AGRONEGÓCIO

Fed deve manter taxa de juros e sinalizar alguns cortes em 2024

Publicado em

Nas projeções econômicas trimestrais a serem divulgadas ao final de uma reunião de dois dias, as autoridades do banco central dos EUA ainda devem incluir pelo menos dois cortes nos juros até o final do próximo ano, conforme buscam o equilíbrio certo entre uma política monetária que seja restritiva o suficiente para desacelerar os gastos e as contratações, mas não tão rígida a ponto de levá-los a uma queda vertiginosa.

No entanto, o chair do Fed, Jerome Powell, deve enfatizar em uma coletiva de imprensa que qualquer corte nos custos dos empréstimos depende de uma melhora adicional na inflação, que, apesar de um rápido declínio este ano, ainda está acima da meta de 2% do Fed.

O chefe do Fed começará a falar às 16h30 (horário de Brasília), meia hora após a divulgação do comunicado de política monetária e das projeções.

“Powell terá que seguir uma linha tênue, reconhecendo o terreno conquistado em direção à normalização da economia e, ao mesmo tempo, recuando em relação à ideia de cortes precoces nos juros”, e até mesmo alertando que o Fed ainda pode aumentar a taxa novamente, se necessário, escreveram analistas da TD Securities no início da reunião do Fed na terça-feira.

Leia Também:  SMS reforça importância de manter o cartão de vacinas atualizado

E, de fato, a economia se normalizou bastante. A inflação pela medida preferida do Fed, o índice PCE, caiu para 3% na última leitura, de mais de 7% em seu pico no verão de 2022.

Enquanto isso, a taxa de desemprego caiu para 3,7% em novembro, pouco acima do nível em que se encontrava quando o Fed começou a aumentar a taxa de juros do nível quase zero em março de 2022.

Como parte das projeções atualizadas, as autoridades de política monetária do Fed darão suas opiniões sobre a inflação, o desemprego e o PIB nos próximos anos.

Porém, surgiu na terça-feira um lembrete do motivo pelo qual Powell pode estar relutante em sinalizar o fim da campanha de aumento dos juros, depois que o Departamento do Trabalho informou que os preços ao consumidor dos EUA subiram inesperadamente e a inflação subjacente aumentou em novembro.

Mesmo assim, os mercados financeiros continuam a precificar um ponto percentual inteiro de reduções na taxa de juros no próximo ano, a partir de maio. A taxa básica está atualmente na faixa de 5,25% a 5,50%.

Leia Também:  Lula volta a pressionar BC: 'É irresponsabilidade manter a Selic'

Fonte: Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Açúcar mantém alta nas bolsas internacionais e mercado interno recua em início de maio com avanço da safra

Published

on

Mercado internacional do açúcar segue em trajetória positiva

O mercado global do açúcar manteve viés de alta nesta terça-feira (5), prolongando o movimento positivo observado no início da semana nas principais bolsas internacionais.

Em Nova York, os contratos do açúcar bruto encerraram o pregão em valorização. O contrato julho/26 avançou para 15,37 cents de dólar por libra-peso, enquanto outubro/26 atingiu 15,83 cents/lbp. Já o vencimento março/27 também apresentou ganho, fechando a 16,63 cents/lbp. Os demais contratos acompanharam o movimento, reforçando a percepção de sustentação nas cotações.

Açúcar branco também sobe na ICE Europe

Na ICE Europe, o açúcar branco registrou valorização consistente em toda a curva futura.

O contrato agosto/26 foi negociado a US$ 452,20 por tonelada, enquanto outubro/26 subiu para US$ 452,50. Já o vencimento dezembro/26 avançou para US$ 456,00 por tonelada. Os demais prazos também apresentaram altas, indicando continuidade do movimento de recuperação no mercado internacional.

Mercado interno recua com avanço da safra no Brasil

No mercado físico brasileiro, o açúcar cristal branco apresentou leve queda. O indicador CEPEA/ESALQ, referência para São Paulo, registrou recuo de 0,41% nesta terça-feira (5), com a saca de 50 kg cotada a R$ 97,43.

Leia Também:  Juros são principal entrave para acessar crédito, apontam indústrias

No acumulado de maio, o indicador já apresenta baixa de 0,49%, refletindo o início de mês pressionado pela maior disponibilidade do produto com o avanço da safra e ritmo mais intenso de moagem.

Etanol também registra ajuste negativo em São Paulo

O mercado de etanol hidratado também seguiu em leve retração no estado de São Paulo. O Indicador Diário Paulínia apontou o combustível negociado a R$ 2.400,00 por metro cúbico, com queda de 0,33% no dia.

No acumulado de maio, o recuo é de 0,25%, mantendo o cenário de ajustes graduais após as perdas mais expressivas registradas em abril.

Câmbio, gasolina e mix de produção influenciam mercado

Segundo análise de mercado, a recente valorização da gasolina tem contribuído para sustentar o etanol, ao melhorar sua competitividade e incentivar o direcionamento da cana para o biocombustível.

Outro fator relevante é a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade das exportações brasileiras de açúcar, pressionando o mercado interno.

Além disso, revisões nas projeções globais indicam expectativa de menor oferta futura, com aumento da destinação da cana para produção de etanol em detrimento do açúcar. No Brasil, dados recentes reforçam essa tendência, com redução do mix açucareiro e queda na produção no início da safra 2026/27.

Leia Também:  Incerteza sobre cortes de juros do Fed preocupa participantes globais nas reuniões do FMI
Cenário segue equilibrado entre alta externa e ajustes internos

O comportamento divergente entre mercado internacional e interno reflete um cenário de transição, em que fundamentos globais de oferta e demanda sustentam os preços no exterior, enquanto o Brasil ajusta sua dinâmica de produção diante da evolução da safra e das condições econômicas e cambiais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA