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Desafios no setor de trigo: Impactos do El Niño na colheita e perspectivas de mercado relatório do Itaú BBA

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Contudo, as condições climáticas adversas, especialmente no Rio Grande do Sul, principal estado produtor, impactaram a qualidade do cereal, resultando em projeções reduzidas pela CONAB.

Com a colheita praticamente concluída, a oferta nacional tende a ser menor e com qualidade inferior. As projeções da CONAB indicam uma redução para 9,7 milhões de toneladas, uma queda de 11% em relação às estimativas de setembro e 8,7% em comparação com o ano passado. Esse cenário, aliado à demanda estável, aponta para uma baixa relação estoque/consumo.

À medida que a oferta diminui e a escassez de trigo de qualidade se consolida, os preços reagem, interrompendo um ciclo de queda que perdurava quase um ano. A disparidade de preços entre as regiões, devido às diferenças de qualidade, torna-se evidente, com o Rio Grande do Sul sendo mais afetado.

Cerca de 70% do trigo colhido no RS está abaixo do índice de qualidade PH 78, classificado como trigo ração, o que resulta em um maior volume desse tipo de produto. Esse cenário pressiona os preços, com o cereal de qualidade superior, com PH>78, mantendo-se mais valorizado, especialmente no Paraná.

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A necessidade de matéria-prima para a produção de blends de farinhas e a disponibilidade de trigo de baixa qualidade impulsionarão as importações, transformando um mercado inicialmente superavitário em um ambiente mais propenso às compras externas.

Apesar da oferta argentina ser impactada pelo clima adverso, outras origens de trigo, como o produto russo, já representam uma parte significativa das importações. Os preços, portanto, podem encontrar suporte no mercado internacional.

Os preços ao produtor devem manter-se firmes, mas a ampla oferta russa pode moderar as altas. Custos de armazenagem e oportunidade do trigo de qualidade, aguardando preços mais elevados, devem ser considerados. A correlação com a Bolsa de Chicago pode proporcionar oportunidades de fixações de moeda e do cereal a preços vantajosos.

Para a indústria, é crucial monitorar estoques e fluxo de aquisições, especialmente diante da expectativa de chuvas persistentes na safra argentina, que pode atrasar e comprometer ainda mais a oferta dessa origem. Fixações em Chicago também se mostram uma opção viável durante o período de entressafra, que pode oferecer suporte aos preços locais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho safrinha no Sul de Minas exige atenção redobrada com clima irregular, pragas e janela de plantio

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O milho safrinha 2025/2026 no Sul de Minas Gerais avança em um cenário de atenção máxima no campo. Produtores da região lidam com desafios simultâneos que impactam diretamente o potencial produtivo das lavouras, como instabilidade das chuvas, pressão crescente de pragas e atrasos na semeadura em função do calendário da soja.

O cenário regional acompanha as projeções nacionais da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que estima produção de 108,4 milhões de toneladas na segunda safra de milho no país. No Sul de Minas, no entanto, o desempenho das lavouras varia conforme o momento de plantio e as condições climáticas de cada área.

Plantio fora da janela ideal amplia riscos produtivos

A principal preocupação dos especialistas está relacionada ao atraso na semeadura, que em muitos casos ocorreu após a colheita da soja. Esse fator resultou em lavouras com estágios de desenvolvimento distintos, aumentando a necessidade de manejo individualizado.

Segundo o diretor comercial da Agrobom, Marco Castelli, o momento exige atenção redobrada do produtor rural.

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“Cada produtor vive uma realidade diferente nesta safrinha. Quem conseguiu semear dentro da janela adequada tem lavouras mais uniformes e com melhor potencial produtivo. Já quem atrasou o plantio precisa redobrar o monitoramento do clima e das pragas, pois qualquer falha pode comprometer o resultado final”, afirma.

Irregularidade das chuvas preocupa fase reprodutiva do milho

De acordo com especialistas, a instabilidade das chuvas durante as fases críticas de florescimento e enchimento de grãos é um dos principais fatores de risco para a produtividade da segunda safra.

A irregularidade hídrica pode provocar redução significativa no rendimento das lavouras, especialmente nas áreas semeadas mais tardiamente, que ficam mais expostas a períodos de estresse climático.

Pressão de pragas exige monitoramento constante

Além do clima, o avanço de pragas como a lagarta-do-cartucho também preocupa os produtores. As condições de calor e umidade favorecem a proliferação, exigindo acompanhamento frequente das áreas cultivadas e resposta rápida no controle.

O manejo preventivo e a tomada de decisão ágil são apontados como fatores determinantes para evitar perdas de produtividade neste estágio do ciclo.

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Planejamento e comercialização ganham importância no cenário atual

Para a Agrobom, o momento também exige atenção ao mercado de milho, que segue com forte volatilidade de preços influenciada pelo desempenho da segunda safra em nível nacional.

Segundo Castelli, o acompanhamento das cotações é essencial para o produtor que ainda avalia o melhor momento de comercialização.

“O milho é uma cultura estratégica para o Sul de Minas. O planejamento, o acompanhamento constante da lavoura e decisões rápidas no campo fazem diferença tanto na produtividade quanto na comercialização”, destaca o executivo.

Gestão técnica e mercado definem resultado da safrinha

A combinação entre manejo adequado no campo e leitura correta do mercado é apontada como fator decisivo para o desempenho da safra 2025/2026 na região.

Com lavouras em diferentes estágios de desenvolvimento e clima instável, especialistas reforçam que o monitoramento contínuo será determinante para reduzir riscos e garantir melhores resultados na segunda safra de milho no Sul de Minas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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