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Prefeito firma parceria para construir duas “Casa do Autista” na capital

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, firmou um acordo com o senador Wellington Fagundes, a deputada federal Coronel Fernanda e o deputado federal Nelson Barbudo para a destinação de pelo menos R$ 6 milhões em emendas parlamentares para a construção de duas “Casa do Autista” na capital. Cada unidade terá capacidade para atender, em média, 250 crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), contando com uma equipe multiprofissional composta por psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e médicos especializados.

A meta da gestão municipal é entregar quatro dessas estruturas ao longo do mandato, garantindo atendimento adequado a um público que tem crescido na rede municipal de ensino. Segundo o prefeito, há mais de 1.700 crianças com diagnóstico de autismo matriculadas nas escolas da capital, mas o número real pode ser ainda maior devido a casos subnotificados. “Sabemos que há desafios para atender todas as famílias, mas esse é um compromisso da nossa gestão. Com essas unidades, daremos um passo fundamental para oferecer um atendimento digno e especializado”, afirmou Abilio.

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O senador Wellington Fagundes destacou seu compromisso com a causa e garantiu apoio na busca por mais recursos. “Estamos empenhados em viabilizar essas emendas para que as Casas do Autista sejam uma realidade e possam transformar a vida dessas crianças e suas famílias”, afirmou.

A deputada Coronel Fernanda e o ex-deputado Nelson Barbudo também reforçaram a importância do projeto e lembraram o legado da falecida deputada Amália Barros, que se tornou um ícone na luta pela representatividade das pessoas com deficiência. “Amália sempre lutou por políticas públicas para pessoas com deficiência. Essa iniciativa é um passo para honrar sua memória e seguir sua luta”, disse Barbudo.

Com a destinação dos recursos e a construção das unidades, a gestão municipal reforça sua prioridade em garantir inclusão e atendimento especializado para as crianças com TEA em Cuiabá.

#ParaCegoVer

A imagem que ilustra essa matéria é uma foto posada, com secretários municipais, deputados federais, vereadores, senador e prefeito. Eles estão no Salão Nobre do Palácio Alencastro, em pé na frente de uma longa mesa de reunião.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

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Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

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No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

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A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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