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Dessecação da soja contribui para acelerar e uniformizar o ciclo de crescimento da cultura, promovendo uma colheita mais eficiente e rentável

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A grande capacidade de produção brasileira de soja é algo que impressiona o mundo e é, por isso, que se tornou um país estratégico no fornecimento desse grão fundamental para diversas indústrias e partes do mundo. Estima-se que o Brasil atinja um potencial produtivo de 316,7 milhões de toneladas para a safra 2023/24, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Houve um atraso no plantio causado pelo excesso de chuvas na região Sul e Sudeste e às baixas precipitações no Centro-Oeste. No entanto, mesmo com o avanço da semeadura no início de novembro, as atenções ainda estão voltadas para a evolução das lavouras.

Um aliado crucial para os agricultores e que deverá entrar em cena para fazer toda a diferença será o dessecante na etapa final do ciclo de cultivo da soja, quando os grãos atingem a maturação fisiológica. A dessecação torna-se uma estratégia especialmente interessante em safras marcadas por condições climáticas adversas, o que está ocorrendo na atual safra devido ao fenômeno El Niño.

Um dos destaques nesse segmento de mercado é o DORAI MAX, um lançamento recente da IHARA, empresa dedicada à pesquisa e desenvolvimento de tecnologias agrícolas. Trata-se de um herbicida de contato, recomendado para ser aplicado na pré-colheita para otimizar a secagem da folhagem, acelerar ou uniformizar o ciclo de crescimento da cultura, além de promover uma colheita mais eficiente e rentável.

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Segundo o engenheiro agrônomo e gerente de Marketing Regional da empresa, Roberto Rodrigues, o DORAI MAX apresenta uma tecnologia única que garante mais eficiência na uniformização da maturação na plantação de soja, com a redução de perdas durante a colheita. “Graças ao investimento de mais de R$ 44 milhões no desenvolvimento de novas tecnologias todos os anos é que a IHARA conseguiu potencializar a ação dessa tecnologia, incorporando um novo ingrediente ativo para ter uma ação mais rápida e eficaz em comparação com outros produtos similares disponíveis no mercado para a antecipação da colheita”, explica Rodrigues.

No que diz respeito ao custo-benefício, o DORAI MAX se destaca em diversos aspectos. Além de permitir uma uniformidade de maturação, reduzindo perdas durante a colheita, sua ação também contribui na prevenção do desgaste das máquinas e na otimização do consumo de combustível, sempre mantendo a qualidade dos grãos, aumentando o potencial de armazenamento e auxiliando no controle de plantas daninhas na de soja.

Rodrigues ressalta que o DORAI MAX prepara o terreno para a colheita e o plantio subsequentes, eliminando os resíduos das plantas de soja e, assim, impedindo a propagação de doenças, pragas e plantas daninhas que poderiam prejudicar a próxima semeadura. Além disso, permite antecipar o plantio seguinte, seja de milho ou algodão, proporcionando um planejamento de safra em um momento mais favorável para a nova cultura. “Essa solução da IHARA está disponível para oferecer o melhor cenário para o agricultor, isso significa não trabalhar apenas com a possiblidade de antecipação da colheita, mas a de reduzir a exposição dos grãos ao ataque de pragas e às variações ambientais, tornando possível assim o plantio da segunda safra, dentro de uma janela ideal”, finaliza o engenheiro agrônomo.

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Fonte: Attuale Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

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Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

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No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

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A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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