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Varejo alimentar fecha 2023 com faturamento 6,6% maior e inflação de 5,1%

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Marcado como o principal mês do varejo alimentar, dezembro de 2023 fez bonito, o setor testemunhou um crescimento sólido, destacando-se pelo aumento de +2,0% nas vendas unitárias em comparação ao mês no ano anterior. Este incremento contribuiu significativamente para a expansão do faturamento, que registrou uma elevação de +4,4%. O aumento dos preços em +2,3% exerceu um impacto positivo adicional sobre o faturamento do setor. No contexto anual, o desempenho do varejo alimentar em 2023 revelou um faturamento 6,6% superior a 2023, impulsionado pela média de inflação de +5,1% nos produtos e um aumento de +1,5% nas vendas unitárias. Ao analisar os canais de venda, o atacarejo superou os supermercados no ano, com crescimento de +7,8% do faturamento contra +6,5%, tanto no acumulado do ano quanto em dezembro. No quesito preço, o desempenho do atacarejo regional também foi melhor, com um incremento de +3,5%, enquanto os supermercados registraram +5,2%.

Quanto ao desempenho mensal, a cesta de bebidas foi o grande destaque de dezembro de 2023, com um aumento expressivo de +12,7% no faturamento em relação ao mesmo período do ano anterior, impulsionada pelas festas de fim de ano e pelas altas temperaturas. Enquanto isso, a Mercearia Básica continuou a apresentar retração, com uma queda de -4,3% no faturamento e -2,8% nas unidades vendidas em dezembro de 2023, devido à retração de preços de -1,6%.

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Ao analisar o desempenho regional durante o mês de dezembro, o estado de São Paulo e a região Norte se destacaram com os maiores crescimentos no faturamento, registrando +5,1% e +6,1%, respectivamente, em comparação a dezembro de 2022. Por outro lado, as regiões Nordeste e Leste (MG, ES, RJ) ficaram abaixo da média nacional, apresentando crescimentos de 2,8% e 3,8%.

Entre os itens que mais contribuíram para a retração no faturamento da cesta de Mercearia Básica em dezembro de 2023 foram óleo (-27,1%), café (-13,4%) e leite UHT (-10%). Por outro lado, na cesta de Bebidas, as categorias que impulsionaram positivamente foram cerveja (9,7%), refrigerante (15,7%) e suco (+19%). Tanto supermercados quanto atacarejos regionais registraram crescimento nas vendas unitárias, impactando positivamente o faturamento de ambos os canais no mês de dezembro.

Para Priscila Ariani, diretora de marketing da Scanntech, o ano marcado pelo crescimento do setor de bebidas, foi alavancado pelas altas temperaturas – segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), 2023 é o mais quente da história do planeta. A executiva ainda aponta o crescimento como consequência dos muitos feriados e também pelas festas de fim de ano. “Neste último semestre, tivemos meses em que o crescimento do faturamento das bebidas chegou a passar a marca de 20% e foi seguido por meses com 12% de taxa”, destaca.

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Fonte: Loures

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção avança no Maranhão e Piauí e reforça expansão agrícola do Matopiba

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A produção de grãos continua ganhando espaço no Matopiba. Maranhão e Piauí acrescentaram cerca de 43 mil hectares ao cultivo de soja na safra 2025/26 e já somam aproximadamente 2,72 milhões de hectares plantados com a oleaginosa. O avanço ocorre junto com o crescimento do milho de primeira safra, cuja área aumentou perto de 23% nos dois Estados.

Os dados são da terceira edição da série Mapas Agro, levantamento da Serasa Experian que compara as safras 2024/25 e 2025/26. Os números mostram que a expansão agrícola permanece concentrada em importantes polos de produção do Matopiba, região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

O Piauí apresentou o maior crescimento da soja entre os Estados analisados. A área chegou a aproximadamente 1,1 milhão de hectares, 32 mil hectares a mais que no ciclo anterior.

O avanço fica ainda mais evidente quando observado em um período maior. Desde 2020/21, o cultivo de soja no Piauí cresceu 40,2%, com a incorporação de aproximadamente 320 mil hectares. Santa Filomena e Currais lideraram a expansão mais recente, com acréscimos de 8,6 mil e 8,3 mil hectares, respectivamente.

No Maranhão, a soja ocupa cerca de 1,62 milhão de hectares, aumento de aproximadamente 11 mil hectares em uma safra. Em seis ciclos, porém, a expansão acumulada chega a 51,2%, equivalente a cerca de 550 mil novos hectares. Mirador apresentou o maior avanço municipal na temporada, com aproximadamente 5,9 mil hectares adicionais.

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Somada à Bahia, onde levantamento anterior identificou 2,27 milhões de hectares, a soja cultivada nos três Estados se aproxima de 5 milhões de hectares. Os números reforçam o peso crescente do Nordeste na produção brasileira da oleaginosa.

O milho também acompanha esse movimento. Maranhão e Piauí alcançaram juntos 322.842 hectares de milho de primeira safra em 2025/26, crescimento próximo de 23% em relação ao ciclo anterior. O Piauí responde por 166.243 hectares e o Maranhão, por 156.599 hectares.

Municípios como Uruçuí e Baixa Grande do Ribeiro, no Piauí, e Balsas e Bom Jesus das Selvas, no Maranhão, aparecem entre as áreas de expansão do cereal.

O crescimento ganha importância diante dos investimentos na cadeia de etanol de milho na região. A instalação e expansão de unidades industriais tende a criar demanda mais próxima das áreas produtoras, ampliar as alternativas de comercialização do cereal e estimular investimentos em armazenagem, transporte e outros serviços ligados à produção.

O levantamento também mostra que a expansão não ocorre de maneira uniforme no País. Acre e Amazonas, que possuem participação ainda pequena no cultivo nacional, reduziram conjuntamente a área de soja em cerca de 4 mil hectares, para aproximadamente 28 mil hectares. Mesmo assim, a área cultivada nos dois Estados ainda acumula crescimento de 232,6% desde 2020/21.

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Além de medir a evolução das lavouras, o Mapas Agro cruza informações produtivas com indicadores territoriais e socioambientais. A presença de soja em imóveis com registros de desmatamento identificados pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), também integra a análise.

O registro, por si só, não caracteriza desmatamento ilegal. A regularidade depende das condições e autorizações previstas na legislação ambiental, e a documentação é exigida nas operações sujeitas às regras do Manual de Crédito Rural.

Para o produtor, a consolidação de novas áreas de grãos tem efeitos que ultrapassam a porteira. O aumento da produção tende a elevar a demanda por armazenagem, transporte, insumos, crédito e seguro rural e, ao mesmo tempo, pode favorecer a chegada de indústrias consumidoras de soja e milho.

Os números de Maranhão e Piauí mostram, sobretudo, que o Matopiba continua ampliando sua participação no mapa agrícola brasileiro, com novos polos produtivos e maior diversificação das oportunidades de comercialização de grãos.

Fonte: Pensar Agro

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