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Certificação de Touros em Fertilidade Impulsiona Resultados na Pecuária de Corte

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Na pecuária de corte, cada bezerro que nasce é um incremento significativo na receita do pecuarista. O sucesso na fertilidade dos rebanhos está diretamente vinculado à qualidade do sêmen utilizado na inseminação artificial em tempo fixo (IATF). Nesse contexto, a certificação IATF Max tem se destacado, oferecendo resultados expressivos para pecuaristas em todo o Brasil. Desenvolvida pela ABS, a certificação é baseada em análises rigorosas que identificam touros jovens com alta performance em fertilidade.

De acordo com Cristiano Ribeiro, Gerente de Treinamentos e Projetos Corte da ABS, “realizamos três análises ao longo do ano para atualizar constantemente a lista de animais credenciados. Para obter a certificação, o touro deve ter uma taxa de prenhez igual ou superior a 54%, além de possuir pelo menos 200 informações de diagnóstico de gestação (DG) e ser utilizado em mais de três rebanhos durante um período de dois anos. Esta é uma classificação extremamente exigente, o que a torna muito confiável.”

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Veterinários e técnicos responsáveis pelas inseminações no Brasil desempenham um papel crucial no processo, coletando mais de 300 mil dados anualmente para o banco de dados do SYNC, um software que auxilia na identificação dos touros certificados. “Os dados comprovam que touros certificados em fertilidade proporcionam resultados superiores. O investimento em sêmen de touros com certificação IATF Max reduz custos e oferece um retorno significativo. Cada real gasto resulta em ganhos maiores”, observa Cristiano Ribeiro.

Em Mato Grosso, a certificação IATF Max tornou-se uma referência, conforme destaca Antônio Júnior, representante da ABS no estado. “Meus clientes consideram os touros IATF Max como referência na hora de adquirir sêmen. Conhecendo a fundo as propriedades e rebanhos dos produtores, podemos direcionar os melhores touros dentro da certificação.”

Alexandre Haje, outro representante da ABS em Mato Grosso e presidente da Associação de Criadores de Nelore do estado, ressalta a importância do trabalho nas fazendas para o sucesso do programa. “O melhoramento genético inicia-se diretamente nas fazendas. A certificação IATF Max oferece a segurança necessária para promover o crescimento da inseminação artificial. Com a certificação, os produtores têm maior confiança nos novos touros a cada ano.”

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Paulo Aleve, representante da ABS em Goiás, enfatiza que a certificação valorizou o trabalho no campo. “Antes da certificação, não tínhamos garantia dos resultados da IATF e muitas vezes enfrentávamos problemas sem saber a origem. A certificação IATF Max nos trouxe segurança e confiança na qualidade do sêmen.”

No Paraná, Sérgio Tokarski, representante da ABS, acrescenta que “os produtores já sabem que ao optar por touros com a certificação IATF Max, estão garantindo maior taxa de prenhez, redução de custos, maior produção e rentabilidade.”

Cristiano Ribeiro finaliza, destacando que “os produtores preferem touros com a certificação IATF Max para evitar surpresas na IATF, pois esses animais são comprovadamente superiores à média.”

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

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A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

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A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

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Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

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