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Alltech divulga resultados da primeira pesquisa global de percepções sobre sustentabilidade no setor agroalimentar

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A Alltech realizou uma pesquisa global em todo o setor para reunir pontos de vista sobre as questões mais importantes para a cadeia agroalimentar e seus participantes. Em colaboração com a Opinions, uma agência de pesquisa independente com sede na Irlanda, a Alltech coletou ideias por meio de 26 entrevistas com líderes setoriais e de uma pesquisa abrangente com participação de mais de 2.500 membros da indústria agroalimentar. Este esforço representou uma oportunidade para quantificar atitudes e percepções sobre sustentabilidade e identificar ações tangíveis para construir um futuro mais sustentável.

“Nosso objetivo era ouvir as vozes da nossa indústria e do seu público estratégico e desenvolver um programa de insights robusto e voltado para o futuro que fosse relevante, ambicioso e genuinamente impactante”, disse Tara McCarthy, vice-presidente global de governança ambiental, social e corporativa (ESG) da Alltech. “Nossa indústria está passando por uma disrupção sem precedentes, mas continua confiante e comprometida em evoluir em direção a um sistema alimentar mais sustentável. A chave para o sucesso será o desenvolvimento de soluções inovadoras, mas ainda mais importante é a capacidade da indústria de trabalhar em conjunto em toda a cadeia agroalimentar.”

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As perguntas da pesquisa foram focadas em cinco áreas: desafios e oportunidades; direcionadores e prioridades; atitudes frente à mudança; apoio e orientação; e quem os entrevistados acreditam que vai pagar pela sustentabilidade. As principais conclusões da pesquisa incluem:

  • Vivemos num mundo de prioridades variáveis e, dependendo da localização geográfica, bastante divergentes. A indústria agroalimentar enfrenta uma série de crises e, na sua maioria, os entrevistados reconheceram a gravidade desses desafios e a fragilidade do nosso sistema alimentar. No entanto, há um forte nível de otimismo e positividade, já que 85% dos entrevistados concordam que o sistema alimentar está à altura dos desafios.
  • Quase três em cada quatro entrevistados relataram sentir que muito mais orientação é necessária para apoiar suas melhorias na sustentabilidade ambiental. A necessidade de orientação é expressa mais fortemente na última extremidade da cadeia agroalimentar (por exemplo, varejistas, operadores de serviços de alimentação e fabricantes).
  • A maioria dos entrevistados concorda que a regulamentação está pressionando todas as áreas da cadeia de suprimentos. Os entrevistados foram igualmente realistas sobre a necessidade de apoio aos produtores primários que alimentam as 8 bilhões de pessoas neste planeta: 66% concordam que, até que o produtor seja incentivado financeiramente, as coisas nunca mudarão.
  • Muitos reconhecem que não seremos capazes de resolver os desafios à frente sem ferramentas desenvolvidas através da engenhosidade humana: 92% dos entrevistados acreditam que a tecnologia e a inovação são fundamentais para sistemas alimentares mais sustentáveis.
  • Há um reconhecimento quase universal de que precisamos de colaboração em toda a cadeia agroalimentar. 93% dos entrevistados concordam que todos devemos trabalhar juntos para criar um sistema alimentar melhor para o futuro.
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“Nosso setor está vivendo tempos atípicos, mas as oportunidades de impacto positivo são ainda mais sem precedentes”, afirmou o Dr. Mark Lyons, presidente e CEO da Alltech. “Imagine o que é possível quando todos trabalhamos em direção aos objetivos compartilhados de fornecer nutrição para todos, revitalizar as economias locais e proteger os recursos naturais do planeta.”

Para obter mais informações e resultados da pesquisa, visite https://www.alltech.com/sustainability-insights-report.

Fonte: Centro de Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil é peça-chave do supermercado global agrícola e reforça liderança no comércio mundial de alimentos

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O Brasil consolidou sua posição como uma das maiores potências agropecuárias do planeta, mas a tradicional definição de “celeiro do mundo” pode não representar com precisão o papel desempenhado pelo país na segurança alimentar global. A avaliação é do professor de Agronegócio Global do Insper, Marcos S. Jank, que defende uma interpretação mais alinhada à dinâmica atual do comércio internacional de alimentos.

Segundo o especialista, embora o Brasil seja um dos principais produtores e exportadores agrícolas do mundo, o conceito de “supermercado global” descreve de forma mais adequada sua participação nas cadeias agroalimentares internacionais.

Brasil responde por 6% da produção agropecuária mundial

Os números mostram que o Brasil é responsável por aproximadamente 6% da produção agropecuária global em termos de volume calórico. O país ocupa posição de destaque, mas permanece atrás de grandes produtores como China, que responde por 16% da produção mundial, Estados Unidos, com 11%, e Índia, com 9%.

No comércio internacional, entretanto, o protagonismo brasileiro é ainda mais evidente. Em 2025, as exportações do agronegócio brasileiro alcançaram cerca de US$ 170 bilhões, representando aproximadamente 9% de todo o comércio agrícola global. O desempenho coloca o Brasil como o segundo maior exportador agropecuário do mundo e líder em diversas cadeias de commodities agrícolas.

Segurança alimentar reduz dependência entre países

De acordo com Jank, a ideia de um único país abastecendo o planeta não corresponde à realidade atual. A segurança alimentar é uma prioridade estratégica para as nações, que buscam manter elevada capacidade de produção interna para reduzir dependências externas.

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Atualmente, apenas 22% da produção agropecuária mundial é destinada ao comércio internacional. Os outros 78% permanecem nos países produtores para atender ao consumo doméstico.

No caso brasileiro, aproximadamente 60% da produção agrícola permanece no mercado interno, enquanto cerca de 40% é direcionada às exportações, considerando a produção convertida em equivalente calórico.

Esse cenário demonstra que a maior parte dos alimentos produzidos globalmente é consumida dentro das próprias fronteiras nacionais, reforçando a importância da autossuficiência alimentar.

Brasil complementa déficits globais de oferta

A China ilustra bem essa dinâmica. Apesar de ser o maior produtor, consumidor e importador de alimentos do mundo, o país importa cerca de 15% do que consome. A principal exceção é a soja, cuja dependência externa supera 80%.

Nesse contexto, o Brasil desempenha papel fundamental ao fornecer produtos agrícolas capazes de suprir desequilíbrios entre oferta e demanda em diferentes regiões do planeta. O país se destaca como fornecedor confiável de commodities em diversas cadeias agroindustriais, incluindo soja, milho, carnes, açúcar, café, algodão e celulose.

A combinação de escala produtiva, disponibilidade de recursos naturais e tecnologia tem permitido ao agronegócio brasileiro ampliar sua relevância estratégica nos mercados internacionais.

Presença brasileira está nos alimentos consumidos em mais de 190 países

Embora os consumidores estrangeiros raramente encontrem marcas brasileiras nas prateleiras dos supermercados, a participação do Brasil na alimentação mundial é muito maior do que aparenta.

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Mais de 190 países importam commodities produzidas no Brasil. Esses produtos são processados por indústrias locais e transformados em milhares de alimentos, bebidas e itens de consumo final comercializados em supermercados, restaurantes, hotéis, cafeterias, açougues e serviços de alimentação.

Na prática, ingredientes e matérias-primas brasileiras estão presentes em inúmeros produtos consumidos diariamente ao redor do mundo, mesmo quando sua origem não é identificada pelo consumidor final.

Brasil fortalece posição como pilar do abastecimento global

A análise reforça que o papel do Brasil transcende a imagem tradicional de fornecedor de matérias-primas agrícolas. O país ocupa posição central nas cadeias globais de abastecimento e contribui diretamente para a segurança alimentar de dezenas de mercados internacionais.

Diante desse cenário, especialistas avaliam que o Brasil se aproxima mais da definição de um dos principais pilares do “supermercado global” de alimentos do que da ideia de “celeiro do mundo”, uma vez que a produção destinada ao consumo interno continua sendo prioridade para a maioria das nações.

Com crescimento contínuo da produtividade, ampliação dos mercados compradores e fortalecimento da competitividade internacional, o agronegócio brasileiro segue consolidando sua influência no abastecimento alimentar mundial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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