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Estimativa de superávit global de açúcar sobe para 1,6 mi t em 2023/24, diz Czarnikow

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A estimativa de produção mundial foi aumentada em 1,3 milhão de toneladas em relação a dezembro, para 179,7 milhões de toneladas, o segundo maior volume já registrado, disse a Czarnikow em nota. Já a de consumo foi reduzida em 100 mil toneladas, para 178,1 milhões de toneladas.

O aumento da produção se deve principalmente às condições climáticas favoráveis no Centro-Sul do Brasil, que deve produzir 41,5 milhões de toneladas de açúcar nesta temporada, disse a trading. “Além disso, acreditamos que chuvas na segunda metade da temporada na Tailândia poderão aumentar os rendimentos da cana, e adicionamos 500 mil toneladas de açúcar à nossa projeção”, completa.

A estimativa de demanda, de 178,1 milhões de toneladas, representa aumento de 1,1% ante a temporada passada. “Isso significa que o consumo de açúcar está crescendo em linha com a população mundial e que o consumo per capita não está aumentando”, disse a Czarnikow.

Apesar da expectativa de superávit em 2023/24, a trading observou que o mercado de açúcar continua “extremamente frágil”. “O aumento da produção e dos estoques de açúcar ocorre em grande parte no Brasil, onde há restrições logísticas para enviar esse açúcar até onde ele é necessário no mercado mundial”, aponta.

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Fonte: Agência Estado

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Unesp desenvolve nova abordagem para nanoherbicidas mais eficientes e sustentáveis no controle de plantas daninhas

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Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) propuseram uma nova abordagem científica para o desenvolvimento de nanoherbicidas, com foco em maior eficiência agronômica e sustentabilidade ambiental. O estudo, conduzido no âmbito do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável, sugere inverter a lógica tradicional de criação desses insumos, colocando as características das plantas daninhas no centro do processo.

A proposta foi publicada na revista científica Nature Reviews Methods Primers e representa um avanço relevante para o manejo de invasoras que impactam diretamente a produtividade agrícola no Brasil.

Plantas daninhas seguem como desafio no campo

Espécies como caruru, capim-azevém e capim-pé-de-galinha estão entre as principais ameaças às lavouras, podendo reduzir em cerca de 15% a produtividade de grãos, mesmo em áreas com manejo.

Esse cenário tem impulsionado a busca por soluções mais eficientes, como os nanoherbicidas — tecnologia que permite a liberação controlada e direcionada de ingredientes ativos, aumentando a absorção pelas plantas e reduzindo o volume aplicado.

Novo conceito melhora eficiência dos nanoherbicidas

Atualmente, o desenvolvimento de nanoherbicidas é baseado principalmente nas propriedades dos materiais utilizados. A nova proposta da Unesp, chamada de Plant-informed nanodesign (PIND), muda esse paradigma ao priorizar as características biológicas das plantas-alvo.

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Na prática, isso significa desenvolver nanopartículas específicas para cada espécie daninha, aumentando a eficácia do controle e reduzindo perdas.

Caracterização detalhada das plantas orienta tecnologia

Para viabilizar essa abordagem, os pesquisadores realizam análises aprofundadas das plantas invasoras, considerando fatores como:

  • Espessura e tamanho das folhas
  • Quantidade de estômatos
  • Espessura da cutícula
  • Presença de tricomas
  • Rugosidade da superfície foliar

Essas informações permitem projetar nanopartículas mais aderentes e eficientes na absorção dos herbicidas.

Tecnologia alia produtividade e sustentabilidade

As análises utilizam técnicas avançadas, como microscopia confocal e microscopia eletrônica de varredura, que permitem observar estruturas microscópicas com alta precisão.

O objetivo é desenvolver soluções que aumentem a eficiência do controle de plantas daninhas, reduzam o uso de insumos químicos e minimizem impactos ambientais — uma demanda crescente no agronegócio brasileiro.

Inovação fortalece agricultura de precisão

A nova metodologia reforça o papel da nanotecnologia na agricultura de precisão e na transição para sistemas produtivos mais sustentáveis. Ao alinhar ciência, inovação e eficiência no campo, a proposta da Unesp abre caminho para uma nova geração de defensivos agrícolas mais inteligentes e adaptados às condições reais das lavouras.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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