AGRONEGÓCIO

AGRO: Rally visita produtor que, apesar do greening, cresce com produção de laranja

Publicado em

Arrendamento – Claudinei planta pomares de laranja todos os anos, inclusive em terras arrendadas, e quem visita as áreas avista soja e mandioca cultivadas em faixas intercalares nos primeiros anos, onde também há capim braquiária. “A soja e a mandioca entram no sistema para aliviar os custos do arrendamento”, explica.

Potencial maior – Na média geral, considerando os pomares antigos e novos, são colhidas 800 caixas de laranja por hectare/ano, quantidade que sobe para 1.300 caixas levando em conta apenas as árvores mais jovens, que representam cerca de 40% do total e têm naturalmente um potencial produtivo maior.

A doença – Claro, a incidência do greening, uma doença sem tratamento, vem tirando o sono do produtor, como também de seus colegas no estado e no país. Causada por uma bactéria e transmitida pelo inseto psilídeo, a enfermidade compromete seriamente os pomares, causando a morte da planta em poucos anos.

Altos custos – Especialistas estimam que cerca de 30% dos pomares paranaenses já estão infectados, o que fez com que muitos produtores deixassem a atividade nos últimos anos devido aos altos custos com a pulverização que precisa ser constante para o controle do psilídeo e a substituição de plantas doentes.

Em SP – A situação é bem pior no vizinho estado de São Paulo, onde 50% do parque citrícola estaria comprometido. A produção paulista responde pela liderança mundial disparada do Brasil na oferta de suco de laranja – o país detém 75% de participação. A doença dizimou a produção da Flórida, região dos Estados Unidos que já foi a segunda maior produtora global.

Leia Também:  Produção recorde de cana no Centro-Sul sinaliza recuperação do setor bioenergético

Investindo – Apesar do greening, o produtor Claudinei Longhin não deixa de investir na cultura, ampliar pomares e agregar outros negócios para reduzir custos, como é o caso da soja e da mandioca. Com isso, ele mantém seu ritmo de crescimento.

Mantém a sanidade – De acordo com a coordenadora de culturas perenes da Cocamar, Amanda Caroline Zito, Claudinei, que é um dos produtores mais tecnificados na região, demonstra ser possível manter a qualidade sanitária dos pomares com pulverizações efetuadas a cada sete dias e que podem ocorrer num intervalo menor, de quatro dias, dependendo da pressão do psilídeo.

Desafio – “Além de todos os tratos culturais necessários, fazer consórcio de laranja com mandioca e soja é um desafio, são culturas totalmente diferentes. Para um produtor conseguir fazer isso, ele precisa ser altamente tecnificado e contar com uma consultoria especializada para integrar todas as atividades de maneira eficiente”, afirma Amanda.

Exige muito – “A gente vem plantando pomares praticamente todos os anos”, comenta o produtor, que ressalta: “o greening é nosso bicho-papão e a formação de um pomar novo, hoje, exige muito mais do que há alguns anos.

Contaminação – Segundo ele, a enfermidade vem se alastrando e isto é constatado pelo volume cada vez maior de psilídeos capturados em armadilhas instaladas nos pomares. “À medida que aumenta a quantidade de psilídeos capturados, cresce, naturalmente, a contaminação de plantas nos pomares”, cita.

Resistência – Os pomares jovens são mais vulneráveis, cita o produtor, ao explicar que os antigos, por sua vez, têm uma resistência maior. “Quando uma planta jovem apresenta sintomas, ela não resiste muito tempo e não há outra alternativa a não ser a sua erradicação e o plantio, no lugar, de uma nova planta”.

Leia Também:  Governador mineiro destaca o avanço do agronegócio na produção de “energias limpas”

Tecnologias – De qualquer forma, segundo ele, a citricultura continua sendo um negócio interessante, desde que o produtor cuide da atividade com toda a tecnologia possível, siga a orientação técnica especializada e faça as pulverizações no cronograma estabelecido.

Têm retorno – O agrônomo Lucas Santander, da Cocamar, que presta assistência a Claudinei, confirma: “Aqueles produtores que investem e cuidam adequadamente dos seus pomares, têm obtido retorno”.

Faturamento – Para efeito comparativo, o faturamento bruto proporcionado pela laranja, com uma média de produtividade de 800 caixas de 40,8 quilos, por exemplo, cotadas a R$ 60,00 atualmente, é de R$ 48.000/hectare.

Soja – Já a soja, ao preço de R$ 128 a saca de 60 quilos em 20/11 e uma produtividade média regional de 54 sacas/hectare, tem um faturamento bruto ao redor de R$ 7.000 na mesma unidade de área.

Mandioca – Enquanto na soja, mantida em 242 hectares por Claudinei, a produtividade é de 41 sacas, nos 48 hectares de mandioca são colhidas 20,6 toneladas. Cotada a aproximadamente R$ 600 a tonelada da raiz em 20/11, o faturamento desta é de pouco mais de R$ 12 mil por hectare.

Sobre o Rally – O Em sua 9ª edição, o Rally Cocamar de Produtividade conta com os seguintes patrocinadores: Basf, Sicredi Dexis, Fertilizantes Viridian, Nissan Bonsai Motors, Cocamar Máquinas/John Deere, Texaco e Estratégia Ambiental.

Fonte: Assessoria de Imprensa Cocamar

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Terminação Intensiva a Pasto avança no Brasil e eleva produtividade da pecuária sem ampliar áreas de pastagem

Published

on

A Terminação Intensiva a Pasto (TIP) vem ganhando espaço na pecuária brasileira como alternativa eficiente para elevar a produtividade do rebanho sem necessidade de abertura de novas áreas. O modelo, que combina suplementação concentrada com pastagens bem manejadas, tem se consolidado como uma solução intermediária entre o sistema extensivo tradicional e o confinamento.

Com ganhos expressivos em desempenho animal, redução de custos operacionais e melhora no aproveitamento das áreas de pastagem, a TIP se tornou uma ferramenta estratégica para produtores que buscam aumentar rentabilidade e atender às crescentes exigências por sustentabilidade no agronegócio.

O sistema também se conecta diretamente a temas centrais do setor, como recuperação de áreas degradadas, prevenção do desmatamento e intensificação sustentável da produção de carne bovina.

Sistema intensifica produção usando o pasto como base alimentar

Na prática, a Terminação Intensiva a Pasto mantém o capim como principal fonte alimentar dos animais, utilizando suplementos concentrados para acelerar o ganho de peso na fase final antes do abate.

Entre os ingredientes mais utilizados estão DDG — subproduto do milho utilizado na produção de etanol —, casca de soja e núcleos nutricionais. A estratégia permite ajustar a dieta conforme as condições das pastagens ao longo do ano.

Durante o período chuvoso, quando há maior disponibilidade de forragem, o uso de concentrados pode ser reduzido. Já nos meses de seca, a suplementação aumenta para compensar a queda na oferta de capim.

Segundo Lucas Pimenta, diretor do grupo Aguiar & Azevedo, que utiliza o sistema há décadas em propriedades no Mato Grosso, a flexibilidade operacional é um dos principais diferenciais da TIP.

“O sistema é mais maleável. A base da alimentação é o capim, e conseguimos ajustar conforme a necessidade dos animais”, afirma.

Ganho de peso se aproxima do confinamento

Os resultados zootécnicos da Terminação Intensiva a Pasto têm chamado atenção do mercado pecuário. De acordo com produtores e técnicos do setor, o desempenho animal fica próximo ao observado em sistemas de confinamento.

Leia Também:  Rondônia estima produção de grãos superior a quatro milhões de toneladas na safra 2023/2024

Enquanto operações intensivas podem atingir ganhos de até 1,6 quilo por animal por dia, a TIP registra médias de 1,4 quilo diário durante o período das águas e cerca de 1,25 quilo por dia na seca.

Outro benefício destacado é a redução do chamado “efeito sanfona”, quando os bovinos ganham peso nas águas e perdem desempenho durante o período seco.

“O ideal é que o animal continue ganhando peso o ano inteiro”, destaca Lucas Pimenta.

Tecnologia amplia eficiência e reduz custos operacionais

O avanço tecnológico também tem impulsionado a adoção da TIP no Brasil. Em parceria com a Nutripura, propriedades do grupo Aguiar & Azevedo implementaram o sistema KonectPasto, ferramenta de monitoramento das pastagens que auxilia no ajuste do fornecimento de suplemento conforme a qualidade do capim.

Segundo Pimenta, o sistema permite maior precisão no manejo nutricional e melhora o controle de custos.

“Se o pasto está bom, reduzimos o concentrado. Isso melhora o custo sem prejudicar o desempenho”, explica.

Além disso, a eficiência operacional também aparece como vantagem econômica. Segundo o produtor, um único funcionário consegue realizar o manejo alimentar de até 2.500 animais por dia.

Lotação aumenta e sustentabilidade ganha destaque

Outro ponto relevante da TIP é o aumento significativo da capacidade de lotação das áreas de pastagem. Em um piquete de 20 hectares, por exemplo, a lotação pode saltar de cerca de 1,5 a 2 unidades animais para até 8 ou 10 unidades.

“Você aumenta muito a produtividade usando basicamente o mesmo espaço”, afirma Pimenta.

Os resíduos orgânicos deixados pelos animais também ajudam na fertilização do solo, favorecendo a recuperação das áreas de pastagem e reduzindo a necessidade de expansão territorial.

Leia Também:  Pesquisa e desenvolvimento agronômico garantem renovação e sustentabilidade na produção agrícola
Bem-estar animal e eficiência fortalecem modelo no campo

Além dos ganhos produtivos, produtores destacam o bem-estar animal como um diferencial importante da Terminação Intensiva a Pasto. Diferentemente do confinamento tradicional, os bovinos mantêm maior liberdade de movimentação e podem alternar entre o consumo de pasto e suplemento.

Para Luciano Resende, CEO da Nutripura, a TIP está entre os sistemas pecuários que mais crescem no Brasil devido à combinação entre rentabilidade e sustentabilidade.

“É um sistema que funciona muito bem, especialmente nas águas. Quando se maneja corretamente o pasto e se fornece a quantidade certa de concentrado, há ganhos substanciais em termos de sustentabilidade e rentabilidade”, afirma.

O executivo ressalta que o sucesso do modelo depende diretamente da gestão eficiente da propriedade.

“Não é simplesmente colocar comida à vontade. É preciso estratégia, planejamento e uso eficiente dos insumos”, destaca.

Com a crescente demanda global por carne produzida de forma sustentável e eficiente, a Terminação Intensiva a Pasto avança como uma das principais alternativas para aumentar a competitividade da pecuária brasileira sem ampliar a pressão sobre novas áreas agrícolas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA