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Veracel constrói usinas solares e amplia sua autossuficiência energética

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A Veracel Celulose acaba de inaugurar cinco usinas de energia solar instaladas em diferentes pontos de suas unidades produtivas, localizadas na região da Costa do Descobrimento, no Sul da Bahia. A empresa já é autossuficiente em energia na sua fábrica, e agora as usinas solares devem expandir esse modelo para áreas externas à unidade fabril, tornando a companhia independente de energia elétrica e evitando a emissão de 230 toneladas de CO2 na atmosfera.

A matriz energética da Veracel tem foco em sustentabilidade, e as usinas solares vêm para complementar as diversas ações da empresa para ampliar o uso de energia limpa em sua operação.

As usinas estão localizadas em diferentes pontos da companhia, sendo duas unidades próximas à fábrica, uma no Núcleo Florestal, outra no Terminal Marítimo de Belmonte (TMB), e a última na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Estação Veracel, localizada entre os municípios de Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália.

A utilização de energia renovável de base solar contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa, otimiza recursos e representa, para o futuro, um potencial ganho com créditos de carbono para a Veracel. “Essa iniciativa é resultado de um portfólio de projetos avaliados e implementados hoje, mas que nos projetam para o futuro. Ela está inserida em nosso foco de buscar sempre as melhores alternativas ambientais, já que o uso de energia limpa faz parte dos nossos esforços de máxima preservação dos recursos naturais”, afirma Estanislau Victor Zutautas, consultor técnico da Veracel.

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A empresa já produz 100% da energia necessária para os seus procedimentos fabris e ainda exporta o excedente para a rede nacional. A energia da fábrica é gerada por meio da queima do “licor preto” (resíduo do processo de digestão da madeira que é realizado durante a fabricação de celulose) e também de cascas e outras sobras de madeira que não são aproveitadas pela produção da fábrica.

Além disso, a empresa complementa essa chamada “biomassa” para gerar ainda mais energia limpa. com o reaproveitamento de outros de resíduos que são produzidos em abundância na região Sul da Bahia, como o caroço de açaí e o bagaço da cana de açúcar. Além de ser uma prática de economia circular que transforma em energia produtos que seriam descartados, a ação da companhia gera negócios para outros produtores do território.

Somente em 2022, a Veracel produziu aproximadamente 903.507,29 MWh/ano de energia, sendo que 619.172,98 MWh/ano foram para consumo próprio e 295.049,86 MWh/ano foram exportados para a rede, um total que equivale ao consumo de 2.212.873,95 habitantes.

As novas usinas solares representam independência de geração de energia para as outras áreas da empresa. No total, as cinco usinas vão gerar, em média, 1,2 MWpico, ou seja, aproximadamente o consumo de 300 famílias. Com isso, a Veracel projeta reduzir até 100% de seu consumo atual de energia elétrica.

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“A alta incidência solar durante os meses mais quentes vai permitir que haja um excedente no estoque de energia das usinas para os períodos chuvosos ou de menor temperatura média”, explica Zutautas. “Esse excedente acumulado será distribuído em períodos com menos sol, o que vai garantir nossa operação independentemente do clima”, complementa o consultor técnico. As usinas vão direcionar a energia captada dos raios solares para 14 medidores, instalados em áreas hoje não cobertas pelo sistema da fábrica.

No processo para a instalação das usinas, a Veracel exigiu uma série de compromissos de sustentabilidade dos fornecedores. Isso incluiu especificações de segurança e ambientais, como ISO 9001, padrão de qualidade da empresa; ISO 14000, sistema de Gestão Ambiental; ISO 45000, sistema de Gestão de Segurança e Saúde Ocupacional; e o selo INMETRO, atestado de que o produto foi fabricado de forma a respeitar e a atender aos requisitos de uma norma ou regulamento técnico.

Fonte: Veracel Celulose

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Ureia recua no mercado global após alta e sinaliza pressão de demanda no agronegócio

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Após dois meses de forte valorização, o mercado global de ureia começa a apresentar sinais de enfraquecimento, com perda de sustentação nos preços diante de uma demanda mais fraca em nível internacional. O movimento já se reflete em importantes polos consumidores e exportadores, incluindo o Brasil, Estados Unidos, China, Oriente Médio e Egito, segundo análise da StoneX, empresa global de serviços financeiros.

Apesar da manutenção de restrições logísticas no Oriente Médio — região estratégica para o fornecimento global de ureia e amônia — o mercado passa a ser mais influenciado pela desaceleração da demanda, que pressiona as cotações após o recente ciclo de alta.

Brasil já registra segunda semana de queda

No mercado brasileiro, a tendência de baixa já está consolidada. De acordo com o relatório semanal de fertilizantes, a ureia acumula a segunda semana consecutiva de recuo, com negócios sendo fechados abaixo de US$ 770 por tonelada, cerca de 4% inferior aos valores observados há duas semanas.

O movimento acompanha o comportamento internacional e reforça a correção de preços após o pico recente de valorização.

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Queda é observada em diversos mercados globais

Além do Brasil, o recuo nas cotações também foi registrado em outras regiões estratégicas:

  • Estados Unidos
  • China
  • Oriente Médio
  • Egito

O movimento indica um enfraquecimento mais amplo do mercado global de fertilizantes nitrogenados, alinhado a uma demanda mais contida por parte dos compradores.

Demanda mais fraca redefine dinâmica de preços

Segundo o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Tomás Pernías, o cenário atual representa uma mudança importante na formação dos preços internacionais.

“Mesmo com um ambiente ainda tensionado do lado da oferta, a demanda mais fraca passou a ter maior peso na dinâmica do mercado, pressionando as cotações após um período de alta intensa”, destaca.

O comportamento dos compradores também contribui para o cenário, com postura mais cautelosa diante das incertezas e da perda de atratividade nas relações de troca.

Logística no Oriente Médio ainda sustenta mercado

Apesar da tendência de queda, a redução dos preços não deve ocorrer de forma intensa no curto prazo. Isso porque os gargalos logísticos no Oriente Médio continuam restringindo a oferta global, especialmente em uma região responsável por parcela relevante das exportações de ureia e amônia.

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Esse fator estrutural ajuda a evitar uma desvalorização mais acentuada, mantendo certo nível de sustentação nas cotações internacionais.

Mercado deve seguir volátil no curto prazo

A expectativa é de que o mercado de ureia permaneça em ambiente de ajuste gradual, com possíveis quedas adicionais limitadas pela oferta restrita, mas influenciadas por uma demanda global mais fraca.

Entre os fatores que pressionam o consumo estão:

  • Período de menor demanda em países-chave
  • Relações de troca menos favoráveis ao produtor rural
  • Maior cautela nas decisões de compra
  • Perspectiva para o fertilizante no agro

Com o mercado em transição após o ciclo de alta, a ureia entra em uma fase de reequilíbrio entre oferta e demanda. Para o agronegócio, o momento exige atenção ao comportamento dos preços internacionais, já que oscilações no fertilizante têm impacto direto nos custos de produção das principais culturas agrícolas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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