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Primeiro café brasileiro eleito o melhor do mundo tem selo do Certifica Minas

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A São Mateus Agropecuária, que conquistou o Best of the Best na 8ª edição do Prêmio Internacional de Café Ernesto Illy, é uma das propriedades certificadas pelo Certifica Minas Café. É a primeira vez que um café brasileiro recebe essa premiação, anunciada em novembro, em Nova York (EUA). Um júri independente de especialistas avaliou os melhores lotes da safra 2022/2023, em uma degustação às cegas de cafés dos nove países finalistas: Brasil, Costa Rica, El Salvador, Etiópia, Guatemala, Honduras, Índia, Nicarágua e Ruanda. E o Guima Café, produzido pela São Mateus, na região do Cerrado mineiro, obteve a melhor pontuação, sendo considerado uma bebida “redonda, saudável e encorpada, com sabores ricos e suaves de um equilíbrio de chocolate, caramelo, açúcar mascavo e amêndoas torradas”. Os lotes participantes do concurso foram primeiro analisados pelos laboratórios de controle de qualidade da illycaffè e, na degustação às cegas, foram classificados em termos de riqueza e complexidade aromática, elegância e equilíbrio dos sabores e intensidades dos aromas.

Andreza Sebaio, extensionista da equipe do Certifica Minas na Emater-MG (empresa estadual de assistência técnica e extensão rural), destaca a importância da certificação para o sucesso do Guima Café: “Eles estão com a gente desde 2016. Apesar de ser uma fazenda com um potencial grande, sempre seguem as orientações da Emater.Tudo que é feito lá passa pela gente. Por exemplo, antes da pré-auditoria, para a certificação, sempre nos consultam, para saber se está tudo conforme as regras do Certifica Minas. É um trabalho de melhoria contínua na produção do café, e o prêmio é o maior reconhecimento”, afirma.

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Atualmente, cerca de 900 propriedades cafeeiras no estado ostentam o selo do programa de certificação do Governo de Minas Gerais. O programa Certifica Minas Café foi desenvolvido pelo Governo estadual para incentivar a adoção de práticas sustentáveis de produção, promover a rastreabilidade do produto, aprimorar a qualidade dos grãos e, consequentemente, melhorar a remuneração dos produtores e ampliar o acesso aos novos mercados, nacionais e internacionais. Para participar, os produtores devem seguir uma série de ações e procedimentos, que vão desde a familiarização com o processo de certificação, passando pela adequação e implementação das normas exigidas, até a manutenção dos certificados, obtida por meio de auditorias anuais.

Sustentabilidade

Busca por materiais genéticos mais resistentes, adoção de práticas de manejo com foco na qualidade e sustentabilidade, além de cuidado artesanal no pós-colheita são pilares na produção de café na São Mateus Agropecuária, nos municípios de Patos de Minas e Varjão de Minas, o que resulta em bebidas de qualidade elevada. Cerca de 70% da produção anual de 35 mil sacas são classificados como cafés especiais. Os 1,3 mil hectares de lavouras estão distribuídos entre planícies e vales, com altitudes médias de 1.030 metros.

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Além do Certifica Minas Café, as fazendas são certificadas ainda pela Utz e Rainforest Alliance, entre outras entidades internacionais. O Guima Café integra o Grupo BMG, um dos maiores conglomerados empresariais privados do Brasil. E, além de membro da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), foi a quarta propriedade no mundo a receber a certificação britânica Regenagri, de cafeicultura regenerativa. “Ser reconhecido como o melhor café do mundo pela illy nos motiva a continuar apostando na qualidade do nosso produto, que divulga mundialmente o valor e o compromisso com uma cafeicultura ambientalmente responsável”, ressalta Vinicius Nogueira, técnico agrícola da São Mateus Agropecuária.

Fonte: Assessoria de Comunicação – Emater-MG

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil

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As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.

Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.

Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural

O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.

Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.

De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.

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Agro sente impacto de forma gradual

Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.

O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.

A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.

Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.

Inflação dos alimentos pode ganhar força

O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.

Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.

Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.

Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.

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Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada

Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.

As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.

Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.

Agronegócio acompanha cenário com atenção

Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.

O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.

Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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