Mato Grosso

Seduc abre 3ª Convenção Gestão Escolar Conectada com foco em excelência e melhoria da aprendizagem

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A Secretaria de Estado de Educação (Seduc), em parceria com o Sebrae-MT, realiza em Chapada dos Guimarães a 3ª Convenção de Gestão Escolar Conectada. A abertura ocorreu na tarde deste domingo (26.4), com a participação de servidores do Órgão Central, das 12 Diretorias Regionais de Educação (DREs), da Diretoria Metropolitana de Educação (DME) e de equipes de apoio, de diretores escolares, de coordenadores pedagógicos e de secretários.

A exemplo das edições anteriores, a formação tem como foco o alinhamento das ações que chegam às escolas, a organização dos fluxos de trabalho e o fortalecimento da gestão como parte da rotina pedagógica.

A proposta avança nas práticas de preparação das equipes para atuar cada vez mais de forma integrada, além de promover mais clareza sobre responsabilidades, prazos e encaminhamentos.

Durante a programação, os participantes vão trabalhar os fundamentos do MEG Educação – Modelo de Excelência em Gestão –, e a metodologia PDCA, que orienta o planejamento, a execução, a verificação dos resultados e a correção de rotas. As duas ferramentas serão usadas na análise de dados e na construção dos planos de melhoria das 630 unidades escolares da Rede Estadual de Ensino.

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A convenção também trata de temas ligados ao funcionamento das unidades escolares, como gestão escolar e pedagógica, limpeza e organização dos ambientes, alimentação e nutrição escolar, manutenção e conservação da infraestrutura, patrimônio mobiliário e imobiliário, além da sensibilização e contextualização sobre escolas indígenas.

Para a secretária de Estado de Educação, Flávia Soares, a gestão escolar precisa continuar funcionando como apoio direto ao trabalho pedagógico nas escolas.

“Com a escola organizando seus processos, acompanhando seus resultados e cuidando melhor dos seus espaços, o professor ganha mais condições de ensinar e o estudante encontra um ambiente mais preparado para aprender. A gestão não está separada da sala de aula. Ela sustenta o trabalho que acontece todos os dias dentro da escola”, afirmou Flávia.

A expectativa da secretária de Educação é que os planos de melhoria construídos durante a formação ajudem as equipes a tomar decisões com base em resultados e nas necessidades concretas das escolas.

A superintendente do Sebrae-MT, Lédia Brun, destacou que a parceria com a Seduc contribui para a evolução dos processos de gestão na rede estadual.

“A gestão empreendedora ajuda as equipes a olhar para os processos com mais atenção, identificar gargalos e buscar soluções possíveis dentro da realidade de cada escola. Quando esse trabalho é bem conduzido, ele melhora o uso dos recursos, organiza a rotina e fortalece a entrega para a comunidade escolar”, disse Lédia.

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O secretário da Escola Estadual Cívico-Militar Ernady Baracat, em Várzea Grande, é um dos participantes. Na avaliação dele, um evento dessa dimensão, com a presença dos gestores da rede, é importante para alinhar expectativas, procedimentos e formas de trabalho.

“Para nós, que estamos participando, é uma oportunidade muito enriquecedora. Acredito que essa troca vai contribuir para fortalecer a educação pública e trazer bons resultados para as escolas da rede”, disse ele.

“É uma capacitação muito importante para todos nós, servidores públicos, porque traz orientações que ajudam no dia a dia da escola e fortalecem o trabalho de apoio às equipes. Esse aprendizado contribui diretamente para melhorar a nossa atuação”, completou a secretária da Escola Estadual Cezina Antônia Botelho, que fica no Distrito de Baús, em Acorizal.

A programação segue até quinta-feira (30).

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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