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BRF atinge lucro recorde de R$ 1,1 bilhão no terceiro trimestre

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A BRF, uma das maiores empresas globais do setor alimentício e proprietária das marcas Sadia, Perdigão, Qualy e Banvit, alcançou resultados históricos no terceiro trimestre de 2024. A companhia registrou receita líquida de R$ 15,5 bilhões, representando um crescimento de 12,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, e acumulou R$ 44 bilhões nos últimos nove meses. Este desempenho reafirma a trajetória de consolidação da empresa como referência no setor.

O lucro líquido alcançou R$ 1,1 bilhão, configurando um recorde para o período. O EBITDA atingiu cerca de R$ 3 bilhões, com margem de 19,1%, também a maior já registrada pela companhia para o terceiro trimestre. A geração de caixa livre somou R$ 1,8 bilhão, permitindo uma redução de 34% na dívida líquida em relação ao 3T23 e alcançando a menor alavancagem da história da empresa (0,71x).

“A BRF apresentou neste trimestre avanços consistentes em todas as frentes operacionais, com desempenho sólido de vendas em todos os mercados. O crescimento foi impulsionado pela eficiência operacional, pela diversificação de destinos de exportação e pelo aumento na participação de produtos processados. Esses números reforçam que estamos no caminho certo, construindo uma empresa mais forte e sustentável”, afirmou Miguel Gularte, CEO da BRF.

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Resultados por mercado

No mercado brasileiro, a BRF reportou um EBITDA de R$ 1,2 bilhão, com margem de 16,6%, e receita 10,4% superior à do 3T23. Este avanço foi sustentado pelo crescimento das vendas, especialmente de produtos processados, e pela melhoria na execução comercial. A antecipação da campanha de produtos comemorativos também contribuiu para o fortalecimento da liderança da BRF, que detém 40% de participação no segmento de processados no Brasil.

Já no mercado internacional, a empresa registrou um EBITDA recorde de R$ 1,6 bilhão, com margem de 22,2%, e um aumento de 22% na receita em relação ao mesmo período do ano anterior. Este desempenho foi impulsionado pela estratégia de diversificação de mercados, pelo aumento nas vendas de produtos de maior valor agregado e pela recuperação de preços de cortes suínos. Em 2024, a BRF obteve 70 novas habilitações para exportação.

Expansão estratégica e sustentabilidade

Em outubro, a BRF anunciou dois importantes movimentos estratégicos: o investimento em uma das principais produtoras de frango da Arábia Saudita, consolidando sua liderança no Oriente Médio, e a escolha da marca Sadia como carro-chefe para a expansão internacional no segmento de bovinos. A meta é oferecer um portfólio multiproteína robusto para atender às demandas globais.

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A agenda de sustentabilidade também registrou avanços significativos. A BRF obteve novas certificações em bem-estar animal em suas unidades na Turquia e, pelo 15º ano consecutivo, conquistou o Selo Ouro no Programa Brasileiro do GHG Protocol, que reconhece a transparência na divulgação de emissões de gases de efeito estufa.

Distribuição de proventos

Após oito anos, a BRF anunciou a distribuição de juros sobre capital próprio aos acionistas, no montante de R$ 946 milhões. O pagamento será realizado em 5 de dezembro de 2024.

“Estamos consolidando uma cultura de alta performance e engajamento em toda a empresa. Esses resultados demonstram nossa capacidade de resiliência e a preparação para uma nova fase de crescimento”, concluiu Miguel Gularte.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mato Grosso bate recorde histórico no abate de bovinos em 2026 e confirma nova fase da pecuária de corte

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A pecuária de corte de Mato Grosso alcançou um marco histórico em 2026. O estado registrou o maior volume de abate de bovinos já contabilizado para um primeiro semestre, consolidando o bom momento da cadeia produtiva e reforçando sua liderança nacional na produção de carne bovina.

Levantamento divulgado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostra que, entre janeiro e junho, foram abatidas 3,65 milhões de cabeças, crescimento de 3,58% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado reflete o aquecimento das exportações, a elevada demanda por animais terminados e a mudança no ciclo pecuário.

Abates de machos avançam mais de 13% e reforçam transição do ciclo pecuário

O principal destaque do semestre foi o aumento expressivo no abate de machos.

Segundo o Imea, foram abatidos 1,81 milhão de bovinos machos, volume 13,05% superior ao registrado no primeiro semestre do ano passado.

Em contrapartida, os abates de fêmeas somaram 1,85 milhão de cabeças, queda de 4,26% na comparação anual.

Na avaliação do instituto, esse movimento confirma uma mudança no ciclo da pecuária brasileira. A redução da participação das fêmeas nos frigoríficos indica maior retenção de matrizes pelos produtores, estratégia voltada à recomposição dos rebanhos e ao fortalecimento da produção nos próximos anos.

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Ao mesmo tempo, o aumento da oferta de machos terminados atende à forte demanda da indústria frigorífica, especialmente para abastecer o mercado externo.

Exportações para a China aceleram ritmo dos frigoríficos

Outro fator determinante para o recorde foi o comportamento das exportações brasileiras de carne bovina.

De acordo com o Imea, a antecipação dos embarques destinados à China, antes do esgotamento da cota tarifária, intensificou a concorrência entre os frigoríficos pela compra de animais prontos para o abate.

Essa maior disputa sustentou um elevado ritmo de processamento nas indústrias frigoríficas ao longo do semestre, contribuindo diretamente para o recorde histórico alcançado pelo estado.

A demanda internacional segue sendo um dos principais motores da pecuária mato-grossense, reforçando a importância do mercado externo para a formação dos preços do boi gordo.

Oferta mais restrita deve sustentar preços da arroba

Mesmo com o elevado volume de abates registrado no primeiro semestre, o Imea avalia que a menor disponibilidade de animais terminados deverá continuar oferecendo suporte às cotações da arroba ao longo de 2026.

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A expectativa é de que a retenção de fêmeas limite o crescimento da oferta de bovinos para abate, mantendo o mercado relativamente equilibrado entre produção e demanda.

Por outro lado, os analistas não descartam uma acomodação temporária dos preços durante o terceiro trimestre, período em que a tendência é de desaceleração das exportações para a China após a utilização da cota tarifária.

Mato Grosso mantém liderança na pecuária brasileira

O desempenho reforça o protagonismo de Mato Grosso como maior produtor nacional de bovinos e um dos principais fornecedores de carne bovina para o mercado internacional.

Com um rebanho expressivo, elevada capacidade industrial e forte participação nas exportações brasileiras, o estado segue consolidando sua posição estratégica no agronegócio nacional.

O recorde histórico registrado no primeiro semestre evidencia a força da pecuária mato-grossense, que continua sustentada pela eficiência produtiva, pela demanda global e pela competitividade da carne bovina brasileira no comércio internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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