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Topigs Norsvin realiza ‘Conexão Tecnológica’ e oferece treinamento para seus clientes no Paraguai

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Investindo em uma suinocultura cada dia mais tecnificada e próxima a quem atua no campo, a Topigs Norsvin reuniu nesta semana clientes em Bella Vista, no Paraguai, para o seu programa de atualização de manejo ‘Conexão Tecnológica’, realizado pela primeira vez no país.

Temas como a genética equilibrada para aumentar o número de leitões desmamados, o papel da biosseguridade e do fluxo sanitário na prevenção de enfermidades na produção de suínos, a eficiência dos animais em engorda e o impacto na rentabilidade do produtor foram alguns tópicos debatidos durante o evento, que contou com a presença de diversos proprietários, gestores e líderes de equipe de granjas.

De acordo com o diretor técnico da Topigs Norsvin, Marcos Lopes, o Conexão Tecnológica buscou fortalecer o trabalho Brasil/Paraguai na obtenção de melhores resultados. Ambos os países possuem um sistema produtivo semelhante, que é reforçado pela presença de imigrantes brasileiros na região, sendo possível adequar os procedimentos aos modelos já existentes. Esse trabalho em conjunto beneficia os produtores locais com a troca de informações e a promoção da indústria de suínos paraguaia.

“Atualmente o mercado paraguaio está sob responsabilidade da Topigs Norsvin do Brasil, sendo uma região muito importante para a empresa, principalmente pelo seu potencial de crescimento. Um dos fatores que viabilizam a atividade no Paraguai é a sua grande produção de grãos, com empresas que se destacam, como a Oleaginosa Raatz, uma cerealista que investe também na produção de aves e suínos, conciliando e potencializando a sua lucratividade e a diversificação dos negócios”, pontuou o consultor Técnico Comercial da Topigs Norsvin, Henrique Wendling.

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O assessor Técnico da Oleaginosa Raatz, Javier Nirich, apresentou os resultados obtidos na granja em 2023. Em apenas três anos de implementação do uso da genética TN70 o número de leitões desmamados/fêmea/ano aumentou 3.1, atingindo a marca de 34 leitões desmamados/fêmea/ano. Também, como resultado da TN70, houve melhoria de praticamente 60 gramas na conversão alimentar dos suínos na fase de terminação.

“Estes resultados, muito positivos, foram possíveis por diversos fatores como o atendimento técnico personalizado que temos com a Topigs Norsvin, somado a isso a TN70 é uma fêmea que apresenta excelentes características, maior número de leitões desmamados e alta taxa de prenhez, sendo também um animal muito dócil”, explica Nirich.

Ainda, segundo o assessor, a fêmea TN70 se adaptou as mudanças realizadas nos galpões da granja, que passaram de pressão positiva para galpões de pressão negativa. “Queríamos uma fêmea que, com as circunstâncias de climatização, pudesse ter o melhor desenvolvimento genético possível. Temos alguns ajustes a serem feitos, mas estamos no caminho certo”.

Em 2024 a Oleaginosa Raatz passa a ser a multiplicadora da Topigs Norsvin no Paraguai, e irá produzir as fêmeas TN70 para uso interno e, também, para o mercado paraguaio.

1ª Conexão Tecnológica no Paraguai

Durante a sua apresentação, Lopes destacou como é realizado o melhoramento genético da Topigs Norsvin no Brasil, na América Latina e nos centros de pesquisa da Noruega e Canadá, para que os produtores pudessem ter maior entendimento de toda a tecnologia empregada para se ter a melhor genética do mundo.

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“A ideia era detalhar o uso de tecnologias como a tomografia computadorizada, o uso da genômica e informações de DNA para fazer a seleção dos melhores animais, dentre outras no programa de genética da Topigs Norsvin. Destacamos as nossas linhagens que possuem potencial para desmamar mais de 38 leitões em um ano, animais de altíssimo potencial, mais pesados, mais eficientes e mais uniformes”, evidenciou o diretor Técnico da Topigs Norsvin.

Para se atingir esses níveis a empresa atua com um programa genético balanceado que trabalha com diversas características do índice buscando um melhor desenvolvimento dos animais como um todo e não somente para uma ou outra característica específica. Hoje, é possível desmamar mais de 38 leitões/fêmea/ano, ao mesmo tempo que a taxa de mortalidade gira ao redor de 7%. Neste cenário, a fêmea TN70 se prova altamente produtiva e sustentável, apresentando baixas taxas de mortalidade em todas as fases de produção.

Na oportunidade, Lopes também apresentou os dados do TN Duroc, lançado no Brasil em 2023, e que já está disponível para o mercado paraguaio. São machos altamente competitivos, que entregam excelente conversão alimentar, qualidade de carne e robustez.

Fonte: Attuale Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Alta de insumos, frete e diesel com guerra aperta margem e preocupa safra 2026/27

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Isan Rezende

“O produtor rural brasileiro define agora, entre maio e agosto, o custo da safra 2026/27 — cujo plantio começa a partir de setembro no Centro-Oeste — com uma conta mais pesada e fora do seu controle. A ureia subiu mais de US$ 50 por tonelada, o diesel segue pressionado e o frete internacional acumula altas de até 20%. Isso aumenta o custo por hectare e exige mais dinheiro para plantar”. A avaliação é de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA), ao analisar os efeitos da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã sobre o agronegócio brasileiro.

Segundo ele, o encarecimento não começou agora, mas se intensificou nas últimas semanas e pesa diretamente nas decisões do produtor. Em lavouras de soja e milho, o aumento dos insumos pode elevar o custo total entre 8% e 15%, dependendo do nível de investimento. “O produtor já vinha apertado. Agora, o custo sobe de novo e o preço de venda continua incerto”, afirma.

O avanço dos custos está ligado à tensão no Oriente Médio. O fechamento do Estreito de Ormuz levou o petróleo a superar US$ 111 o barril, mantendo o diesel em alta. Ao mesmo tempo, fertilizantes nitrogenados, que o Brasil importa em grande volume, ficaram mais caros e instáveis.

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Além do custo, há risco de perda de mercado. “O Irã comprou cerca de 9 milhões de toneladas de milho brasileiro em 2025. Se esse volume diminui, sobra produto aqui dentro e o preço cai”, diz Rezende.

Na logística, o impacto já aparece nos números. O frete marítimo para a Ásia subiu entre 10% e 20%, com aumento do seguro e cobrança de prêmio de risco. Na prática, isso reduz o valor pago ao produtor. “Quando o custo de levar o produto sobe, alguém paga essa conta — e parte dela volta para quem está produzindo”, afirma.

O efeito mais forte deve aparecer nos próximos meses, quando o produtor for comprar fertilizantes e fechar custos da nova safra. Se os preços continuarem elevados, será necessário mais capital para plantar a mesma área.

Para Rezende, há medidas que podem reduzir esse impacto. “O governo pode ampliar o crédito rural com juros menores, reforçar o seguro rural e alongar dívidas em regiões mais pressionadas. Um aumento de alguns bilhões na equalização de juros já ajudaria a reduzir o custo financeiro da safra”, afirma.

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Ele também aponta que o Brasil começa a dar passos para diminuir a dependência externa de insumos, mas ainda de forma insuficiente. “A retomada da produção de nitrogenados com a reativação da unidade de Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Araucária, no Paraná, ajuda, mas ainda não resolve o problema. O país continua dependente do mercado internacional, especialmente do Oriente Médio. Sem ampliar essa capacidade e melhorar a logística, o produtor segue exposto a choques externos”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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