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São Paulo se destaca como líder nas exportações agropecuárias do Brasil em 2024

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As exportações do agronegócio de São Paulo apresentaram um expressivo crescimento de 9,2% entre janeiro e setembro de 2024, totalizando US$ 22,69 bilhões. Com esse desempenho, o estado paulista tornou-se o principal exportador do país, superando Mato Grosso, que tradicionalmente ocupa a liderança nesse setor.

O saldo da balança comercial do agronegócio paulista alcançou um superávit de US$ 18,45 bilhões, o que representa um aumento de 8,9% em relação aos nove primeiros meses de 2023. Durante esse período, as exportações do agronegócio corresponderam a 43,5% do total do estado, enquanto as importações ficaram em 7,5%.

Com esses resultados, São Paulo detém 18% das exportações nacionais, seguido de Mato Grosso (17,3%), Paraná (11,5%), Minas Gerais (10,1%), Rio Grande do Sul (8,7%) e Goiás (6,6%). “A cada mês, verificamos a potência do agronegócio paulista na balança comercial. Os números registrados demonstram o nosso esforço conjunto com o setor, que se baseia em uma produção agrícola de alta qualidade e preços competitivos no mercado internacional. Apesar dos desafios enfrentados, como a forte estiagem no estado, o agronegócio de São Paulo reafirma sua força mais uma vez”, afirma Guilherme Piai, secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

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O levantamento foi realizado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado.

No que diz respeito ao desempenho por produtos, destacam-se as exportações de café verde (+121,6%), produtos de celulose (+15,0%), carne bovina (+39,0%) e suco de laranja (+27,5%).

Exportações por grupos de produtos

Os cinco principais grupos de exportação do agronegócio paulista foram:

  1. Complexo sucroalcooleiro: US$ 9,15 bilhões, sendo o açúcar responsável por 93,0% e o etanol por 7,0%.
  2. Carnes: US$ 2,49 bilhões, com a carne bovina representando 83,9% desse total.
  3. Produtos florestais: US$ 2,35 bilhões, dos quais 54,3% referem-se à celulose e 38,0% ao papel.
  4. Complexo soja: US$ 2,10 bilhões, com a soja em grão correspondendo a 78,8%.
  5. Sucos: US$ 2 bilhões, sendo 98% compostos por sucos de laranja.

Esses cinco grupos somaram 79,7% das exportações do agronegócio paulista. O café, tradicional na produção do estado, ocupou a sexta posição, com vendas que totalizaram US$ 944,21 milhões, sendo 71,4% referentes ao café verde e 24,5% ao café solúvel.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Híbridos de braquiária avançam no mercado forrageiro e ganham espaço na pecuária brasileira

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Os híbridos de braquiária vêm ampliando participação no mercado forrageiro brasileiro e consolidando espaço na pecuária nacional, impulsionados pela busca crescente dos produtores por maior estabilidade produtiva, eficiência técnica e segurança no manejo das pastagens.

Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), por meio do SIGEF — Módulo de Controle da Produção de Sementes e Mudas — referentes à safra 2025/2026, apontam que os híbridos apresentaram maior resiliência no mercado em comparação às braquiárias convencionais, mesmo em um cenário de retração das áreas inscritas para produção de sementes tropicais.

O movimento reforça uma tendência de amadurecimento do setor forrageiro, especialmente entre pecuaristas que priorizam desempenho consistente, previsibilidade e melhor adaptação das pastagens em sistemas mais intensivos de produção.

Híbridos ganham força com foco em produtividade e segurança

Entre os materiais que vêm ampliando presença no mercado está o Mavuno, híbrido desenvolvido pela Wolf Seeds, que registrou crescimento de 15% na área de produção em relação à safra anterior.

Segundo os dados do SIGEF, a área inscrita do híbrido passou de 1.796 hectares para 2.067 hectares, colocando o material como a braquiária híbrida com maior área registrada entre os híbridos na atual safra.

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De acordo com Alexander Wolf, CEO da empresa, o avanço reflete uma mudança gradual no perfil de decisão do produtor rural brasileiro.

“O produtor busca hoje materiais que entreguem previsibilidade, segurança produtiva e maior estabilidade de desempenho, mesmo diante de diferentes condições de manejo e ambiente”, afirma.

Mercado forrageiro passa por seleção mais técnica

O cenário também evidencia uma maior seletividade técnica no mercado de sementes forrageiras. Enquanto os híbridos ampliam participação, parte das braquiárias convencionais perdeu espaço na safra 2025/2026.

Um dos principais exemplos foi a B. ruziziensis, que registrou retração de 59% nas áreas inscritas em comparação com a temporada anterior.

Segundo especialistas do setor, o movimento está diretamente ligado à busca por materiais mais adaptados às exigências atuais da pecuária moderna, que demanda maior produtividade por área, eficiência alimentar e estabilidade das pastagens ao longo do ano.

Além da uniformidade de desenvolvimento, os híbridos vêm sendo associados a melhor resposta agronômica em sistemas intensivos, principalmente em propriedades que trabalham com integração lavoura-pecuária, recuperação de pastagens e aumento da lotação animal.

Pecuária intensiva impulsiona demanda por híbridos

A evolução dos híbridos ocorre em um momento de transformação da pecuária brasileira, com avanço de tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva e sustentabilidade dos sistemas de produção.

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Nesse contexto, materiais mais consistentes e adaptáveis ganham relevância estratégica para produtores que buscam reduzir riscos produtivos e melhorar o desempenho das áreas de pastagem.

Para Alexander Wolf, o mercado brasileiro de forrageiras passa por um processo natural de evolução técnica.

“O mercado está amadurecendo e existe uma preocupação cada vez maior com eficiência, adaptação, estabilidade e capacidade de entrega dos materiais ao longo das safras. Isso favorece híbridos mais consistentes tecnicamente e com maior previsibilidade produtiva”, destaca.

Tendência aponta fortalecimento dos híbridos no Brasil

Com a crescente demanda por produtividade e maior eficiência na pecuária, a expectativa do setor é de continuidade da expansão dos híbridos forrageiros nos próximos ciclos agrícolas.

O avanço da tecnologia genética aplicada às pastagens e a necessidade de sistemas produtivos mais resilientes devem continuar impulsionando investimentos em materiais híbridos no mercado brasileiro de sementes forrageiras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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