Mato Grosso

Escola Estadual de Juara implanta Laboratório Interativo de Matemática para incentivar raciocínio lógico e resolução de problemas

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A Escola Estadual Daury Riva, do município de Juara (a 654 km de Cuiabá), desenvolve uma nova iniciativa voltada ao ensino, criando o Laboratório Interativo de Matemática para incentivar o raciocínio lógico, a resolução de problemas e a experimentação matemática.

A proposta é resultado de discussões entre estudantes, professores e equipe gestora da unidade escolar, com a participação de parceiros, que identificaram a necessidade de um espaço destinado a práticas experimentais e ao uso de materiais didáticos específicos para o ensino da matemática.

O projeto, que foi um dos contemplados no Programa Pesquisa e Inovação na Escola (PIE), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), busca ampliar os recursos pedagógicos disponíveis, como kits de robótica, livros paradidáticos e jogos matemáticos, para alavancar o ensino da disciplina.

A coordenação do laboratório é do professor de matemática, Flávio Ferreira Lima, também responsável pelas disciplinas de Resolução de Problemas, Prática Experimental e Pensamento Científico. “O laboratório será inaugurado no dia 7 de novembro e representa um avanço inovador da aprendizagem em nossa escola, sendo fruto de esforços conjuntos entre educadores, gestores e parceiros comprometidos com a qualidade da educação em nosso Estado”, destacou.

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As ações previstas incluem a aquisição de jogos e materiais pedagógicos, o acompanhamento dos processos de compra e prestação de contas pelos estudantes bolsistas, e a realização de atividades de iniciação científica. O projeto prevê ainda a criação de um clube de matemática e a realização de feiras temáticas, abertas à comunidade, no espaço do novo laboratório.

Entre os objetivos do laboratório, estão o fortalecimento da identidade estudantil, o incentivo ao uso responsável dos espaços e materiais da escola e a ampliação do repertório matemático de estudantes e professores. A equipe também pretende divulgar os resultados em eventos científicos da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

“O Laboratório Interativo de Matemática deverá funcionar como um ambiente de aprendizagem colaborativo e permanente. A expectativa é de que a iniciativa contribua para o aprimoramento das habilidades matemáticas dos estudantes e para a melhoria dos indicadores educacionais, como o Ideb [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica] e o Ipea [Indicador do Processo de Ensino e Aprendizagem de Mato Grosso], além de apoiar o desenvolvimento profissional dos educadores envolvidos”, destacou o coordenador do projeto.

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Programa Pesquisa e Inovação na Escola (PIE)

O Programa Pesquisa e Inovação na Escola (PIE) destina, por meio da Fapemat, recursos para compra de equipamentos e insumos para realização de pesquisas científicas, bolsas para o professor orientador do projeto e até três bolsas para estudantes (Iniciação Científica Junior-ICJr).

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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