AGRONEGÓCIO

Crescimento da agropecuária brasileira e novos programas do Mapa são destaques em painéis da COP 28

Publicado em

As conquistas do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para a produção agropecuária com sustentabilidade ganharam destaques nos painéis do último domingo (10) da 28ª Conferência das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (COP 28), em Dubai.

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Roberto Perosa, participou de três importantes debates direcionados a líderes mundiais e empresariais, instituições financeiras, autoridades governamentais e ONGs.

No painel “COP para COP: Impulsionando o progresso na Declaração dos Sistemas Alimentares dos Emirados Árabes Unidos”, foram abordados os avanços da COP e os próximos passos em termos de compromissos globais. O representante do Mapa reforçou o papel da agricultura na redução do desmatamento e na garantia da segurança alimentar com o novo programa de recuperação de pastagens degradadas. Também foram compartilhados dados sobre a diminuição do desmatamento no Brasil e os compromissos climáticos assumidos pelo governo, destacando a liderança proposta pelo presidente Lula.

Na Reunião Ministerial do IICA (Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura), ministros e representantes dos países associados discutiram a integração agrícola regional, buscando cooperação técnica para promover a troca de conhecimento e tecnologia. A agricultura foi destacada como solução para os desafios climáticos, enfatizando práticas sustentáveis, inovação e colaboração global. Na oportunidade, Perosa ressaltou o crescimento da produção agropecuária no Brasil com tecnologia e inovação nos últimos 50 anos, enfatizando o papel fundamental da Embrapa e os compromissos do país com a segurança alimentar e a produção sustentável no Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Sistemas de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis (PNCPD).

Leia Também:  ExpoZebu 2023 registra crescimento recorde e já prepara próxima edição

No painel “Semeando Prosperidade: Ações do Setor Agroindustrial para Enfrentar Desafios Climáticos e Capturar Oportunidades”, foi destacada a integração da sustentabilidade nas políticas públicas do Mapa. Perosa mencionou o sucesso do Plano Safra em conexão com práticas agropecuárias sustentáveis e os resultados positivos alcançados pelo Plano ABC+.

Práticas sustentáveis e os casos de sucesso em carne bovina e algodão

O Mapa também teve participação fundamental no Painel Diálogos de Produção Sustentável durante a COP 28. Marcel Moreira, diretor de Promoção Comercial e Investimentos do Mapa, destacou o sucesso do Brasil na produção de algodão, mantendo alta produtividade sem comprometer a responsabilidade ambiental. Com mais de 80% da safra nacional de algodão assegurada, o Brasil lidera como principal fornecedor mundial de pluma certificada, graças a práticas regenerativas que favorecem o sequestro de carbono e a redução de gases do efeito estufa.

O painel também enfatizou a importância da sustentabilidade na indústria de carne bovina, onde o Mapa e o setor privado colaboram para garantir matéria-prima sustentável e aprimorar a rastreabilidade na pecuária. O Brasil não só supre a crescente demanda global por proteína animal, mas também adota tecnologias de baixo carbono para mitigar as mudanças climáticas.

Leia Também:  Secretária de Saúde realiza visitas técnicas em unidades da região sul de Cuiabá

Marcel ressaltou o compromisso do governo brasileiro com a sustentabilidade no setor agropecuário, destacando a colaboração entre governo e iniciativa privada para avançar na sustentabilidade, rastreabilidade e transparência das cadeias produtivas. Ele também enfatizou o Programa Nacional de Conversão de Pastagens de Pastagens Degradadas com potencial de incorporação de 40 milhões de hectares em áreas de agricultura, apostando na intensificação sustentável dos sistemas produtivos sem afetar áreas de vegetação nativa preservadas.

Fonte: MAPA

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Sell Agro projeta faturamento de R$ 90 milhões em 2026 e aposta em expansão internacional para manter crescimento no agro

Published

on

Empresa de adjuvantes mantém trajetória de crescimento no agronegócio

A Sell Agro, indústria brasileira especializada em adjuvantes agrícolas, projeta faturamento de R$ 90 milhões em 2026, o que representa crescimento de 15% em relação aos R$ 78 milhões registrados no ano anterior.

Fundada em 2007, em Rondonópolis (MT), a empresa vem consolidando sua atuação no agronegócio ao oferecer soluções voltadas ao aumento da eficiência na aplicação de defensivos agrícolas, contribuindo diretamente para a redução de perdas e melhoria da performance no campo.

Segundo o CEO e sócio-diretor, Leandro Viegas, o avanço reflete uma estratégia consistente ao longo dos anos.

“Projetar esse faturamento é resultado de uma trajetória construída com foco em eficiência, proximidade com o produtor e investimento contínuo em soluções que atendem às demandas reais do campo”, afirma.

Portfólio robusto e atuação direta com produtores fortalecem marca

Atualmente, a Sell Agro conta com um portfólio de 16 produtos, além de uma estrutura composta por duas unidades industriais e 15 centros de distribuição espalhados pelo Brasil.

Leia Também:  SER Família Habitação tem novos limites de renda para acesso ao subsídio

Um dos diferenciais da companhia é o modelo comercial direto: cerca de 90% das vendas são realizadas diretamente ao produtor rural, fortalecendo o relacionamento com o cliente final e permitindo respostas mais rápidas às necessidades da lavoura.

De acordo com a empresa, em cenários de maior pressão sobre os custos de produção, a demanda por tecnologias que aumentem a eficiência operacional tende a crescer.

“O produtor busca cada vez mais precisão e segurança nas aplicações. Os adjuvantes ganham relevância justamente por reduzirem desperdícios e aumentarem o aproveitamento dos insumos”, destaca Viegas.

Expansão internacional começa pelo Paraguai

Como parte da estratégia de crescimento, a Sell Agro prepara sua entrada no mercado internacional. A empresa deve iniciar ainda em 2026 suas operações no Paraguai, com foco inicial na região de Santa Rita, importante polo agrícola do país.

A expansão marca o primeiro movimento fora do Brasil e será realizada com recursos próprios, mantendo a diretriz adotada desde a fundação da companhia.

Crescimento com independência financeira é estratégia da empresa

Mesmo diante do interesse de investidores, a Sell Agro optou por manter sua independência. Nos últimos cinco anos, a empresa recebeu propostas de dois fundos de investimento, mas decidiu não avançar nas negociações.

Leia Também:  Senar faz Seminário da bovinocultura de leite em Chapecó

A decisão reforça o posicionamento estratégico da companhia de sustentar o crescimento com capital próprio e gestão independente, priorizando solidez financeira e visão de longo prazo.

“A entrada no Paraguai é um passo importante e reforça nossa confiança na capacidade de crescer de forma sustentável, mantendo a solidez do negócio e a independência da gestão”, conclui o CEO.

Eficiência no campo impulsiona demanda por adjuvantes

Com o aumento dos custos de produção e a necessidade de maior precisão nas aplicações, os adjuvantes agrícolas vêm ganhando espaço no mercado. Essas soluções atuam diretamente na melhoria da eficiência dos defensivos, reduzindo perdas, aumentando a cobertura e potencializando resultados na lavoura.

Nesse cenário, empresas que investem em tecnologia, proximidade com o produtor e expansão estratégica tendem a se destacar, acompanhando a evolução do agronegócio brasileiro e internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA