AGRONEGÓCIO

Velos Ag Supera Expectativas em Captação de Recursos no Agronegócio

Publicado em

A Velos Ag, empresa de tecnologia agrícola que auxilia pequenos e médios produtores na gestão de operações agrícolas, concluiu com êxito sua rodada de investimento pre-seed, atingindo R$ 1,4 milhão. A captação, realizada pela plataforma Arara Seed, ultrapassou o valor alvo de R$ 400 mil, alcançando R$ 466 mil. A rodada contou também com a participação da Acrux Capital em uma etapa externa ao crowdfunding.

Henrique Galvani, COO da Arara Seed, destaca a validação do mercado ao ter uma rodada de crowdfunding complementando um fundo de investimentos. Ele enfatiza o entusiasmo com a participação dos investidores no setor agrícola por meio do crowdfunding, tornando acessível a qualquer pessoa física investir na Velos Ag a partir de R$ 1.000,00.

Com os recursos captados, a Velos Ag, reconhecida por sua contribuição à agricultura de precisão através da telemetria agrícola, planeja acelerar suas atividades de vendas. “Com R$ 1,4 milhão captados, a maior parte dos investimentos será direcionada para expansão das equipes de marketing, vendas e tecnologia”, afirma Gilberto Girardi, CEO da Velos Ag.

Leia Também:  Impacto nos preços: previsões da USDA são aguardados com expectativas nesta sexta-feira

A Velos Ag já vendeu mais de 650 dispositivos embarcados em 8 culturas diferentes, destacando-se na telemetria de máquinas agrícolas. Essa tecnologia permite a coleta, monitoramento e análise de dados em tempo real dos equipamentos agrícolas, contribuindo para a redução de custos, aumento da produtividade, segurança e práticas sustentáveis no setor.

Gilberto Girardi enfatiza que a solução da Velos Ag oferece aos agricultores uma visão precisa e detalhada do uso e eficiência de suas máquinas, possibilitando um planejamento e gerenciamento mais eficazes das operações agrícolas.

Quanto ao futuro da plataforma de equity crowdfunding, a Arara Seed, focada em startups disruptivas no agronegócio, planeja novas ofertas para 2024. Henrique Galvani menciona a exploração de vertentes como rastreabilidade, biotecnologia, seguro agrícola e mercado de carbono. Além disso, a agfintech está desenvolvendo um produto que visa trazer o mercado de crédito rural e ativos reais do agro para sua plataforma, proporcionando maior acessibilidade ao crédito para financiamento da produção rural e oferecendo aos investidores uma nova opção relacionada a essa modalidade, com retornos a curto prazo.

Leia Também:  Produtores ganham prazo maior para identificar ovos a granel

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Produção de abobrinha no Paraná movimenta R$ 101 milhões e consolida Estado como 4º maior produtor do Brasil

Published

on

Abobrinha se destaca no agronegócio do Paraná com forte presença e geração de renda

O cultivo de abobrinha no Paraná segue como uma das atividades hortícolas mais relevantes do Estado, movimentando R$ 101,6 milhões em Valor Bruto da Produção (VBP) em 2024.

De acordo com o boletim do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), a cultura está presente em 358 municípios, com produção total de 50,5 mil toneladas em uma área de 2,9 mil hectares.

Com esse desempenho, o Paraná se consolida como o 4º maior produtor nacional, respondendo por 9,3% da produção brasileira.

Região de Curitiba concentra mais da metade da produção estadual

A produção paranaense de abobrinha apresenta forte concentração regional. O Núcleo Regional de Curitiba responde por 56,2% do total produzido, equivalente a 28,4 mil toneladas.

Entre os principais municípios produtores, destacam-se:

  • Cerro Azul
  • São José dos Pinhais
  • Colombo

Em Cerro Azul, por exemplo, o cultivo ocupa cerca de 250 hectares, com produção de 4,8 mil toneladas e geração de R$ 9,5 milhões em VBP, reforçando a importância da cultura para a economia local.

Outros polos relevantes incluem:

  • Londrina (6,9% da produção estadual)
  • Maringá (6,2%)
Clima impacta oferta e eleva preços da abobrinha no mercado

O mercado da abobrinha tem sido impactado por fatores climáticos, especialmente pela estiagem recente, que reduziu a oferta e pressionou os preços.

Leia Também:  Aplicação diligente de recursos garante parecer favorável às contas de governo de quatro municípios

Segundo dados das Centrais de Abastecimento (Ceasa), a caixa de 20 kg da abobrinha verde extra AA atingiu R$ 80,00, alta de 33,3% em relação às semanas anteriores, quando era comercializada a R$ 60,00.

De acordo com especialistas do Deral, a tendência de preços elevados pode se manter no curto prazo, caso não haja regularização das chuvas.

Produção contínua garante estabilidade ao longo do ano

Apesar das oscilações de mercado, a cultura da abobrinha apresenta produção contínua ao longo do ano, o que contribui para sua resiliência.

Historicamente, os picos de preços ocorrem entre o final de maio e o início de julho, período de inverno, quando há menor oferta.

A expectativa é que, com a normalização das condições climáticas e o avanço das lavouras, os preços recuem gradualmente ao longo do segundo semestre.

Soja mantém protagonismo nas exportações do Paraná

No segmento de grãos, a soja continua liderando a pauta exportadora do Estado.

No primeiro trimestre de 2026, o Paraná exportou:

  • 3,41 milhões de toneladas
  • US$ 1,47 bilhão em receita

O resultado representa crescimento de 2% no faturamento, apesar de uma leve queda de 4% no volume embarcado.

A China segue como principal destino, absorvendo 58% das exportações.

Leia Também:  Falta de produtos cai nos supermercados e índice de ruptura atinge menor nível de 2025, aponta Neogrid
Trigo volta-se ao mercado interno e reduz exportações

Diferentemente da soja, o trigo paranaense tem sido direcionado quase exclusivamente ao mercado interno.

Na safra 2025, o Estado produziu 2,87 milhões de toneladas, mas exportou apenas 4 toneladas, destinadas ao Equador.

A tendência deve se manter em 2026, impulsionada pela forte demanda da indústria nacional e pela redução da área cultivada.

Carne bovina acompanha valorização e amplia receita com exportações

O setor de carne bovina também registrou desempenho positivo. Em março, o Paraná exportou 3,6 mil toneladas, gerando US$ 20,3 milhões em receita.

O preço médio da carne apresentou valorização, passando de US$ 4,76/kg em 2025 para US$ 5,54/kg em 2026.

Assim como na soja, a China permanece como principal destino, respondendo por 38,5% das compras.

Diversificação produtiva reforça força do agro paranaense

Os dados reforçam a diversidade e a força do agronegócio do Paraná, que combina culturas hortícolas, grãos e proteínas animais em um sistema produtivo dinâmico.

A abobrinha, nesse contexto, se destaca como uma cultura resiliente, com geração consistente de renda, forte presença territorial e capacidade de adaptação às variações de mercado e clima.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA