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Consumo anual de café no Brasil chega próximo aos 22 milhões de sacas

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O estudo mostra que o consumo per capita de café torrado e moído cresceu 7,47% no período considerado, ante novembro de 2021 e outubro de 2022: de 4,77 kg por habitante/ano para 5,12 kg por habitante/ano. As empresas associadas à Abic registraram alta de 2,25% no consumo interno de café no período, de 14,456 milhões para 14,783 milhões de sacas.

As vendas da indústria de café em 2023 alcançaram R$ 22,9 bilhões, uma queda de 2,78% se comparado a 2022, justificada pela redução de preço do produto na gôndola. Conforme a pesquisa da Abic, o preço do quilo do café no País, em reais, no varejo (produto tradicional), no ano passado caiu 13,5%. Já a matéria-prima (café, arábica, bebida dura, tipo 7) apresentou queda de 1,8%, em reais por saca. Nos últimos três anos, em média, o preço da matéria-prima subiu 107% e o do café no varejo avançou 73%, segundo a Abic.

O preço médio dos cafés especiais subiu 3,15%, quando comparado o período de janeiro de 2023 com dezembro de 2023. As demais categorias tiveram queda: gourmet (-10,71%), superior (-11,78%), tradicionais e extraforte (-10,21%) e em cápsula (-7,76%).

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Já a participação porcentual nas vendas entre janeiro e dezembro de 2023 caiu nas categorias tradicionais e extraforte (de 87,16% para 85,52%) e superior (de 3,96% para 3,70%), com alta nas demais: gourmet (de 0,91% para 1,73%), especial (de 0,03% para 0,08%), cápsulas (de 2,51% para 3,10%) e solúvel (de 5,43% para 5,87%). A comparação é com o período de janeiro a dezembro de 2022.

A Abic monitora as vendas no varejo, por meio de mais de 2 milhões de notas fiscais coletadas mensalmente em check outs de todo o Brasil, com o apoio sistema da Horus.

Fonte: Revista Cafeicultura

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cacau oscila perto de US$ 4 mil por tonelada com atenção ao clima na África Ocidental

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O mercado internacional de cacau opera em um cenário de acomodação de preços, com as cotações se mantendo próximas da faixa de US$ 4 mil por tonelada. Após semanas de forte volatilidade, o ativo passa por um movimento de consolidação, influenciado principalmente por fatores climáticos nas principais regiões produtoras.

De acordo com análise da StoneX, o contrato CCN6 apresentou leve oscilação recente, saindo de US$ 3.895 por tonelada na última segunda-feira para US$ 3.831 por tonelada nesta semana, reforçando a tendência de estabilidade no curto prazo.

Clima segue como principal fator de atenção no mercado

O comportamento das cotações indica que o mercado aguarda novos gatilhos para definir uma direção mais clara para os preços. Entre os principais elementos de atenção está a evolução das condições climáticas na África Ocidental, especialmente diante da influência de padrões atmosféricos associados ao fenômeno El Niño.

Na Costa do Marfim e em Gana, responsáveis pela maior parte da produção global de cacau, as chuvas acima da média têm contribuído para manter bons níveis de umidade do solo. Esse cenário favorece o desenvolvimento da safra intermediária e sustenta, no curto prazo, a expectativa de produção considerada satisfatória.

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Excesso de chuvas já preocupa agentes do mercado

Apesar dos impactos positivos iniciais, o excesso de precipitações começa a gerar preocupação entre analistas e agentes do setor. As previsões climáticas indicam volumes entre 50 e 150 milímetros acima da média em algumas áreas produtoras nos próximos 15 dias.

Esse quadro pode trazer efeitos adversos para as lavouras, como aumento da incidência de doenças fúngicas, dificuldades operacionais no manejo agrícola e possíveis impactos na qualidade das amêndoas.

Mercado segue em compasso de espera

Com o cenário ainda indefinido, o mercado internacional de cacau permanece operando dentro de uma faixa estreita de preços, refletindo o equilíbrio temporário entre oferta e demanda.

Enquanto não surgem novos fatores capazes de alterar significativamente as expectativas, investidores e traders seguem monitorando de perto o avanço das chuvas na África Ocidental. Qualquer mudança mais relevante no quadro climático pode voltar a influenciar diretamente as cotações internacionais do cacau nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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