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Bioativador vegetal que controla nematoides pode ser associado a fertilizantes

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Oriundo de fontes vegetais, o bioativador vegetal Organic Bloom vem chamando a atenção de técnicos e produtores rurais por ser uma alternativa orgânica eficiente no combate às principais espécies de nematoides que causam injúrias em culturas como a soja, milho, feijão e algodão. Além de ser eficiente no controle do nematoide reniforme, em conjunto aos de galhas, cisto e lesões, Organic Bloom possui estudos que comprovam sua habilidade em solubilizar fósforo, induzir resistência contra nematoides em plantas de soja e sinergia com produtos biológicos formulados com bactérias e fungos.

De acordo com a engenheira agrônoma Cristiane dos Reis, diretora de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Ingal Agrotecnologia, foram desenvolvidos estudos, em conjunto com o nematologista do Instituto Phytus, Dr. Cristiano Bellé, que também comprovam a eficiência do Organic Bloom contra nematoides quando incorporado às formulações de fertilizantes organominerais.

A pesquisa foi realizada em casa de vegetação e a campo na cultura da soja (Glycine max), diversas formulações de fertilizantes organominerais tratados com Organic Bloom foram comparadas aos seus padrões e também a fertilizantes minerais no que diz respeito a parâmetros de produtividade da planta e à mitigação do nematoide-das-galhas, Meloidoyne javanica.

No ensaio conduzido em casa de vegetação, já aos 30 dias após a aplicação do organomineral tratado com Organic Bloom na dose de 2 Litros.Ton-1, houve eficiência no controle de ovos e juvenis de Meloidogyne javanica em 100 cm³ de solo, de 46,2% e 43,2% em relação ao tratamento controle, respectivamente. Aos 60 dias após a aplicação do organomineral no solo a maior resposta foi observada no controle de juvenis, com eficiência de 35,6%.

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Os trabalhos de campo foram conduzidos na cidade de Júlio de Castilhos/RS e apresentaram resultados mais expressivos em relação à mesma dose utilizada em casa de vegetação. Aos 30 dias foi verificada eficiência de 46,8% e 48,2% no controle de ovos e juvenis no solo, resultado semelhante foi encontrado no controle de nematoides nas raízes de soja.

“Surpreendentemente, os resultados se mantiveram nos mesmos níveis de eficiência tanto para juvenis e ovos presentes no solo e nas raízes de soja passados 60 dias da aplicação do fertilizante organomineral no solo. Os resultados, porém, foram além do controle de nematoides, pois durante a condução do ensaio fatores relacionados à fisiologia da planta de soja, como massa fresca de raízes e parte aérea foram beneficiados e refletiram em incremento de produtividade de 6,54 sc/ha”, comenta Cristiane dos Reis.

Segundo ela, o resultado contribui para fortalecer estudos que iniciaram no ano de 2021 por parte da Ingal Agrotecnologia. Os testes preliminares foram realizados no tratamento de fertilizantes minerais com Organic Bloom, e os resultados promissores levaram ao desenvolvimento do primeiro organomineral aditivado com Organic Bloom no estado do Paraná.

O Líder Comercial da Ingal Agrotecnologia da Região Sul, Estevão Terra Caetano, também consolidou a tecnologia no mercado da mandiocultura. Importante salientar que resultados já foram obtidos na cultura do trigo. A pesquisa continuará com diversas formulações de fertilizantes organominerais e será apresentada no 35º Simpósio da Sociedade Europeia de Nematologistas, em abril de 2024 na Espanha.

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Os resultados revelam que a adição de Organic Bloom a fertilizantes minerais (NPK) e organominerais proporciona maior enraizamento e desenvolvimento da planta de soja. Além dos benefícios relacionados à cultura, o combate aos principais nematoides no solo foi verificado já nos primeiros 30 dias após a emergência.

Os tratamentos com NPK + Organic Bloom (2 L por tonelada de NPK na formulação 5-20-20) e Organomineral + Organic Bloom (2 L por tonelada de organomineral) obtiveram eficácias de controle de 38,6% e 43,2% sobre juvenis e de 38,5% a 46,5% sobre ovos de M. javanica. Nas raízes, a eficiência de controle variou de 31,3% para o NPK + Organic Bloom a 38,2% para o Organomineral + Organic Bloom sobre juvenis e se manteve em patamar semelhante sobre ovos de M. javanica.

Na avaliação de 60 dias após a emergência, no solo ocorreu maior eficiência de controle de juvenis de M. javanica, 30,1% e 35,6% para NPK e Organomineral tratados com Organic Bloom, respectivamente. Em relação às raízes, o maior percentual de controle foi verificado sobre ovos do nematoide, 39,2% no tratamento de NPK + Organic Bloom e 32,2% no tratamento Organomineral + Organic Bloom.

Fonte: Ruralpress

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil confirma dumping no leite importado, mas tarifa não sai do papel

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O governo brasileiro confirmou que empresas da Argentina e do Uruguai venderam leite em pó ao País em condições desleais, mas manteve suspensas as tarifas criadas para proteger o produtor nacional. A decisão mantém o produto estrangeiro entrando sem a cobrança adicional enquanto são avaliados os efeitos da medida sobre a indústria e os consumidores.

A investigação do Departamento de Defesa Comercial (Decom), ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), encontrou dumping e prejuízo à produção brasileira. A prática ocorre quando uma empresa exporta um produto por valor artificialmente baixo, prejudicando os concorrentes no mercado comprador.

Em junho, o Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex) aprovou tarifas diferentes para cada exportador, com vigência prevista até 8 de junho de 2031. Dependendo da empresa, a cobrança poderia superar 100% do preço médio do leite em pó importado.

A própria resolução, porém, suspendeu imediatamente a aplicação das tarifas por razões de interesse público. Com isso, o dumping foi reconhecido, mas o leite argentino e uruguaio continua entrando no Brasil sem a medida de defesa comercial.

No fim de julho, o governo abriu uma avaliação para calcular os possíveis efeitos da cobrança sobre produção, distribuição, comércio e consumo. Não há prazo definido para que o Gecex tome uma decisão final.

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A suspensão provocou reação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e de entidades da cadeia leiteira. O setor argumenta que o produto importado reduz o preço pago ao pecuarista e atinge principalmente pequenas e médias propriedades, com menor capacidade para suportar períodos prolongados de baixa remuneração.

“Não adianta reconhecer que há mais de 60% de dumping nesse leite em pó que entra no Brasil e não aplicar as tarifas”, afirmou o presidente da FPA, Pedro Lupion. Segundo ele, a concorrência está retirando produtores da atividade e afetando a economia de pequenos municípios.

A pressão das importações aumentou neste ano. Dados apresentados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostram que o País importou o equivalente a 1,02 bilhão de litros de leite em produtos lácteos entre janeiro e maio, recorde para o período e crescimento de 10,5% em relação a 2025.

O leite em pó respondeu pelo equivalente a 754 milhões de litros. Argentina e Uruguai forneceram 653 milhões, ou 86% desse volume. Como o produto é reidratado e utilizado por indústrias de alimentos, sua entrada influencia a demanda pelo leite cru produzido no Brasil.

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A CNA sustenta que a tarifa não provocaria aumento relevante no custo da alimentação porque atingiria apenas o leite em pó não fracionado, vendido em embalagens superiores a 800 gramas e utilizado principalmente como insumo industrial. Leite em pó embalado para o consumidor, leite longa vida e queijos não estão incluídos na medida.

O processo foi aberto em dezembro de 2024, após pedido da CNA. A investigação concluiu que houve dumping, dano à cadeia produtiva brasileira e relação entre as importações e o prejuízo interno.

Agora, a disputa está concentrada na aplicação das tarifas. Para o produtor, o reconhecimento da prática tem pouco efeito enquanto a cobrança permanecer suspensa. A proteção somente chegará ao mercado se o Gecex concluir que o benefício para a pecuária leiteira supera eventuais impactos sobre a indústria e os preços ao consumidor.

Fonte: Pensar Agro

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