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Excesso de chuvas Impacta qualidade do trigo na região de Bagé (RS)

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A região de Bagé, no Rio Grande do Sul, enfrenta desafios decorrentes da incidência de fungos devido ao excesso de chuvas, afetando a qualidade da colheita de trigo. Até a semana passada, 72% da área total de 172 mil hectares destinada ao trigo já havia sido colhida. O engenheiro agrônomo da Emater, Guilherme Zorzi, discutiu os impactos dessas condições climáticas em uma entrevista exclusiva à Agência SAFRAS.

Nos últimos sete dias, chuvas significativas, especialmente no final de semana, atingiram a região, especialmente em áreas como Campanha, Maçambará, Manoel Viana e São Borja, acumulando mais de 200 milímetros ao longo da semana. Esse volume, quase o dobro da média mensal, resultou em problemas como o tombamento das plantas e comprometeu a qualidade dos grãos.

O engenheiro enfatizou que as chuvas constantes em setembro e outubro favoreceram o desenvolvimento de fungos, prejudicando a produtividade. A estimativa inicial de rendimento de 2.614 quilos por hectare foi revisada para 2.146 quilos por hectare. Isso tem levado muitos produtores a enfrentar dificuldades na classificação dos grãos, impactando o valor comercial, uma vez que uma parte significativa está sendo destinada à produção de ração com preços consideravelmente mais baixos.

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Guilherme Zorzi aponta que o cenário é desafiador, com uma redução de produtividade de quase 18% na região. Municípios como São Borja e Manoel Viana enfrentam quebras em torno de 40%, enquanto Maçambará e Caçapava do Sul registram perdas de 20% e 30%, respectivamente. Além disso, os produtores enfrentam a complexidade da produção de ração, uma vez que os grãos contaminados por fungos podem causar problemas aos animais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne suína do Brasil crescem 8,3% em abril e faturamento supera US$ 328 milhões

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As exportações brasileiras de carne suína seguiram em forte ritmo de crescimento em abril de 2026, impulsionadas principalmente pela demanda dos mercados asiáticos. Dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal mostram que o Brasil embarcou 140 mil toneladas de carne suína no período, considerando produtos in natura e processados.

O volume representa alta de 8,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando foram exportadas 129,2 mil toneladas.

A receita obtida com os embarques também apresentou crescimento expressivo. Em abril, o setor faturou US$ 328,2 milhões, avanço de 8,8% frente aos US$ 301,5 milhões registrados no mesmo período de 2025.

Exportações acumuladas mantêm crescimento acima de 14%

No acumulado do primeiro quadrimestre de 2026, as exportações brasileiras de carne suína alcançaram 532,2 mil toneladas, volume 14,2% superior ao registrado entre janeiro e abril do ano passado, quando os embarques totalizaram 466 mil toneladas.

Em receita, o avanço acumulado também foi significativo. O setor somou US$ 1,244 bilhão nos quatro primeiros meses do ano, crescimento de 14,1% na comparação com igual intervalo de 2025, que havia registrado US$ 1,090 bilhão.

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O desempenho reforça o momento positivo das proteínas animais brasileiras no mercado internacional, especialmente diante da ampliação da demanda em países asiáticos.

Filipinas lideram compras de carne suína brasileira

As Filipinas mantiveram a liderança entre os principais destinos da carne suína brasileira em abril. O país importou 35,9 mil toneladas, crescimento de 20,6% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Na sequência aparecem:

  • Japão: 16,6 mil toneladas (+131,9%)
  • China: 11,8 mil toneladas (-21,6%)
  • Chile: 11,1 mil toneladas (+22,8%)
  • Hong Kong: 8 mil toneladas (-34,3%)
  • Vietnã: 5,5 mil toneladas (+44,6%)
  • Argentina: 5,3 mil toneladas (-8,7%)
  • Singapura: 5,1 mil toneladas (-24,3%)
  • Uruguai: 4,6 mil toneladas (+12,7%)
  • México: 4,4 mil toneladas (-40,3%)

O forte crescimento das exportações para mercados de maior valor agregado, como o Japão, vem sendo observado com atenção pelo setor.

Ásia segue como principal motor das exportações

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal, Ricardo Santin, o fluxo internacional da carne suína brasileira continua bastante positivo em 2026, especialmente nos países asiáticos.

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De acordo com o dirigente, além da consolidação das Filipinas como principal destino das exportações brasileiras, mercados estratégicos vêm ampliando a demanda pela proteína animal produzida no Brasil.

O avanço consistente dos embarques reforça as perspectivas otimistas do setor para o restante do ano, sustentadas pela competitividade da produção brasileira e pela forte procura internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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