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Com foco no mercado internacional, Região do Cerrado Mineiro realiza primeiro Leilão Virtual de Café

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O café produzido pela Região do Cerrado Mineiro (RCM) é o primeiro de Denominação de Origem no Brasil e está presente em todos os continentes. Com o objetivo de internacionalizar ainda mais a marca e conectá-la direto ao consumidor final no mercado de café do mundo todo, a Federação dos Cafeicultores do Cerrado realizará uma iniciativa inédita, o Leilão Virtual Prêmio Região do Cerrado Mineiro.

Será uma semana de pregão online, entre os dias 29 de janeiro e 2 de fevereiro, com a comercialização de 11 lotes de café, que são parte complementar dos lotes do Leilão Café Solidário, realizado em novembro, durante o 11º Prêmio da RCM, em Uberlândia, Minas Gerais.

Ao todo, serão disponibilizadas 29 sacas de café das categorias: Café Natural (17 sacas de 60 kg), Café Cereja Descascado (09 sacas de 60 kg) e Café Fermentação Induzida (03 sacas de 60 kg).

O evento será realizado através da plataforma virtual M-Cultivo e vai dar a oportunidade a torrefadores e cafeterias que são referência no mercado global do café experimentarem a diversidade dos sabores produzidos pela RCM.

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A cooperativa Expocacer irá atuar como canal exportador dos lotes e a estratégia comercial irá envolver também outros canais exportadores e importadores credenciados a Federação dos Cafeicultores do Cerrado.

Segundo o diretor executivo da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Juliano Tarabal, o projeto já vem sendo estudado há alguns anos e tem o objetivo de ampliar a internacionalização da marca e do café do Cerrado Mineiro. A meta é atingir cerca de 50 compradores internacionais com o leilão virtual. “Estamos dando este passo, através do leilão via plataforma digital, que amplia nossas conexões, levando toda história dos produtores do Cerrado Mineiro para diferentes mercados. Nesta edição daremos foco nos Estados Unidos, Europa e Oriente Médio”, explica.

Recordes no Leilão Presencial

A 11ª edição do Prêmio Região do Cerrado Mineiro realizada em novembro do ano passado foi marcada por alguns recordes, entre eles, o de 500 amostras de café inscritas no evento.

Um dos pontos altos do prêmio foi o Leilão Café Solidário, que também bateu recorde de vendas, ao serem comercializados R$ 240 mil. Outro destaque foi o arremate da saca de café mais valorizada do ano, por R$ 68 mil.

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Fonte: Serifa Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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Tecnologia no campo permite ao produtor reduzir impactos do clima e aumentar a previsibilidade da produção agrícola

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A agricultura brasileira vive um cenário de contrastes. Ao mesmo tempo em que registra recordes de produção e reforça sua importância econômica, o setor enfrenta desafios crescentes relacionados à irregularidade climática, custos elevados e à necessidade constante de ganho de produtividade.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o país atingiu uma safra histórica de 346,1 milhões de toneladas em 2025. No entanto, as projeções para 2026 indicam leve retração, influenciada principalmente por condições climáticas adversas e margens mais pressionadas no campo. O contexto reforça uma mudança estrutural no setor: o aumento da produção depende cada vez mais de eficiência, e não apenas de expansão de área.

Produção agrícola no Espírito Santo e Minas Gerais enfrenta desafios climáticos

Esse movimento já é perceptível em polos produtivos estratégicos do país. Na Região Serrana do Espírito Santo, culturas como hortifrúti e gengibre ganham relevância econômica, mas enfrentam desafios ligados à retenção de água no solo e à manutenção do vigor das plantas em períodos de estresse hídrico.

O gengibre, inclusive, se destaca como uma das culturas relevantes da agricultura capixaba, integrando uma cadeia produtiva em expansão no estado.

Já no Alto Paranaíba, em Minas Gerais, a cafeicultura segue como principal atividade. A produção nacional de café deve alcançar cerca de 66,2 milhões de sacas em 2026, um crescimento de 17,1%, impulsionado por condições climáticas mais favoráveis e pela adoção de tecnologias no campo. Ainda assim, o desempenho da cultura permanece altamente dependente da regularidade das chuvas e de um manejo eficiente ao longo do ciclo produtivo.

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Tecnologias agrícolas ampliam eficiência no uso da água e no desenvolvimento das plantas

Diante desse cenário, tecnologias voltadas à gestão hídrica e ao desenvolvimento fisiológico das plantas têm ganhado espaço no campo. Soluções como géis agrícolas e compostos naturais vêm sendo utilizadas para melhorar a disponibilidade de água no solo, reduzir perdas e aumentar o aproveitamento de insumos.

Na prática, produtos como o HyB Plus atuam na retenção e liberação gradual de água na zona radicular, favorecendo o desenvolvimento inicial das culturas e reduzindo os impactos de períodos de estiagem. Já soluções aplicadas à irrigação, como a linha HB 10, têm como foco aumentar a eficiência da água aplicada, reduzindo perdas por percolação e melhorando sua distribuição no solo.

Além disso, produtos naturais como Hapan e Valko atuam no estímulo fisiológico das plantas, contribuindo para maior equilíbrio e melhor resposta produtiva ao longo do ciclo.

Tecnologia deixa de ser diferencial e passa a ser estratégia de produção

Segundo o gerente comercial da Hydroplan-EB, Francisco Carvalho, empresa referência na aplicação de gel na agricultura e no uso de produtos de origem natural, como óleos essenciais e fertilizantes especiais, o avanço dessas tecnologias reflete uma mudança na forma como o produtor rural gerencia a lavoura.

“O produtor rural hoje precisa produzir mais com menos margem para erro. A tecnologia deixou de ser um diferencial e passou a ser parte da estratégia. Quando falamos de água e desenvolvimento de planta, estamos falando diretamente de produtividade e previsibilidade de resultado”, afirma.

Agricultura mais técnica busca estabilidade e eficiência produtiva

No campo, essa transformação já é perceptível. O foco do produtor deixa de estar apenas no volume produzido e passa a incluir fatores como estabilidade de resultados, qualidade da produção e melhor uso dos recursos disponíveis.

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Em um ambiente cada vez mais técnico e exigente, a capacidade de adaptar o manejo às condições climáticas e do solo pode ser determinante não apenas para o aumento da produtividade, mas também para a viabilidade econômica da atividade.

A tendência indica que essa mudança não é pontual, mas estrutural, consolidando um novo modelo de gestão agrícola baseado em eficiência e previsibilidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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