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Investir na genética é solução às mudanças climáticas

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O ano virou e as intensas chuvas no Sul do Brasil impactam neste momento positivamente a produção de soja e milho, enquanto na primavera afetaram negativamente aprodução de trigo, com estimativas de perdas de até 50% em relação às projeções iniciais em algumas regiões.

O fenômeno climático El Niño tem sido um dos principais responsáveis por esse cenário desafiador nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, embora neste momento ajude os produtores rurais a sonhar com uma safra promissora de soja e milho. O Agro é muito dinâmico, mas diante dos desafios climáticos, em especial para a safra de trigo, o melhoramento genético vem se posicionando como um investimento mais do que necessário.

O Sul do Brasil, tradicionalmente reconhecido por sua produção robusta de trigo, enfrenta uma crise agrícola devido às chuvas intensas durante o período crítico de desenvolvimento das plantações. Essa situação ressalta a vulnerabilidade do setor agrícola diante das mudanças climáticas, destacando a necessidade urgente de investimentos em pesquisa genética.

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Neste contexto, a pesquisa genética tem sido um pilar essencial no aumento da qualidade e produtividade do trigo brasileiro. O Brasil destaca-se globalmente em melhoramento genético de trigo tropical e subtropical, adaptado às condições climáticas e aos desafios fitossanitários da região. Empresas públicas e privadas dedicam-se a desenvolver cultivares de trigo com alta produtividade, resistência a doenças, tolerância ao estresse hídrico e qualidade industrial.

Sediada em Ernestina, Rio Grande do Sul, a Semevinea Genética Avançada de Sementes é um exemplo notável nesse esforço. Especializada em sementes de trigo de alto potencial genético e tecnológico, a Semevinea Genética possui cultivares registradas no Ministério da Agricultura, com destaques para TSZ Chiaro e TSZ Dominadore. Essas cultivares demonstraram em campo um alto potencial produtivo, qualidade tecnológica excepcional e adaptação ampla às regiões tritícolas brasileiras.

De acordo com o sócio-diretor da empresa, Márcio Só e Silva, os resultados mostram que a genética pode ser protagonista em suportar melhor o peso climático, proporcionando uma resposta rápida e eficaz às condições climáticas adversas. A qualidade genética das sementes brasileiras se torna atualmente no grande diferencial do produto nacional, pois garante uma produção mais sustentável.

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Fonte: Kátya Desessards Collaborative Intelligence

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Crédito privado ao agro cresce e CPR chega a R$ 565 bilhões em maio

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que o financiamento privado do agronegócio segue em expansão e atingiu novos patamares em maio de 2026, segundo o Boletim de Finanças Privadas do Agro. O levantamento reúne os principais instrumentos usados pelo setor para obter crédito fora das linhas tradicionais do governo.

O estoque de Cédulas de Produto Rural (CPR) chegou a R$ 565 bilhões, alta de 13% em 12 meses. Na prática, esse instrumento funciona como uma antecipação de recursos ao produtor, muitas vezes usada para custear a safra antes da colheita. O crescimento indica maior uso desse tipo de operação no campo.

Apesar do avanço no estoque, o ritmo de novas emissões de CPR perdeu força no acumulado da safra 2025/26. Entre julho de 2025 e maio de 2026, os registros somaram R$ 343,9 bilhões, queda de 6% em relação ao ciclo anterior.

Já as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), usadas pelos bancos para captar dinheiro no mercado e emprestar ao setor, somaram R$ 571,51 bilhões em estoque, praticamente estáveis na comparação anual, com leve recuo de 0,3%. Mesmo assim, a parcela desses recursos que chega efetivamente ao campo aumentou.

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Ao menos R$ 342,9 bilhões estavam direcionados ao financiamento agropecuário, com crescimento de 20% em relação ao ano anterior. Esse avanço está ligado à mudança na regra que obriga os bancos a aplicarem uma fatia maior dos recursos captados no setor, que passou de 50% para 60%.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), que também funcionam como uma forma de antecipação de recursos por meio do mercado financeiro, cresceram 12% em 12 meses e chegaram a R$ 175,7 bilhões. Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) recuaram 6%, após um período de forte expansão no ano anterior.

Entre os fundos de investimento voltados ao agro (Fiagro), o patrimônio chegou a R$ 62 bilhões em abril, com 247 fundos em operação. Esse instrumento vem ganhando espaço por aproximar investidores do financiamento direto da produção rural.

De forma geral, os dados mostram que o produtor rural depende cada vez mais de diferentes fontes de crédito além dos bancos tradicionais. Hoje, parte do dinheiro que financia a safra vem diretamente do mercado financeiro, o que amplia as opções, mas também torna o custo do crédito mais sensível às condições do mercado.

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Fonte: Pensar Agro

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