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Reviravolta nos preços do trigo: Análise detalhada pela Consultoria Agro do Itaú BBA

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A última edição do Agro Mensal, pela Consultoria Agro do Itaú BBA, destaca que o mercado global de trigo enfrentou reviravoltas significativas, impulsionadas pela surpreendente safra argentina e uma série de fatores internacionais.

Destaques

A expectativa de uma safra global maior, somada à oferta argentina além do estimado, resultou em uma diminuição da sustentação dos preços internacionais do trigo.

No Brasil, a baixa atividade de negociação interna e a convergência dos preços às cotações internacionais seguiram as perdas externas.

Os preços médios no Paraná, segundo o Cepea, apresentaram queda de 0,83% na última semana de janeiro, encerrando em R$ 1.248 por tonelada. No Rio Grande do Sul, a redução foi mais expressiva, com queda de 3,6%, refletindo a qualidade inferior do produto encontrado pelos compradores.

A CONAB atualizou o balanço de trigo no Brasil, indicando um ligeiro alívio devido ao aumento das importações. No entanto, a diminuição da oferta nacional, somada à menor disponibilidade de trigo de qualidade, impulsionará as importações, com previsão de 6,2 milhões de toneladas, um aumento de 3,3% em relação a dezembro e 37,4% a mais que o ano anterior.

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A Argentina surpreendeu o mercado com uma produção de trigo totalizando 15,1 milhões de toneladas, um aumento de 22,1% em relação à última safra. Isso contrariou as expectativas, que esperavam números semelhantes à safra anterior, considerando as condições climáticas adversas.

Perspectivas Futuras e Análise do Mercado Internacional

O aumento da oferta global, liderado por Rússia e Ucrânia, contribuiu para uma maior disponibilidade de trigo, contrariando as projeções de dezembro. A queda nos estoques finais da temporada 2023/24 foi menos acentuada do que previsto, somando 260 milhões de toneladas.

A saída das posições compradas pelos fundos especulativos em Chicago contribuiu para uma queda significativa de 5,5% nas cotações do trigo na bolsa americana nos últimos 30 dias.

A atenção futura recai sobre os importadores, especialmente os moinhos, que enfrentam a possibilidade de oportunidades no mercado argentino devido aos impactos do conflito no Mar Vermelho e Negro.

A paridade de importação pode dar alguma sustentação aos preços na entressafra para os produtores, mas as correções positivas serão limitadas devido ao cenário de preços internacionais deprimidos e à baixa procura que reduz as exportações.

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A análise aprofundada da Consultoria Agro do Itaú BBA oferece uma visão abrangente das dinâmicas atuais e futuras do mercado de trigo, destacando a complexidade das influências nacionais e internacionais sobre os preços do cereal.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil deve bater recorde na produção de etanol em 2026/27, projeta DATAGRO

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O Brasil caminha para uma safra histórica no setor sucroenergético. A DATAGRO projetou produção recorde de etanol na temporada 2026/27, impulsionada pela maior oferta de cana-de-açúcar e pelo crescimento global da demanda por biocombustíveis.

As novas estimativas foram apresentadas nesta terça-feira (13), em Nova York, durante a 19ª edição da CITI ISO DATAGRO New York Sugar and Ethanol Conference, realizada na tradicional Sugar Week.

Segundo os dados divulgados por Plinio Nastari, o Centro-Sul do Brasil deverá processar 642,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2026/27. A estimativa inclui produção de 40,98 milhões de toneladas de açúcar e 38,61 bilhões de litros de etanol produzido a partir da cana e do milho.

Produção nacional de etanol pode superar 41 bilhões de litros

Considerando também a produção do Nordeste, a DATAGRO estima que o Brasil deverá alcançar moagem total de 698 milhões de toneladas de cana na safra 2026/27.

A projeção nacional aponta para produção de 44,2 milhões de toneladas de açúcar e 41,4 bilhões de litros de etanol, consolidando o país como um dos principais fornecedores globais de energia renovável.

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O avanço da produção ocorre em um cenário de maior direcionamento das usinas para o etanol, principalmente nos primeiros meses da safra atual, movimento favorecido pela demanda crescente por combustíveis renováveis no mercado internacional.

Mercado global de açúcar deve voltar ao déficit em 2026/27

Além das projeções para o Brasil, a DATAGRO também atualizou suas estimativas para o mercado mundial de açúcar.

A consultoria prevê que o ciclo 2025/26 deverá encerrar com pequeno superávit global de 0,57 milhão de toneladas em valor bruto. Já para 2026/27, a expectativa é de déficit de 3,17 milhões de toneladas.

Entre os fatores que sustentam esse cenário estão os possíveis impactos climáticos do fenômeno El Niño sobre importantes produtores asiáticos, como Índia e Indonésia, além da redução de área cultivada na Europa e na Tailândia.

Biocombustíveis ampliam espaço nos setores marítimo e aéreo

A DATAGRO destacou ainda que o aumento das tensões geopolíticas e a busca global por alternativas energéticas renováveis vêm fortalecendo o mercado de biocombustíveis.

Segundo Plinio Nastari, novos mercados vêm surgindo especialmente nos setores marítimo e aéreo, ampliando o potencial de consumo de etanol, biodiesel e metanol verde nos próximos anos.

“O uso de biocombustíveis como substitutos do combustível marítimo pode gerar aumento de demanda entre 0,4 milhão e 1,8 milhão de toneladas por ano até 2029”, afirmou.

As projeções indicam ainda que a demanda global por biocombustíveis voltados ao transporte marítimo poderá alcançar até 72 milhões de toneladas até 2050, reforçando o protagonismo do Brasil no fornecimento de energia limpa e renovável.

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Etanol ganha protagonismo estratégico na transição energética

O cenário projetado pela DATAGRO reforça a crescente importância do etanol brasileiro dentro da agenda global de descarbonização.

Com ampla disponibilidade de matéria-prima, elevada eficiência produtiva e capacidade de expansão sustentável, o Brasil segue consolidando sua posição estratégica no mercado internacional de biocombustíveis, especialmente diante do avanço das políticas globais de redução de emissões de carbono.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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