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ExpoZebu 2023 registra crescimento recorde e já prepara próxima edição

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A 89ª ExpoZebu, a maior feira de pecuária zebuína do planeta, encerrou sua edição de 2023 com números impressionantes e uma celebração de sucesso para a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ). O evento, realizado no Parque Fernando Costa, atraiu um público de 321 mil pessoas, destacando-se pela sua capacidade de reunir amantes da pecuária e importantes figuras políticas e do agronegócio.

Os resultados comerciais foram expressivos. Ao todo, foram realizados 38 leilões e sete shoppings oficiais, gerando um faturamento de R$ 184.284.334,60. Esse valor representa um crescimento de 30,06% em relação à edição anterior, com um acréscimo de R$ 42 milhões no volume total de negócios. Foram comercializados 1.491 animais em leilões e 2.191 foram julgados, totalizando 3.682 animais presentes no evento, dos quais 2.754 ficaram nos pavilhões do Parque Fernando Costa.

O evento também se destacou por sua abrangência internacional. O Departamento Internacional da ABCZ recebeu 538 visitantes estrangeiros provenientes de 34 países, entre eles Albânia, Angola, Índia, Marrocos e Estados Unidos. Além disso, o Zebu Connect Day, parte do 2º Congresso Mundial dos Criadores de Zebu, recebeu delegações de 16 países na Fazenda Experimental Orestes Prata Tibery Júnior, reforçando o alcance global do evento.

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A ExpoZebu também foi palco para acordos de cooperação técnica e transferência de tecnologia. A ABCZ assinou termos com a Guatemala para registro genealógico e provas zootécnicas, e iniciou tratativas para protocolos sanitários para sêmen, embriões e animais vivos com a República do Mali. Outros países, como Peru, Equador e Costa do Marfim, também avançaram nas negociações para parcerias semelhantes.

O Departamento Comercial da ABCZ contabilizou 143 expositores, enquanto o Museu do Zebu recebeu 8.805 visitantes, incluindo crianças, estudantes e idosos, em programas de educação e conscientização, como “Zebu na Escola” e “Meu Amigo Animal”.

Gabriel Garcia Cid, presidente da ABCZ, destacou que a edição de 2023 ficou marcada pela qualidade técnica e pelo prestígio político. Na cerimônia de abertura, estiveram presentes figuras de destaque, como o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e os governadores de Minas Gerais e Goiás, Romeu Zema e Ronaldo Caiado, respectivamente. A senadora Tereza Cristina, o presidente da Câmara, Arthur Lira, e outras autoridades também marcaram presença, reforçando o discurso de valorização do produtor rural e do agronegócio.

A ABCZ já está se preparando para futuros eventos, como a 17ª ExpoGenética, em agosto, a 2ª ExpoLeite no segundo semestre e a 90ª ExpoZebu, no próximo ano. “Trabalhamos com antecedência para garantir resultados positivos e proporcionar experiências únicas ao público”, concluiu Gabriel Garcia Cid.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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