, esses quatro estados concentram 91% de toda a área de cana-de-açúcar mapeada na região Centro-Sul.

Leia Também:  Preço do etanol registra aumento em novembro

Entre eles, Mato Grosso do Sul foi o estado que apresentou o maior crescimento proporcional entre uma safra e outra, ampliando sua participação em 0,3 ponto percentual. O desempenho reforça a consolidação de municípios como Nova Alvorada do Sul, Rio Brilhante, Costa Rica, Ivinhema e Nova Andradina entre os principais polos sucroenergéticos brasileiros.

Tecnologia por satélite amplia precisão do monitoramento

O estudo foi desenvolvido com base em imagens de satélite de alta resolução e ferramentas de inteligência geoespacial, permitindo acompanhar em detalhes a evolução das áreas cultivadas e os ciclos de renovação dos canaviais.

Segundo a Serasa Experian, esse tipo de monitoramento oferece uma visão mais precisa da dinâmica agrícola, contribuindo para análises sobre expansão da cultura, produtividade, ocupação territorial e planejamento do setor sucroenergético.

Em um cenário de crescente demanda por biocombustíveis e etanol, o acompanhamento da evolução da cana-de-açúcar torna-se uma ferramenta estratégica para produtores, usinas, investidores e toda a cadeia do agronegócio, permitindo identificar tendências de crescimento e mudanças na geografia da produção brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA