AGRONEGÓCIO

Produção de açúcar no centro-sul pode alcançar 43 milhões de toneladas na safra 2024/25, antecipa Cepea

Publicado em

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea, da Esalq/USP) indica que a produção de açúcar na região Centro-Sul do Brasil, na safra 2024/25 prevista para iniciar em abril deste ano, pode atingir um novo recorde, ultrapassando o ciclo atual (2023/24). As projeções do setor apontam para mais de 43 milhões de toneladas, com uma moagem de cana-de-açúcar estimada entre 625 e 640 milhões de toneladas.

Mesmo com uma possível redução de 3% na produção de cana-de-açúcar, a expectativa é de que o aumento expressivo na produção de açúcar na próxima temporada seja impulsionado pelo aumento do mix de produção de açúcar. O Cepea destaca que mais de 50% da cana pode ser destinada à produção de açúcar.

O mix mais voltado para o açúcar já tem sido observado na safra atual (2023/24) no Centro-Sul do país. Os preços mais baixos do petróleo no cenário internacional e a volatilidade nas cotações do real podem impactar a competitividade do etanol em relação à gasolina, favorecendo o aumento na produção de açúcar pelas usinas.

Leia Também:  Safra 2024/25: Usinas de Alagoas projetam moagem de 20,8 milhões de toneladas de cana

Em 2023, os preços do açúcar no estado de São Paulo foram 100% superiores aos do etanol, conforme destacado pelo Cepea. Os agentes do setor aguardam sinais do governo, como o aumento da mistura de etanol anidro na gasolina, para impulsionar a demanda e garantir a continuidade das atividades.

O Cepea também observa que os preços internacionais do açúcar podem não manter os níveis elevados observados em 2023, especialmente com o início da nova safra no Brasil em abril de 2024. No entanto, a Índia, preocupada com a oferta interna e focada em eleições em maio de 2024, pode influenciar os preços internacionais. O Brasil permanece como um player-chave no equilíbrio global entre oferta e demanda.

A dificuldade climática na Índia e a queda na produção de açúcar na Tailândia, segundo maior exportador, também impactam as bolsas de adoçantes. A Organização Internacional do Açúcar (ISO) prevê um déficit de 330 mil toneladas na produção mundial de açúcar, com uma produção de 179,88 milhões de toneladas e um consumo estimado em 180,22 milhões de toneladas.

Leia Também:  Curso Online e Gratuito Orienta Produtores Rurais sobre Produção Integrada

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

Published

on

Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

Leia Também:  Vítima que desapareceu em rodoviária é localizada pela Polícia Civil no centro de Cuiabá

No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

Leia Também:  Operações de limpeza na Estrutural recolhem mais de 80 toneladas de lixo

A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA