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Crescimento no Abate de Bovinos, Frangos e Suínos no 3º Trimestre Impulsiona Pecuária

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Abate de Bovinos Atinge Marca Inédita de 10,37 Milhões de Cabeças

O setor pecuário brasileiro registrou crescimento expressivo no abate de bovinos durante o 3º trimestre de 2024, alcançando 10,37 milhões de cabeças sob inspeção sanitária. Esse número, inédito para um único trimestre, representou um aumento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2023 e 3,9% frente ao trimestre anterior. Julho destacou-se como o mês mais ativo, com 3,59 milhões de bovinos abatidos, uma alta de 22,6% em relação a julho de 2023.

A expansão foi generalizada, com aumento em 25 das 27 unidades federativas, lideradas por Mato Grosso (+291,7 mil cabeças), Minas Gerais (+185,73 mil), e Mato Grosso do Sul (+178,35 mil). Apenas o Rio Grande do Sul apresentou queda (-64,03 mil), devido aos impactos de enchentes ocorridas em abril. Mato Grosso manteve a liderança nacional, com 18,3% do total abatido.

Setor de Suínos Também Bate Recorde Trimestral

O abate de suínos chegou a 14,95 milhões de cabeças no período, marcando alta de 2,1% em relação ao 3º trimestre de 2023 e 2,6% frente ao trimestre anterior. Este foi o melhor desempenho para julho na série histórica. Os destaques de crescimento ocorreram no Rio Grande do Sul (+197,99 mil cabeças) e Minas Gerais (+79,47 mil), enquanto Santa Catarina sofreu uma retração (-11,59 mil). Ainda assim, Santa Catarina manteve a liderança no setor, com 29,1% do abate nacional.

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Produção de Frangos Atinge Novo Recorde

Com 1,62 bilhão de cabeças abatidas, a avicultura alcançou o melhor resultado já registrado, um aumento de 2,8% em comparação ao 3º trimestre de 2023 e 0,8% frente ao trimestre anterior. Paraná liderou o setor, com 33,7% da produção nacional, seguido por Santa Catarina (14,1%) e São Paulo (11,3%).

Aquisição de Leite Registra Alta Trimestral

A aquisição de leite cru foi de 6,30 bilhões de litros, uma redução anual de 0,3%, mas com alta de 7,1% em relação ao trimestre anterior. Minas Gerais consolidou-se como principal captador, com 24,2% do total nacional, seguido pelo Paraná (15,6%).

Avanço na Aquisição de Couro

Os curtumes investigados adquiriram 10,55 milhões de peças de couro bovino, crescimento de 17,4% em relação ao 3º trimestre de 2023. Goiás manteve-se líder no setor, com 17,4% da participação nacional.

Produção de Ovos Atinge Recorde Histórico

Foram produzidas 1,2 bilhão de dúzias de ovos de galinha, o maior número já registrado. Este volume representou um crescimento de 10,3% frente ao 3º trimestre de 2023 e 3,0% na comparação trimestral. São Paulo liderou a produção nacional, com 26,1% do total, seguido por Minas Gerais (9,9%) e Paraná (9,8%).

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Os números confirmam o crescimento consistente da pecuária brasileira, impulsionado pela recuperação econômica e pela demanda crescente, tanto no mercado interno quanto no externo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

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A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

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A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

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Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

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