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Compras de Fertilizantes Mantêm Ritmo Lento, Afirma Consultoria

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O mercado doméstico de fertilizantes continua a apresentar uma dinâmica de compras lenta, embora haja um aumento na procura por determinados produtos. Essa análise foi divulgada pela consultoria Argus em seu relatório mais recente.

De acordo com a Argus, a demanda por fosfatados tem crescido, especialmente após os agricultores aproveitarem uma relação de troca favorável para adquirir cloreto de potássio no início do ano. Neste momento, é fundamental garantir volumes de fosfatados, com destaque para o fosfato monoamônio (MAP), que é o principal fertilizante utilizado no cultivo da soja.

No entanto, as importações de MAP caíram 36% entre janeiro e abril, totalizando cerca de um milhão de toneladas. Essa redução contribui para uma tendência de alta nos preços dos fosfatados no mercado interno, que também é agravada pela baixa disponibilidade de fertilizantes para pronta entrega. Por exemplo, o superfosfato triplo (TSP) apresenta uma oferta limitada, com previsão de disponibilidade apenas a partir de agosto.

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Situação dos Fretes

No que se refere aos fretes de fertilizantes, os preços estão em queda. Isso se deve ao período de entressafra e à baixa liquidez no mercado, resultando em um fluxo reduzido de cargas nos principais portos do país. Segundo a Argus, a chegada do milho aos portos pode oferecer condições de frete mais favoráveis, estimulando a contratação de transporte de nutrientes. No entanto, a demanda por fretes de fertilizantes ainda é considerada baixa.

Cenário dos Grãos

A colheita da soja na safra 2023/24 foi finalizada na semana de 16 de junho, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Por outro lado, a segunda safra de milho 2023/24 está avançando rapidamente. Contudo, a procura por fretes de grãos em Mato Grosso tem oscilado, impactada pelo andamento da colheita de milho e pelos preços internacionais considerados baixos.

A consultoria prevê que a demanda por fretes aumentará com o progresso da colheita de milho, especialmente porque essa safra não só atende o mercado internacional, mas também é crucial para as usinas de etanol e o setor de proteína animal, em especial para os granjeiros do Sul do Brasil. Essa situação deve intensificar a concorrência entre os caminhões para realizar os serviços de frete de grãos.

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A demanda por fretes varia conforme cada corredor de exportação, influenciada pelo avanço das colheitas em diferentes regiões do estado, que possuem rotas de escoamento mais vantajosas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado externo absorve mais 6,3 milhões de toneladas de soja brasileira

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Os compradores internacionais absorveram 6,3 milhões de toneladas de soja brasileira a mais entre janeiro e setembro deste ano do que no mesmo período de 2025. Segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), os embarques passaram de 95,1 milhões para 101,4 milhões de toneladas, avanço de 6,6%. O resultado mantém a perspectiva de exportar 114 milhões de toneladas até dezembro.

A expansão das vendas encontra reforço nos produtos do processamento da oleaginosa. A programação portuária para outubro prevê o embarque de 2,09 milhões de toneladas de farelo de soja, utilizado na alimentação animal, volume 20,9% superior ao registrado um ano antes. Com essas cargas, o acumulado de janeiro a outubro poderá atingir 21,4 milhões de toneladas, crescimento de 11,9%.

Para a cadeia produtiva, a previsão indica espaço para ampliar as vendas do grão depois de seu processamento pela indústria. Enquanto a soja em grão tem na China seu principal comprador, com 70% dos embarques até setembro, o farelo encontra na Indonésia seu maior destino, responsável por 17% das compras. Países Baixos e Tailândia recebem outros 11% cada.

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Dentro do Brasil, outra revisão favorece as perspectivas de escoamento da produção. A estimativa de consumo de milho em 2026 foi elevada de 95 milhões para 98,2 milhões de toneladas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), conforme os dados apresentados no informativo da Anec. A diferença acrescenta 3,2 milhões de toneladas à demanda anteriormente projetada.

Esse mercado ganha importância para o produtor diante de exportações de milho inferiores às de 2025. Para outubro, estão programadas 5,34 milhões de toneladas, praticamente o mesmo volume de setembro, mas 6,2% abaixo do embarcado em outubro do ano passado. A demanda doméstica mais elevada oferece uma frente adicional para a comercialização do cereal.

A oferta disponível já reflete o encerramento da colheita da segunda safra, que alcançou 99,9% da área. A estimativa de produção total de milho citada no documento é de 144 milhões de toneladas na temporada 2025/26.

Na soja, o ritmo acumulado permite ao país manter crescimento anual mesmo com a redução sazonal das cargas nesta etapa do calendário. Após embarcar 7,11 milhões de toneladas em setembro, o Brasil tem 6,18 milhões programadas para outubro. Se realizadas, essas operações levarão o total do ano a 107,58 milhões de toneladas, cerca de 6% acima do resultado dos dez primeiros meses de 2025.

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A entrada da safra norte-americana amplia a concorrência, e as compras chinesas para entrega imediata seguem mais cautelosas. Os volumes previstos para outubro ainda dependem da execução do calendário de navios e das condições operacionais dos portos.

A comercialização, porém, começa a abrir espaço para a próxima colheita. Os negócios com soja brasileira para entrega em 2027 ganharam força, apoiados por condições mais favoráveis ao processamento futuro do grão pelos compradores. O movimento amplia as oportunidades de negociação para os produtores que iniciam o novo ciclo de plantio.

Fonte: Pensar Agro

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