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Propostas de emendas em projeto de eólicas offshore podem elevar tarifas de energia em R$ 28 bilhões por ano

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Associações do setor elétrico alertam para o possível impacto financeiro nas tarifas de energia devido às emendas incluídas no novo marco legal das usinas eólicas offshore, localizadas em plataformas marítimas. O projeto, já aprovado no Senado, encontra-se em tramitação na Câmara.

O texto, elaborado pelo relator, deputado Zé Vitor (PL-MG), incorporou medidas visando estender subsídios a fontes de energia renováveis e alterações na contratação de usinas térmicas, conforme a lei de privatização da Eletrobras.

Associações, incluindo a Abrace, que representa grandes consumidores industriais de energia, alertam para um possível custo adicional de até R$ 28 bilhões por ano nas tarifas de energia devido a essas emendas. O cálculo, considerado “conservador”, inclui pontos como o aumento do preço-teto para a contratação de 4.250 megawatts (MW) de térmicas a gás natural, resultando em R$ 16 bilhões anuais a partir de 2031.

A contratação obrigatória de 4.900 MW de pequenas centrais hidrelétricas também é mencionada, prevendo um custo de R$ 8,6 bilhões por ano a partir de 2030.

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A Frente Nacional dos Consumidores de Energia destaca a prorrogação de descontos nas tarifas de distribuição e transmissão para fontes hidrelétricas ou térmicas (biomassa, biogás, biometano) de até 30 MW, gerando preocupações sobre novos subsídios e a retirada de controles sobre a precificação do gás para as térmicas.

O deputado Zé Vitor não pôde ser contatado para comentar as observações feitas pelas entidades do setor elétrico, pois estava em viagem em Minas Gerais. O Projeto de Lei das eólicas offshore faz parte da “agenda verde” proposta pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que busca aprovar ainda este ano medidas relacionadas à transição energética, incluindo um marco legal para projetos de hidrogênio verde e a criação de um mercado regulado de carbono no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Avicultura de corte entra em recuperação no Brasil e ganha competitividade frente à carne bovina

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Avicultura de corte inicia fase de recuperação e melhora cenário de mercado

A avicultura de corte no Brasil apresenta sinais claros de recuperação, impulsionada por ajustes recentes na oferta e maior equilíbrio entre produção e demanda.

Segundo análise da consultoria Safras & Mercado, a reorganização nos níveis de alojamento de aves nas últimas semanas foi determinante para estabilizar o mercado e melhorar as perspectivas no curto prazo.

A expectativa é de continuidade desse movimento, com a carne de frango mantendo boa competitividade frente a outras proteínas, especialmente em relação à carne bovina.

Preços do frango seguem estáveis no atacado e distribuição

O mercado interno registrou estabilidade nos preços dos cortes de frango ao longo da semana nas principais praças, como São Paulo.

Cortes congelados – atacado:

  • Peito: R$ 8,60/kg
  • Coxa: R$ 6,30/kg
  • Asa: R$ 10,30/kg

Distribuição:

  • Peito: R$ 8,90/kg
  • Coxa: R$ 6,50/kg
  • Asa: R$ 10,50/kg

Nos cortes resfriados, o comportamento também foi de estabilidade:

Cortes resfriados – atacado:

  • Peito: R$ 8,70/kg
  • Coxa: R$ 6,40/kg
  • Asa: R$ 10,40/kg
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Distribuição:

  • Peito: R$ 9,00/kg
  • Coxa: R$ 6,60/kg
  • Asa: R$ 10,60/kg
Mercado do frango vivo apresenta leve alta em algumas regiões

O levantamento mensal da consultoria aponta movimentos pontuais de alta no preço do frango vivo, refletindo ajustes regionais de oferta.

Principais praças:

  • São Paulo: R$ 4,50/kg (estável)
  • Rio Grande do Sul (integração): R$ 4,65/kg
  • Santa Catarina (integração): R$ 4,65/kg
  • Oeste do Paraná: R$ 4,60/kg

Altas registradas:

  • Mato Grosso do Sul: R$ 4,55/kg
  • Goiás: R$ 4,60/kg
  • Minas Gerais: R$ 4,65/kg
  • Distrito Federal: R$ 4,60/kg

Outras regiões:

  • Ceará: R$ 6,20/kg
  • Pernambuco: R$ 5,50/kg
  • Pará: R$ 6,40/kg
Exportações de carne de frango avançam em abril

No mercado externo, as exportações brasileiras de carne de frango seguem em ritmo positivo, reforçando o cenário de recuperação do setor.

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), nos primeiros 12 dias úteis de abril:

  • Receita total: US$ 507,1 milhões
  • Volume exportado: 271,2 mil toneladas
  • Preço médio: US$ 1.869,4 por tonelada
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Na comparação com abril de 2025:

  • +4,6% no valor médio diário
  • +2,7% no volume médio diário
  • +1,9% no preço médio
Competitividade do frango sustenta demanda interna e externa

O atual cenário reforça a competitividade da carne de frango, especialmente em períodos de pressão sobre o poder de compra do consumidor.

Com preços mais acessíveis em relação a outras proteínas, o frango tende a manter espaço relevante tanto no consumo doméstico quanto no mercado internacional.

Perspectiva de curto prazo é positiva para o setor avícola

A combinação de ajuste de oferta, estabilidade de preços e avanço das exportações indica um ambiente mais favorável para a avicultura de corte no Brasil.

A expectativa do mercado é de continuidade da recuperação no curto prazo, com possibilidade de melhora gradual nas margens e maior previsibilidade para produtores e integradoras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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